sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Que...

"Que a minha intensidade não me impeça de respirar vez enquando, pois suspiro o tempo todo pra encontrar espaço nesse peito que já nem se cabe.
Que essas explosões de vida, de beleza e dor me permitam ao menos, por alguns momentos, absorvê-las com tranqüilidade: para que eu consiga dormir sem ter de chorar ou gargalhar até a exaustão, pois sinto falta de apenas lacrimejar ou sorrir sem contrações, descontraída.
Que a felicidade não me doa sempre e tanto, a ponto de assustar.
Que haja alguma suavidade nos meus olhos diante do cotidiano e que eu não me emocione exageradamente com esta delicadeza.
Que eu possa contemplar o mar sem que ele me afogue por completo.
Que eu possa olhar o céu imenso e que isso não me aniquile por lucidez extrema. E que quando eu escrever um texto, ao ser publicado, assim, despido de qualquer revisão emocional, dotado apenas da intuição que me foi dada, que encontre a fonte precisa que agasalhe a palavra “palavra”.
Que eu não viva só em caixa alta, com esses gritos que arranham silêncios e desgovernam melodias.
Que eu saiba dizer sem que isso me machuque demais.
Que eu saiba calar sem que isso me provoque uma tagarelice interna inquieta.
Que eu possa saber dessa música apenas que ela se comunica com algo em mim, nada mais.
Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta.
Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia."

Marla de Queiroz

Quero dormir...

"Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira." 

Marla de Queiroz

A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO...

Frequentemente, eu me pergunto:

"O que cada um de nós está fazendo neste planeta?"
Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos:
evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. 
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a
vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.

Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas, não podem ser a razão de viver.
Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.
O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?

A resposta é uma só:
A consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta. 

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida.
E quando chega no final do caminho percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo aparente,
está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma:
ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.
Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores,
na harmonia e na glória do bem. 

(Roberto Shinyashiki) 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Agradecendo


Hoje o dia acordou lindo.
E eu só quero agradecer.
Agradecer o suporte espiritual que tive nesse mês que termina com saldo positivo.
 
Porque enquanto eu colocava o choro em dia, eu não me senti sozinha. Mesmo estando sozinha muitas vezes, aparentemente.
Porque eu aprendi com os momentos ruins. Porque eu abri os olhos pro que me fazia mal. Porque eu conheci meu valor real. Porque eu redescobri em mim uma fé há tempos adormecida.
 
Fé que faz a diferença em cada passo que tenho dado, e cada decisão que tenho tomado.
Fé que me faz dormir em paz, tendo a certeza que o amanhã será melhor, porque vou colher o que tenho plantado hoje. 
 
Tenho mandado pro mundo as melhores energias e pensamentos. E conforme o que eu acredito isso volta, mesmo que demore.
 
Quero agradecer a paz. Paz que só veio depois que muitas coisas se foram.
E aprendi a não deixar mais entrar na minha vida nada que me faça perder essa paz.
 
E aprendi a deixar ir embora tudo que me faz mal. Desapego.
Estou fechada para as coisas ruins. E aprendi a me afastar de tudo que me suga as energias e mancha meus dias.
 
Agradeço a Deus, e ao plano espiritual pelo suporte, pelo ‘ombro’, pelo conforto.
Por tudo que tenho na vida. Pelas pessoas que ficaram. E sempre ficam. Pelos bons momentos que passei ao lado delas, e pelos tombos que me deixaram mais resistente as quedas.
Pelos sorrisos que ganho todos os dias do anjo mais lindo da minha vida.
Por todos os abraços que fizeram toda a diferença. E pela esperança que só se renovou.
 
Agradeço por ser a mulher que eu sou, e por saber viver o que eu falo e acredito.
Agradeço por tudo o que já passei, e me trouxe até aqui.
 
Pelo hoje e pelos dias que virão, onde terei a oportunidade de fazer com que sejam melhores do que os dias que já se foram.
 
Agradeço pela vida que eu tenho e por todos os sonhos que ainda carrego no coração.

Karla Tabalipa

Saudade...

 
O que se faz com a saudade quando ela é só nossa?
Quando acordamos querendo sem ter.
Quando a pessoa que tanto nos faz falta, está tão fora de alcance. Ou quando por falta de opção, ela não pode mais suprir a falta que nos faz?
Lembrança de um tempo que adoça a alma.
Saudade dói, uma dor que chega a ser física, um aperto no peito, um cansaço do agora, uma vontade de gritar, chorar, correr atrás.
Saudade. Dos verbos querer e sentir.
Do não ter.
Substantivo que vem dos dias mais lindos, dos momentos que ficam na cabeça da gente e grudam no coração.
Saudades que às vezes quase passa. Quase vai embora. Saudade do que quase foi. E foi tão lindo.
De tudo que foi e passou tão rápido.
De tudo que não vai voltar. E que vai ficar.
Do que acabou e ficou com gosto de para sempre.
E agora que a vida me chama, a coloco no bolso, molhada de lágrimas e (re)começo o meu dia, fingindo pra mim mesma que esqueci.
 
Karla Tabalipa

domingo, 8 de janeiro de 2012

Experimentar para viver...

Experimentar o diferente sempre que possível: esse é o segredo da verdadeira felicidade…

Antes que o dia anoiteça, antes que o espetáculo da vida termine, antes que a dança acabe, tudo, deve ser vivido, nos mínimos detalhes.
E, para que tudo isso aconteça, viver intensamente o momento presente – realizar de forma verídica o “carpe diem” – é preciso se desprender da rotina, deixar de lado o comodismo e arriscar o novo.

Experimente uma nova comida, um novo estilo de roupa, uma nova cor para a sua unha. Conheça lugares por onde nunca passou e, se possível, inúmeras culturas diferentes da sua. Conheça todos os tipos de pessoas, aprenda com elas!

Experimente a nova loja, o restaurante novo que abriu na semana passada, descubra novos caminhos, aqueles por onde você nunca ousou passar.
Siga aquela luz que você sempre viu brilhar, mas nunca teve tempo de buscar.

Experimente antes de dizer que não gosta. Experimente novos estilos de sapatos, leia os livros que nunca pensou em ler. Leia um livro que te traga conhecimentos diversificados, converse em uma língua diferente da sua, assista a um filme e experimente o que ele te instiga a viver.

Viva novas experiências todos os dias! Não desista de você!

Não pense na dor, na tristeza ou na melancolia e, muito menos, na doença que você tem ou pode ter. Esqueça!
Pense somente no agora! Viva o momento presente!
Ontem já passou e amanhã…..bem, amanhã pode ser tarde demais!

Por tudo isso, costumo experimentar uma comida diferente, comprar coisas que meu impulso insiste em comprar, assistir ao filme que meus olhos querem ver, respirar novos ares que sempre desejei, e simplesmente viver o prazer que a vida tem para me oferecer. E, sem perceber, descubro que essa é a melhor terapia que existe para curar qualquer dor ou doença.

Pensar no que é bom, simplesmente atrai tudo o que é maravilhoso….por tudo isso……………………
……………………………… EXPERIMENTE SEMPRE!

Michelle Ribeiro

De como transformo a rotina em dias bonitos...

 
Sei que o dia será bonito quando me proponho a acordar mais cedo e vou andando tranqüilamente para o trabalho ,participando da paisagem acordada pelos dourados do sol ameno do inverno_ eu me aventurando pelas ruas como quem passeia dentro de um quadro de Miró. Ou quando inauguro o meu dia chuvoso no ônibus lendo um poema do Manoel de Barros, sentindo ainda o cheiro de xampu nos cabelos do banho recém-tomado. E quando chego lá, mesmo meio enjoada daquilo tudo e faço aquela brincadeira que faz todo mundo rir pra descontrair, sei que o resto do dia vai ser mais bonito.

Na hora do almoço, daquela comida de sempre, quando resolvo que comeremos alguma coisa que esperamos pra comer aos domingos ou nos dias em que recebemos o salário, e tomamos uma tacinha de vinho escondido pra relembrar como o proibido moderado pode ser gostoso e que faz toda a diferença, a beleza se revela gratuita.

Se eu passar no sebo no final da tarde e ganhar 3 horas fuçando livros e perder 40 reais levando-os pra casa barganhando preços ou pré-datando um cheque, ou se eu encontrar aquela raridade do Guimarães Rosa recém-chegada que ainda nem colocaram preço e está em cima do balcão...será lindo, tão lindo.


Quando eu voltar pra casa, se eu me abandonar meia horinha na cama sem pensar em nada, olhando pro teto, sem tirar a roupa do trabalho, sem me preocupar com a arrumação do quarto ou qualquer coisa desse tipo só pra apertar o play daquele CD que já estava rolando antes de sair cedo, o refrão pela metade, escutando atentamente, sentindo cada acorde daquela musiquinha que penetra todos os ambientes da minha casa e da minha alma, sei que a beleza do resto do dia está garantida.

Depois tomar aquele banho demorado, usar o óleo delicioso ou o hidratante perfumado, a camisola de cetim limpinha... Ligar o computador , ter as palavras arreganhadas escorrendo pelos dedos no teclado até sentir que é isso, que tá pronto, ler aquele e-mail do amigo saudoso, mandar outro mais saudoso ainda e gostar tanto da minha vida assim, com meu coração sossegado, escolhendo minhas surpresas e sentindo aquele sono na hora em que sei que vai me permitir acordar super bem no dia seguinte...ou receber o telefonema convidando a transgredir e cair no samba pra chegar de madrugada e acordar na mesma hora de sempre, ressaqueada, sonolenta e feliz...não importa.

Sei que o dia será mais bonito quando lembro de determinar certas coisas, como fazer do cansaço um cantinho de silêncio e repouso pra dormir pesado e do edredon o abraço mais caloroso enrolando o meu corpo com cuidado dentro dele pra que tudo pareça afago, conforto, aconchego. Quando me proponho a melhorar os ambientes por onde passo ou, pelo menos, me predisponho a estar bem dentro deles.Quando me permito transgredir sem culpas, sem dramas.

Gosto de saber que a minha criatividade serve, principalmente, para arranjar outras alternativas e driblar meu fastio, minhas angústias, meus conflitos, amenizar minhas crises e fazer dos meus dias invejavelmente deliciosos: desses que tornam uma autobiografia bem mais gostosa de ser escrita ou mais propensa à censura...;-)


(Marla de Queiroz)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um gesto de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.

"É para minha mãe", diz com orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.

Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.

Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.

Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?

Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.

Impaciente, ele perguntou: "moço, está faltando alguma coisa?"

"Não", respondeu o proprietário da loja. "é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada."

Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: "nem um sabonete?"

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!


Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.

Em qualquer circunstância, em qualquer data especial para determinadas comemorações, o mais importante não é o que se dá, mas como se dá.

Todo presente deve se revestir de sentimento e não deve haver diferenças entre homenagens a uma pessoa pobre ou a uma pessoa rica.

A expressão deve ser sempre do afeto. O que se deve dar é o coração a vibrar em amor.

O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Solidão

Não consigo imaginar como era o mundo antes das tuas flores nestes muros...
Mas as paredes do meu quarto são tristes, tristes: apesar de verdes, nada brota delas.... 


(Marla de Queiroz)

Faça sua escolha


Dê uma boa olhada ao seu redor e entenda que sua vida, agora mesmo, é o resultado de todas as suas escolhas do passado. 
Você gosta do que vê? 

Certamente você andou muito para chegar até aqui. Você sobreviveu e deu um jeito de estar onde está. 

Existem coisas que poderiam melhorar?Provavelmente. 

Existem lugares que você gostaria de conhecer, coisas que gostaria de fazer? Você consegue imaginar a sua vida sendo ainda melhor, ainda mais gratificante e emocionante do que é hoje? 

Então, como chegar lá? Do mesmo jeito que chegou até aqui: como resultado das escolhas que você faz. 

Existem escolhas, e existem escolhas... 

Geralmente, prestamos muita atenção às grandes decisões: faculdade, casamento, a primeira casa ou apartamento... Mas, freqüentemente, as decisões mais poderosas são as "pequenas", aquelas que fazemos um dia após o outro: fazer ou não fazer uma visita, dar aquele telefonema, acordar um pouco mais cedo para fazer exercício, a atitude com que encaramos o dia-a-dia no trabalho. 

A qualidade da sua vida é um resultado direto das escolhas que você faz. E cada momento na sua vida é uma escolha. 

O futuro aproxima-se no mesmo ritmo de sempre. Então, preste atenção nas suas escolhas, pois são elas que moldarão, ativamente, o resto da sua vida. 

desconheço o autor

Saudação Feliz Ano Novo

Lindo!!!


A saudação de “Feliz Ano Novo”, tantas vezes repetida, expressa o desejo de
renovação e de certeza que é possível um mundo novo, com mais paz, justiça e amor.

O ano será novo e portador de muita esperança se soubermos viver os ensinamentos
de Jesus e formos capazes de repetir o sim de Maria, a Rainha da Paz.


Quem é abençoado recebe a paz. Quem abençoa comunica a paz. Que nosso
abraço e saudação de Feliz Ano Novo seja portador da bênção de Deus.

Dom Girônimo Zanandréa

Frase - livro


" Se há um som que me agrada,
é o virar de uma página.
Seja de um livro,
seja de uma vida ... "
( Bruno de Paula )

Vazia de mim


"Não tenho medo de estar só. 
Tenho medo é de estar vazia.
Vazia de mim!..."

Van Luchiari

Oração


«Senhor, expulsa a soberba da minha vida, subjuga o meu amor-próprio, esta minha vontade de afirmação pessoal e de imposição da minha vontade aos outros. 


Faz com que o fundamento da minha personalidade seja a identificação contigo.»


(Cristo que passa, 31 - S. Josemaría Escrivá)

Gratidão e Ingratidão


Gratidão é a memória do coração!
E isso não é frase feita,mas sentida por quem sabe o que é o amor,o carinho,
a compaixão e a solidariedade!


Aproveitando que dia 6 de janeiro é o dia da Gratidão, resolvi escrever sobre uma das coisas que mais me incomoda na vida: A tal da ingratidão. 
Às vezes penso como o ser humano, pode ser tão cruel, em relação ao seu semelhante. Por diversas vezes presenciei alguns lances da vida, onde uma pessoa beneficiada, nem reparou o bem que lhe foi feito. Muitas pessoas reclamam muito,mas são poucos os que agradecem.

Acredito que não devemos cobrar nada de ninguém. Toda vez que faço algo, é porque quero fazer e ponto. Mas convenhamos, a gratidão é linda, não é? Ser grato é abrir o coração e deixar fluir este sentimento que envolve a nossa alma. Ser grato é reconhecer um benefício que recebemos e que nada nos custou, embora seja algo tão caro e tão relevante. Para ser grato é preciso ter sensibilidade, humildade, enfim, é preciso ter amor.

Uma pessoa grata atrai coisas boas e está sempre pronta a fazer o bem, pois tem certeza de que está é a única forma de recebermos o bem. Ela ajuda as pessoas sem esperar nenhuma recompensa – e assim o faz em gratidão pelo que recebeu e recebe a cada dia. Ela é capaz de ver nas pequenas coisas, grandes motivos para se alegrar e razões para agradecer, pois o seu coração é bom, sensível, amável e doce. Muitas vezes ela contagia a quem está por perto e consegue transformar um ambiente hostil num local agradável.

Se a pessoa não tem este sentimento, ela age de forma mecânica e não vê razão para ajudar o próximo, pois não sente que foi ajudada. Esta é uma realidade que podemos ver todos os dias.

Existem tantas coisas pelas quais sermos gratos. Pássaros cantando, borboletas voando, o sol derramando sua energia sobre a terra, árvores e a sombra que elas nos dão, nuvens, por sua beleza e por sua chuva, a generosidade da Mãe Natureza que alimenta nossos corpos físico, emocional e espiritual, crianças brincando, o amor de nossos amigos, os confortos da vida moderna, o frescor da brisa, etc., etc. Mas mesmo assim, cercados por toda esta beleza e amor, levamos nossos dias na correria, sem parar para agradecer por tudo isto.

A gratidão é um sentimento que se frutifica, quando se quer viver em rede, é uma emoção espontânea, nem sempre ligada a favores. Mas é um sentimento reconhecido e pregado em todas as religiões.
Agradecer a vida, agradecer a saúde, agradecer pela família, agradecer ao trabalho que temos, agradecer o chefe, agradecer o colega de trabalho...

Sempre existirá algo para agradecer. Porém, não da boca para fora. Agradecer de coração, de verdade, com verdadeiro sentimento de gratidão porque a vida nos serve através de infinitos meios que podemos não perceber.

Eu agradeço cada momento em que algo maravilhoso aconteceu!
Agradeça você também, e seja muito mais feliz! Pois, ser grata, é o bastante para as coisas darem certo. Pense nisso!


do blog Ler com prazer

Dia da Gratidão

06 de Janeiro - Dia da Gratidão

Feliz a pessoa que sabe ser agradecida.
Terá sempre um motivo para se alegrar, para bendizer.
Não encontrará caminhos obscuros, porque seu olhar já é luminoso.

Não tropeçará porque é confiante, não tanto em si, mas também nas pessoas que o Senhor coloca em seu caminho.

Caminhará leve e livre, porque seu coração é humilde, e sua inteligência reconhece que, de graça e apenas de graça, recebeu todos os dons.

Não sofrerá com os fracassos, porque os vê como aprendizado.

Não se orgulhará com o sucesso, porque o tributa ao Senhor.

Não se cansará de aprender e lutar, porque entende a vida na dimensão do doar.

Terá sempre motivos para sorrir, porque sabe se contentar com pouco e o avalia pela intenção, não pela quantidade.

Perdoará com mais facilidade, porque conhece o valor do perdão que ela mesma recebe.

Sofrerá menos, porque tem a sabedoria das crianças pequenas, que não têm medo de pedir e de se sentirem frágeis, e a sabedoria dos anciãos, que dão às coisas e aos fatos sua real importância.

Será nobre sua alma, visto que a entrega às grandes causas, mas também aos pequenos e anônimos gestos.

Receberá mais do que for capaz de dar, porque a generosidade não se deixa vencer.

Será amada mais do que puder amar, porque o amor se multiplica quando reconhecido.

Feliz a pessoa que sabe ser agradecida, porque Deus só deseja que reconheçamos o amor apaixonado que por nós nutre desde todo o sempre.

do site Nossa Sra.de Fátima

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sobre a fé


Ana Jácomo
Minha vó Edith era minha confidente desde os tempos de criança. Pra ela eu contava qualquer tipo de coisa com o coração todo aberto, porque eu sentia de forma muito clara a facilidade e o acolhimento com que me ouvia. Um bom confidente, às vezes, é apenas aquele que nos deixa livres para dizermos tudo o que quisermos sobre nós, inclusive bobagens das quais talvez nos arrependamos logo depois de dizê-las. Às vezes, é apenas aquele que interage com o nosso sentimento da vez sem estar com a razão toda arrumada para análises profundas, tiradas magníficas, sermões eloquentes, dos quais nem sempre precisamos. Um bom confidente, essa maravilha rara, é aquele que aproxima, generosamente, a vida dele da vida da gente e, apesar da mágica interação que acontece com essa proximidade, consegue manter a distância necessária para não confundir a sua história com a nossa. Há momentos em que a gente só precisa falar e se sentir, de verdade, ouvido. Só isso. Só isso tudo.
Pra vó Edith, lá na infância, eu contava os meus pequenos segredos infantis, que eram imensos para mim. As tímidas artes que eu aprontava, sem que ninguém desconfiasse, na maioria das vezes. A real intensidade da esperança de realizar as metas mais inocentes, como ganhar uma bicicleta Caloi no Natal, após exaustivas campanhas domésticas. O tamanho todo de certos medos que eu tinha, mas que mostrava, quando os mostrava, bem diminuídos. As primeiras dores que me apertavam, num tempo em que eu ainda nem sabia direito o que era dor e o que era aperto. Depois, já adolescente, eu lhe contava sobre cada novo projeto, logo assim que eram colhidos, fresquinhos, do pé de sonhos de folhas muito verdes que eu cultivava no coração. Contava, entusiasmada, sobre as possibilidades que faziam a minha vida inteirinha sorrir. Contava sobre os flertes, o clima dos encontros, os diálogos que aconteciam e aqueles que eu imaginava de forma tão apaixonada que até me pareciam de verdade.
Ela ouvia e eu saboreava a oportunidade daqueles instantes com o mesmo contentamento que sinto até hoje diante da certeza de cada bom e raro confidente que a vida me traz. Ela ouvia com muito ouvido, os olhos sorrindo por estar ali comigo, e, geralmente, com poucas palavras. Do que dizia, nas circunstâncias de cada novidade que eu lhe contava, a minha ansiedade por querer saber se a semente do meu sonho conseguiria florir ou não, ficou uma frase bastante frequente. Uma frase que, depois de tantos anos, ainda ouço, muito nítida, toda vez que meu coração bate mais forte por algum encanto: “Peça a Deus para que aconteça o que for melhor para você, porque Deus sempre sabe o que é melhor para nós; a gente, não.”
Não dizia para ela, mas eu ficava meio cabreira com aquela história, morria de medo de pedir aquilo. E se o que Deus sabia que era o melhor para mim não tivesse nada a ver com o que eu queria acreditar que era, no afã do meu desejo? E se o melhor que pudesse acontecer fosse simplesmente não acontecer o que eu esperava? Às vezes, queremos tanto o que queremos que não passa pela nossa cabeça que talvez isso possa não ser tão bacana para a nossa vida como a força do sonho faz parecer. Queremos somente o nosso desejo atendido e ponto, sem delongas. Não dizia para ela, mas geralmente eu achava mais tranquilo não pedir, não. Quando pedia, era mais ou menos assim: “Deus, que aconteça o que sabe que é melhor para mim, mas, olha só, você sabe que isso que eu quero é maravilhoso demais, não sabe? Se não está convencido, peraí um pouquinho que eu explico melhor e você vai me dar razão.”
Olhando para trás, porque às vezes só bem mais a frente conseguimos entender certas coisas do passado, eu percebo que, em vários momentos, ainda que eu não pedisse, parece ter acontecido o que Deus sabia que era melhor para mim e não o que eu superficialmente imaginava saber. Percebo que em algumas circunstâncias em que cheguei a lamentar pelo insucesso de planos que eu considerava os melhores do mundo, eu estava, na verdade, sendo poupada de encrencas das grandes. Hoje, eu entendo que quando a minha vó dizia aquilo ela estava apenas sugerindo, com outras palavras, que eu tivesse fé. Essa entrega diante do desconhecido. Essa possibilidade de soltarmos o suposto controle que acreditamos ter. Esse sentimento de que fazemos parte de uma inteligência que tudo toca, ama e conhece. Essa humildade para reconhecermos que na esfera da nossa mente mais grosseira nós sabemos muito pouco, quase nada. Essa confiança de que acontecerá realmente o que for melhor para nós, ainda que no tempo de cada acontecimento, tantas vezes cegos pelos nossos desejos, não possamos entender o que somente a nossa alma sabe.
Deus e a nossa alma vivem em contínuo diálogo desde os tempos mais remotos. São confidentes um do outro. Sabem segredos preciosos que não nos contam enquanto não nos for possível entendê-los. Veem cada fato sob uma perspectiva pela qual muitas vezes ainda não sabemos enxergar. Conhecem o jeito como as peças se encaixam, enquanto nos desgastamos tentando encaixá-las de qualquer maneira, com sofreguidão, para atender aos nossos interesses imediatos, mesmo que, restritos pela urgência dos seus apelos, não tenhamos visão do panorama real.

A fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha. Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso. Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna. Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.

No ano novo



Ana Jácomo

No ano novo, bem mais do que nos outros, quero alimentar o meu coração com mais daquilo que eu sei que ele gosta e é capaz de nutri-lo. Quero escolher com todo amor os ingredientes de cada refeição. Cozinhar mais vezes para ele. Usar os temperos que mais aprecia. Dedicar um tempo maior para preparar a mesa. E, depois de servi-lo, desfrutar a delícia de vê-lo saborear o que preparei. Curtir o conforto de me saber responsável pelo seu contentamento. Aquele gostinho bom do “fui eu que fiz pra você”.

No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter mais gentileza com os meus sentimentos. Com todos eles, sem exceção. Quero ter mais habilidade para ouvir o que têm pra me contar, sem tentar abafar a voz daqueles que podem me trazer desconforto. Quero deixar que se expressem, exatamente com a cara que têm. Que me façam surpresas. Que me apontem as mudanças que já aconteceram e me falem sobre aquelas que pedem para acontecer. Quero que me mostrem as regiões ainda feridas em mim que precisam de olhar, de cura ou de perdão. Não quero sentimento acuado, amordaçado, varrido pra debaixo do tapete. Quero ser a melhor confidente de cada um.

No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter mais cuidado com os sentimentos alheios. Mais compaixão. Mais empatia. Mais tolerância. Suspender o julgamento. Trocar a crítica pelo respeito. Parar de achar que eu faria diferente, que eu diria diferente, quando não é a minha vida que está na berlinda. Quero lembrar mais vezes o quanto nos exige cada superação, cada avanço, cada conquista, cada descoberta das chaves capazes de abrir os cárceres que inventamos para nós. Quero lembrar mais vezes do quanto eu falho, mesmo quando quero acertar. Do quanto eu ainda me atrapalho comigo. Do quanto preciso ser generosa com a minha trajetória a cada novo projeto anunciado pela minha alma. A cada nova tentativa. A cada novo tropeço.

No ano novo, quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.

No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter atenção com relação ao que sinto, ao que vejo, ao que propago. Mais cuidado para não me intoxicar com os apelos do medo e do pessimismo, tão divulgados nesses nossos tempos. Usufruir mais a sábia isenção que nos permite continuar a ver o melhor para a nossa vida e para a vida de todos os seres, apesar de. Não me importa se eu olhar na contramão: quero ter a coragem de sustentar a minha crença de que o amor, a paz, a luz, hão de prevalecer na Terra, e, enquanto isso não acontecer, quero dirigir também a minha energia ao propósito de que prevaleçam em mim.

No ano novo, bem mais do que nos outros, eu quero me sentir feliz. Uma felicidade que não está condicionada à realização das coisas que, particularmente, anseio para mim. Para a minha história nesse mundo. Para essa personagem que eu visto. Quero, antes de qualquer outra razão, me sentir feliz por encontrar descanso e contentamento no meu coração. Por tocar com o sentimento a preciosidade da vida. Por saber que existem coisas para eu realizar enquanto estou por aqui. Por acreditar que a maior proposta da idéia humana é a felicidade. Não importa quantas nuvens eu possa ter que dissipar no ano que começa: gente, por natureza, é sol, e eu quero viver esse lume.

Saudade é amor que fica

 
Porque saudade é só uma lembrança bonita, pedindo pra acontecer outra vez.
É cheiro de café fresquinho, é colher morango no quintal, depois de chegar do colégio.
É desenho animado em um fim de tarde qualquer.
É querer reviver o que valeu a pena.
Que marcou, e se transformou em mais uma página bonita na vida da gente.
Saudade não deve doer.
Deve roubar sorrisos e trazer a certeza de que o que foi bonito fica, de alguma forma.
Sentir saudade, deixar saudade.
Porque o bom é viver para desenhar na vida das pessoas, momentos lindos e dignos de serem lembrados pra sempre.

Karla Tabalipa

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estou feliz


Hoje estou feliz, feliz por nada, apenas pelo dom maravilhoso de estar viva e poder ver este sol lindo que me aquece.

Estou feliz porque consigo ver a vida através de uma lente cor-de-rosa e sentir que posso tudo ou quase. É uma sensação boa, é um revoar de asas em direção ao sol. É o êxodo da andorinha que foge do inverno através de uma viagem de mil milhas só para reencontrar o verão, o sol, a vida.

Hoje sinto uma energia nova. É como se eu redescobrisse em mim um potencial virgem de alegria e sonhos. Acontece que tenho a certeza de que tristeza gera tristeza, desânimo gera desânimo e o melhor a fazer quando se faz noite em nossas vidas, é acender lâmpadas de fé, otimismo, força e coragem. Comecei com uma pequena lâmpada de 10 Watts de coragem e já estou a quase 100 Watts de esperança, rumo a um novo caminhar. É como se estivesse em uma longa e bonita estrada florida, cheia de pássaros a cantar, dizendo-me: você conseguirá VIVÊNCIAS editar!

É esse jogo estimulante com a vida que me fascina. É bom saber que existe em nós um poder inesgotável de renovação, uma força mágica que nos impulsiona para a frente, rumo ao desconhecido. É ótimo não ter medo de puxar âncora. É preciso entrar para valer nos projetos da vida e navegar noutros mares. É a vontade de arriscar e tentar sempre. É assim, revestida desse novo ânimo que começo este novo mês, nova estou eu também, espiritualmente.

Amigas, cada palavra aqui escrita é um fagulha de energia que envio para vocês para lhes servir de incentivo, desejando que a esta hora, nesta manhã tão linda, exista um pássaro azul cantando na sua janela para confirmar que todos os sonhos são possíveis, ainda que, somente realizáveis através da fantasia, se nós apenas acreditarmos.


Arlete Moreira dos Reis

domingo, 1 de janeiro de 2012

Um Novo Ano

O que mais se ouve falar no final de dezembro é que o ano passou muito rapidamente, que não se teve tempo de fazer isso ou aquilo. Parece que o tempo caminha em outra direção, não ao encontro dos nossos desejos.
Essa fala é quase geral e não raro camufla nossa insatisfação diante do tempo perdido e parece que tempo perdido rima com perda de felicidade.

Então, já que o tempo passou mesmo, que fiquem no passado as mágoas, os fracassos, as incompreensões, as tristezas e angústias, que nenhum mal-entendido fique pendente, que nenhum desencontro fique sem abraço. Se as boas intenções não se realizaram, que as novas se concretizem.

Que do passado se percam as marcas daquilo que não foi vida, que não foi justo,que não foi verdade. Que as dores que se foram nos deixem mais fortes, mais corajosos, mais simples. E entreguemos nas mão de Deus o que foi, para que Ele nos ajude no que vai ser.

Pedir perdão é um bom modo de concluir o ano; depois, agradecer profundamente por tudo o que recebemos, por tudo o que pudemos fazer e ser, por todos os que partilharam a vida conosco.

E, finalmente, oferecer-se. Oferecer o ano que começa, cheio de promessas de esperança e oferecer-se para ser sinal de esperança; oferecer a vida do mundo e oferecer-se para defender a vida; oferecer o desejo visceral da humanidade que anseia por dias de paz e justiça e oferecer-se para ser uma pessoa de paz, um praticante da justiça, comprometido com a humanidade.

A paz pode ser um bom propósito para o ano novo apenas aquela paz que noticiam os jornais, que são temas das conferências e dos tratados, mas a paz que se aquece de liberdade, de respeito, de sinceridade e confiança. Aquela paz que reinava na família de Nazaré. Aliás, pode ser um bom propósito predispor-se a ser um membro a sagrada Família e ser como tal e agir como tal. Assim fazendo, é bem possível que nossos dias sejam menos atribulados, que nossa vida seja melhor.

Não se trata, entretanto, de uma receita de felicidade, mas de um sonho e de um voto que poderíamos sonhar para nós e para os outros e desejar para todos os homens de boa vontade. E que se cumpram em nós as palavras do profeta Ezequiel: “Dar-lhes-ei um só coração, porei no seu intimo um espírito novo: removerei do seu corpo o coração de pedra, dar-lhes-ei um coração de carne”.

Desconheço o autor