sábado, 18 de agosto de 2012

A cruz da vida


O titulo acima é de uma música de José Fortuna, consagrado compositor sertanejo que compôs vários sucessos, dentre eles, “Paineira Velha”, “Cheiro de Relva”, “O Ipê e o Prisioneiro”, e também é dele a versão em português de um clássico da musica paraguaia “Índia”. Quando ouvi “A cruz da vida” pela primeira vez, lá pelos sete anos de idade, não consegui entender sua mensagem.

Os anos se passaram, e volta e meia ouvia-a e pude entender então o que Zé Fortuna queria transmitir naquelas linhas.

Vejo-me no pequeno circo de periferia, de lona rasgada e de vendedores de pirulitos vermelhos açucarados dispostos em um tabuleiro. A estrela do circo, o palhaço, sim, o palhaço que sentia prazer em estampar um sorriso nas crianças que iam assisti-lo.

A música conta que ao consultório de um médico, chegou um rapaz solicitando um remédio para sua dor, pois andava triste e aborrecido. Após um exame minucioso, o médico nada encontrara. Então lhe disse:

O seu mal é uma descrença de longa data vivida;

Lembrando as lutas que teve e todas elas perdidas;

Por isso tens a existência cansada e desiludida;

De tanto arrastar pro mundo a pesada cruz da vida;

Vá hoje naquele circo pra esquecer sua amargura;

Veja naquele palhaço a mais feliz criatura;

Ele faz rir quem está triste com as suas diabruras;

Só assim se distraindo, sua doença tem cura.

O rapaz abaixou a cabeça e mais triste respondeu:

Se este é o meu remédio, minha esperança morreu;

O palhaço alegra os outros tendo em pranto os olhos seus;

Não tenho cura porque aquele palhaço sou eu.


Marcos Cason (Nossas Letras > Letras, Arte e Cia)

Os ipês de agosto


Não, não falarei sobre a beleza desses ipês floridos que adornam os bairros de nossa cidade, as alamedas, as esquinas em frente a casas assobradadas; que embelezam as estradas apesar de pastos ressequidos, pardos, tristes... Nem revelarei se minha preferência recai sobre os ipês amarelos, brancos ou roxos... Direi apenas o que eles evocam em minha alma que nem sei se encontra cansada ou entediada com as pequenas alegrias e as perdas sentidas que a vida nos apresenta.

Assim como os ipês florescem em agosto e permanecem coloridos por um tempo mínimo do ano, as alegrias nos tomam com pequenos fatos ou detalhes. Um mês de encanto florido e depois o resto do ano e a metade do próximo só galhos nus, tristes na galhada esquelética. Entretanto, quem passa e observa atentamente aqueles galhos retorcidos e murchos, sabe que com certeza a florada virá exuberante, tenha ou não chuva.

É como a vida num determinado recorte de seu tempo. Como o meu de agora. Meu ipê de agosto floresceu em novembro último com o nascimento de meu primeiro neto. E graças a esse Deus de que tanto vocês falam, meu ipê de agosto floresce e seca com uma rapidez espantosa: nasce um ente querido, perco um amigo, fortalecem-me os cursos que ministro, vejo crianças com fome, minha esposa diz entrelinhas que me ama, há uma traição em cada esquina...

Os ipês de agosto me lembram as alegrias frágeis que me visitam; os mesmos ipês de dezembro ou janeiro, esquecidos no retrato cinza da memória são as dores de minha alma. Um mês de florada e o resto do tempo de secura.

Por que há de ser assim?

Somente aqueles que chegaram a um tempo da vida podem sentir o que sinto agora: estar no limiar dos sentimentos mais profundos que assomam os recantos da alma. Explico melhor: você olha para trás e não vê mais pai, tios, avós, às vezes um irmão, amigos... Dormem eternamente enquanto seus retratinhos estampam sepulturas caiadas. É amargo demais. Mas isto só ocorre se você olhar para trás. Olhe agora para frente e se depare com suas filhas amantíssimas sentadas na mesa principal da casa, reunidas agora em família, adultas ao lado de seus maridos, namorados, os netos, a esposa, a imensa e transbordante alegria dos queridos... E o ipê se mostra empanzinado de beleza!

Acho que este duplo sentimento deve durar até que nada reste. É quando penso naqueles e naquelas que viveram muito, mais do que queriam... E nesta longa jornada viram todos os seus queridos partirem, todas as suas esperanças caídas... Não há nada na retrospectiva além de lembranças; não há nada à frente, além da espera retratada em cada movimento do ponteiro dos segundos do relógio da fria parede da casa silenciosa, ou do asilo que recende a urina. O piso é frio que penetra nos ossos e vai encontrar abrigo na alma vencida.

E quando você, que ainda tem o futuro vivo na mesa de casa, vê o ipê florido, ame com o mais puro e o melhor dos seus sentimentos cada pedacinho daquela pequena árvore, acolha cada pétala, cada flor, aninhe cada colorido dos ipês de agosto.

Nunca despreze um ipê de agosto, porque ele pode representar o que de melhor acontece em nossas vidas. E quando as flores se forem, lá pra setembro ou outubro, firme-se na certeza do seu retorno no agosto que vem, que chegará.

Amo os ipês de agosto, não me importando se amarelos, brancos ou roxos. Amo os ipês de agosto porque neles eu vejo o brilho dos olhos de todos aqueles que eu amo, de todos aqueles que me amam, de todos aqueles que, junto comigo, formam a outra metade abençoada da vida!

Everton de Paula
Retirado de: Nossas Letras (Comércio da Franca)

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Meu carinho grande aos amigos que vem até aqui....


A faxina


Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos,
lavar alguns desejos que estavam enferrujando.....
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei...
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
Guardadas num livro que não li.
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de uma amiga sem gratidão, lembranças de um dia triste...
Mas lá havia outras coisas... belas!!!
Uma lua cor de prata...os abraços....
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo....
o pôr do sol.... uma noite de amor .
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão,
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima -
pois quase não as uso - e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que
fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado,
dobrei direitinho os desejos,
perfumei na esperança,
passei um paninho nas minhas metas
e deixei-as à mostra.
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
em cima, as de minha juventude, e...
pendurado bem à minha frente,
coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

Martha Medeiros

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Família


Trechos do livro "O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo.
 "Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema...Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir...
Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.

O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente...

Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. 
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. 
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. 
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre.

Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria).

Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. 
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. 
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. 
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. 
Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. 
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. 
Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo... Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."


Pra Você Guardei O Amor

Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


A carência nossa de cada dia


 O nome carência já lembra necessidade, falta de algo.
E assim sendo, somos todos carentes de alguma coisa.
Começa na infância, com o abandono, a falta de carinho, do colo, do afeto e com o desprezo.
Segue na adolescência por um amor não correspondido e nos acompanha pela vida inteira.
É um buraco que cresce a cada dia no nosso peito e que o outro não pode preencher.
Quem é carente sofre com os amigos, porque quer agradar à todos, privando-se de seus desejos e vontades.
Sofre nas relações porque espera que o outro lhe aceite, sofre no trabalho porque nem sempre defende suas opiniões.
A carência é a maior prova de que precisamos nos amar de verdade. Um processo que para mim pode levar grande parte da vida.
Amar a si sem ser um escravo do elogio alheio, sem deixar que a carência tome conta da sua vida.
A carência é um atestado que oferecemos a nós mesmos sobre a nossa incapacidade de acreditar na força do amor próprio.
Deixe de ser dependente do amor que vem de fora e experimente pelo menos um pouco do amor que existe em você.
Desta forma, acredito que estaremos colocando em prática o amor como ele deve ser.
Somente quem se ama será capaz de amar ao outro.
Ame o outro como a ti mesmo.
Já ouviu isto antes?
É bem velho, bem antigo e tão pouco colocado em prática nos dias atuais.
Estou disposto a pintar minha própria felicidade e deixar as carências que alimentei pelo caminho.
Siga-me.
Hoje não quero mandar um abraço e sim o desejo que você possa se abraçar.

Geninho Goes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Prece das mãos


Pai,
Toma minhas mãos, que são parte da obra que Tu assinaste: eu mesmo.
Olha as linhas que são os traços do meu destino e reforma-as na medida do meu merecimento.
Olha minhas digitais que indicam não haver ninguém igual a mim, o que prova a Tua originalidade...
...examina-as e julga os crimes que porventura eu tenha cometido.
Pai,
Vê nas minhas mãos o histórico das minhas doações e até que ponto elas foram válidas.
Vê também o histórico de tudo o que recebi e julga se sou suficientemente grato.
Pai,
Nas minhas mãos estão as marcas dos serviços prestados... vê se trabalhei e tenho trabalhado da forma que Tu aprovas.
Vê quantos foram os toques de afeto e de agressão e apresenta-me o saldo.
Julga as palavras escritas em meu diário de alegrias e de aflições.
Pai,
Vê os apertos de mãos que já dei, os acenos de adeus e os sinais de 'sim' e de 'não'.
Estão sob Teu juízo minha honestidade e minhas dores.
Pai,
Toma minhas mãos...
Sente como se através delas o meu coração falasse.
Diz se posso olhar-Te nos olhos ou com elas esconder a minha face.
Amém!

Silvia Schmidt

Todo dia é menos um dia


Todo dia é menos um dia...
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!

Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.

Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber
Ouvir e calar!

Todo dia é menos um dia para dar um sorriso,
Muitas vezes alguém precisa, apenas de um sorriso
para sentir um pouco de felicidade!

Todo dia é menos um dia para dizer:
- Desculpe, eu errei!
Para dizer:
- Perdoe-me por favor, fui injusto!

Todo dia é menos um dia;
Para voltarmos sobre os nossos passos.
De repente descobrimos que estamos muito longe
E já não há mais como encontrar
onde pisamos quando íamos.
Já não conseguiremos distinguir nossos passos
de tantos outros que vieram depois dos nossos.

E se esse dia chega, por mais que voltemos;
estaremos seguindo um caminho, que jamais
nos trará ao ponto de partida.

Por isso use cada dia com sabedoria.

Ouça e cale se não se sentir bem...

Leia e deixe de lado, outra hora você vai conseguir
interpretar melhor e saber o que quis ser dito.

(Carlos Drumond de Andrade)


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Para viver um grande amor


 Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro- seja lá como for. Há que fazer de corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado para chatear o grande amor.

Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut, além de ser fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões , sopinhas, molhos, estrogonofes - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - para não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque ( com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.

Vinicius de Morais

O laço e o abraço

 Meu Deus! Como é engraçado!
 Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Você já reparou como é curioso um laço…
Uma fita dando voltas?

Se enrosca…
Mas não se embola,
vira, revira,
circula e pronto:
está dado o laço

É assim que é o abraço:
coração com coração,
tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço:
um laço no presente,
no cabelo, no vestido,
em qualquer lugar que se precise enfeitar

E quando a gente puxa uma ponta,
o que é que acontece?

Vai escorregando devagarinho,
desmancha, desfaz se o laço.

Solta o presente,
o cabelo, fica solto no vestido.

E na fita, que curioso,
não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento?

Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho,
mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz
– romperam-se os laços.
– E saem as duas partes,
igual os pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.

Então o amor é isso…

Não prende,
não escraviza,
não aperta,
não sufoca.

Porque quando vira nó,
já deixou de ser um laço!

Maria Beatriz Marinho dos Anjos

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Frases diversas



 “Nós vivemos dentro de um grande conto de fadas, do qual ninguém faz realmente ideia”.
Jostein Gaarder
***
 "A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
Léon Tolstoi
***
"A vida é uma viagem a três estações: ação, experiência e recordação."
(Júlio Camargo)
***
"O corpo é um caminho - ponte,  e neste efêmero abraço busco transpor o abismo."
Thiago de Mello
*** 
"O saber que nada sei é nostalgia, uma felicidade triste.
A noção de cada ser no mundo é um mundo em si."
(Confúcio)
***
 "Que nada nos limite...
Que nada nos defina...
Que nada nos sujeite...
Que a liberdade seja
a nossa própria substância..."

Simone Beauvoir
***
"Nem o fogo nem vento, nem o nascimento nem a morte pode apagar nossas boas ações."
Jack Kornfield
***
E a vida vai tecendo laços quase impossíveis de romper:
Tudo que amamos são pedaços vivos de nosso próprio ser...
 Manoel Bandeira
***
"O melhor livro de moral é a nossa consciência. Temos que consultá-lo frequentemente." 
***
"Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência."
***
‎"A cada vento intenso que soprava,ela erguia os olhos ao “alto”...
Colhia um buquê de esperanças e avançava.
Havia muito chão a ser plantado; o mundo ao qual pertencia ainda carecia de muitas flores."
Arnalda Rabelo
***
“Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita…
(Silvana Duboc)
***
 “Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto.” (Ana Jácomo)
***
“Você nunca sabe a força que tem, até que a sua única alternativa é ser forte.”
Laricy Santo
***
"É preciso valorizar os "pequenos milagres" da vida para que os grandes, quando acontecerem, sejam reconhecidos".
***
"A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina à quem não sabe ser aluno". 
Augusto Cury.
***
“O vento pode soprar com toda sua força, mas permanecerei firme, pois tenho raízes"!!!
***
“O amor é a única flor que nasce e cresce sem a ajuda das estações”!!!
Kalil Gibran
***
“Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca…”
Hermann Hesse


***




 * Desconheço a autoria de algumas frases...



domingo, 12 de agosto de 2012

Ser transparente


Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir muros...

Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde...
Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma...
Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.

E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar...
A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós...

Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar...
Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro!
Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor...
Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Chega de tentar controlar tanto....
Responder tanto...
Competir tanto...
Tente simplesmente viver, sentir e amar.

Rosana Braga

Fotografia


Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz…

Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz…

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos…
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar…

Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz…

E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz…

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos…
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

(Leoni)

sábado, 11 de agosto de 2012

O Pai que não tive


Onde estás meu pai?
onde estás que não te vejo, que não te sinto,
onde está o teu colo que tanto procurei em criança,
onde está o calor do teu abraço, que não encontrei nas noites frias,
onde estava tua voz que tanto desejei que falasse comigo,
que me confortasse, que me guiasse, e que apenas me chamasse de filho.

Onde estás meu pai?
onde está o meu pai que vejo em sonhos,
que me afaga o cabelo e me limpa as lágrimas,
que é meu amigo, meu irmão, e eu mesmo.

Onde estás meu pai?
que a vida de mim separou,
porque não tive teu carinho?
porque não pude ser teu menino?

Onde estás meu pai?
que ainda hoje te procuro,
e ainda imagino um passado,
caminhando contigo a teu lado.

No meio da tempestade,
no seio da escuridão,
busco a chama da verdade,
e apenas desejo conhecer teu olhar,

talvez não te encontre jamais,
talvez não nesta vida,
mas tu existes pois sou parte de ti,
e chegará a hora e o dia de te encontrar.

Paulo Lourenço

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Oração - belíssima e comovente oração

Sabes, Senhor, eu tento!

Eu oro, (é verdade, Senhor, às vezes mais com a boca do que com o coração), eu medito, eu entrego-me nas tuas mãos, mas eu caio!

Sim, Senhor, eu sei que me levanto porque Tu me dás forças para me levantar, mas caio, Senhor, tantas vezes!

Eu sei, Senhor, que sou fraco, mas julgava eu que aproximando-me cada vez mais de Ti, menos cairia, menos fraco seria, mais perfeito seria.

Mas a verdade, Senhor, é que todos os dias descubro “novos” defeitos em mim, todos os dias encontro ocasiões de cair, todos os dias me sinto, apesar da luta, mais fraco, perante a minha fraqueza.

Sim, Senhor, eu quero acreditar que és Tu que vais moldando o barro duro e quebradiço que eu sou, e que por causa do meu modo de ser, tantas vezes não consegues fazer a obra que queres fazer em mim, porque endureço e me quebro nas Tuas mãos.

Quero pensar, acreditar, que quanto mais fraco me sinto, mais deixo que Tu estejas em mim, porque se assim não fosse, já tinha soçobrado.

Mas o orgulho, Senhor!

O orgulho de querer mostrar aos outros que já sou um discípulo “perfeito”!
Não é esse, Senhor, pois não, o testemunho que queres de mim?

Queres-me fraco, humilde, entregue, para que reflita muito mais o Teu querer, do que o meu ser.

E olhas para mim, com esse Teu olhar tão doce, que me sinto um pobre Pedro, (mas eu, empedernido), que nunca deixo de Te negar em tantos momentos da vida.

Pois, Senhor, eu sei que o Teu amor é infinitamente maior do que as minhas negações, do que a minha dureza, do que a minha fraqueza, mas como encontro eu essa entrega incondicional, de me saber fraco, para que Tu sejas a força em mim?

Encontro-te no degrau que subo, e encontro-te nos degraus que desço, porque quando desço degraus, és Tu que me dás a mão, para voltar a subir.

E no entanto, Senhor, tanto caminho que já fizemos juntos!

Desta rocha dura e seca que eu sou, quanta água já tiraste Tu?

Nem me deixas perceber quanta, para que não me orgulhe, para que não me julgue alguma fonte, quando afinal sou apenas vasilha que leva a água que Tu me dás.

Foi bom falar contigo, Senhor!

Não me sinto mais forte, mas ainda mais fraco do que quando comecei esta conversa.

Mas isso é bom, não é, Senhor?

É que se estou mais fraco no que me julgo, Tu estás mais forte no meu ser, e se Tu assim estás em mim, o que hei de eu temer, Senhor?

Amém, seja feita a Tua vontade, Senhor!

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.com/2011/08/oracao.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Me chamem de velha

A velhice sofreu uma cirurgia plástica na linguagem
Na semana passada, sugeri a uma pessoa próxima que trocasse a palavra “idosas” por “velhas” em um texto. E fui informada de que era impossível, porque as pessoas sobre as quais ela escrevia se recusavam a ser chamadas de “velhas”: só aceitavam ser “idosas”.  Pensei: “roubaram a velhice.
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Desde que a juventude virou não mais uma fase da vida, mas uma vida inteira, temos convivido com essas tentativas de tungar a velhice também no idioma.
Vale tudo.
Asilo virou casa de repouso, como se isso mudasse o significado do que é estar apartado do mundo. Velhice virou terceira idade e, a pior de todas, “melhor idade”. A velhice é o que é.
É o que é para cada um, mas é o que é para todos, também.
Ser velho é estar perto da morte. E essa é uma experiência dura, duríssima até, mas também profunda. Negá-la é não só inútil como uma escolha que nos rouba alguma coisa de vital.
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Que ninguém quer morrer, todo mundo sabe. Mas negar o inevitável serve apenas para engordar o nosso medo sem que aprendamos nada que valha a pena.
A velhice nos lembra da proximidade do fim, portanto acharam por bem eliminá-la.
Numa sociedade em que a juventude é não uma fase da vida, mas um valor, envelhecer é perder valor.  Os eufemismos são a expressão dessa desvalorização na linguagem.
Não, eu não sou velho. Sou idoso.
Não, eu não moro num asilo. Mas numa casa de repouso.
Não, eu não estou na velhice. Faço parte da melhor idade.
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Chamar de idoso aquele que viveu mais é arrancar seus dentes na linguagem.
Velho é uma palavra com caninos afiados – idoso é uma palavra banguela.
Velho é letra forte. Idoso é fisicamente débil, palavra que diz de um corpo, não de um espírito.
Idoso fala de uma condição efêmera, velho reivindica memória acumulada.
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Idoso e palavras afins representam a domesticação da velhice pela língua, a domesticação que já se dá no lugar destinado a eles numa sociedade em que, como disse alguém, “nasce-se adolescente e morre-se adolescente”, mesmo que com 90 anos.
Idosos são incômodos porque usam fraldas ou precisam de ajuda para andar.
Velhos incomodam com suas ideias, mesmo que usem fraldas e precisem de ajuda para andar.
Idosos morrem de desistência, velhos morrem porque não desistiram de viver.
Velho é uma conquista. Idoso é uma rendição.
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Envelhecer não é fácil. Longe disso.
Mas se existe algo bom em envelhecer, é o “espírito velho”. Esse é grande.
Vem com toda a trajetória e é cumulativo. Sei muito mais do que sabia antes, sou consciente de que tudo – fama ou fracasso – é efêmero.
Me apavoro bem menos. Não embarco em qualquer papinho mole.
Me estatelei de cara no chão um número de vezes suficiente para saber que acabo me levantando. Tento conviver bem com as minhas marcas.
Conheço cada vez mais os meus limites e tenho me batido para aceitá-los.
Continua doendo bastante, mas consigo lidar melhor com as minhas perdas.
Mantenho as memórias que me importam e jogo os entulhos fora.
Torço para que as pessoas que amo envelheçam porque elas ficam menos vaidosas e mais divertidas. Envelhecer o espírito é engrandecê-lo.
Alargá-lo com experiências.
Apalpar o tamanho cada vez maior do que não sabemos.
Na velhice havemos de ser ignorantes, fascinados pelas dimensões cada vez mais superlativas do que desconhecemos e queremos buscar.  É essa a conquista. Espírito jovem? Nem tentem.
Acho que devíamos nos rebelar. E não permitir que nos roubem nem a velhice nem a morte, não deixar que nos reduzam a palavras bobas, à cosmética da linguagem.
Nem consentir que calem o que temos a dizer e a viver nessa fase da vida que, se não chegou, ainda chegará.

Quando chegar a minha hora, por favor, me chamem de velha.
Me sentirei honrada com o reconhecimento da minha força.
Sei que estou envelhecendo, testemunho essa passagem no meu corpo e, para o futuro, espero contar com um espírito cada vez mais velho para ter a coragem de encerrar minha travessia com a graça de um espanto.

Eliane Brum
http://revistaepoca.globo.com



Amélia de hoje


Amélia que era mulher de verdade. Eu sou apenas uma mulher. E gostaria de reivindicar o direito de sê-lo.

Sou vaidosa. Uso batom pra dar cor à minha vida. Maquiagem para parecer mais bonita.

Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem. Uso cremes pra retardar o envelhecimento e se à noite tenho dores de cabeça é porque me sinto cansada.

Nem sempre estou disponível e pronta e cometo erros. Me engano, como qualquer outro ser humano normal. Gosto de roupas, sapatos, jóias, perfumes e flores. Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia.

Sou sensível, fraca, frágil. Sou forte quando preciso. Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: crianças, trabalho, dia-a-dia e felicidade. Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de rainha.

Minhas lágrimas me traem quando menos espero. E desespero. Detesto a solidão, a falta de atenção. Sou impaciente e não gosto de esperar.

Não quero ser objeto e nem ter dono. Sou capaz, por mim mesma, amando, de me entregar de todo e ser fiel. Sem amarras, simplesmente por amor.

Posso ferir, como todas as rosas. Mas perfumo também, dou encanto. Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer. Compenso, se assim posso dizer.

Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.

Sou uma Amélia dos tempos modernos. Mais independente, sabendo o que quer. E o que quero é ser eu mesma.

Letícia Thompson

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Meus amigos virtuais


A tristeza chega a qualquer hora  e muitas vezes nos encontra despreparados para enfrentá-la.
Chega geralmente quando estamos machucados, desanimados, na solidão...
E é nesse momento que nos vem a necessidade de um afago, um carinho, uma palavra consoladora...
As pessoas que estão do nosso lado, que convivem conosco, muitas vezes nem percebem o que está acontecendo...
Na verdade, somos nós que não queremos causar transtornos e nem sermos motivos de preocupação a ninguém, então, não mostramos esse lado triste que em nós vai se alastrando.
É nesta hora que entra o mundo virtual... e tem feito maravilhas...
Os vários amigos, também virtuais,  através de mensagens e palavras de auto-estima, têm contribuído, e muito...
A partir daí, percebemos que não estamos sozinhos e nem somos os únicos a passar por estes “pedaços” tristes.
Recebemos carinho, flores e até sentimos o caloroso abraço virtual.
Mas, o mais importante é sabermos que, Deus é aquele que primeiro nos consola... Não nos esqueçamos que quando invocamos o Senhor com o coração aberto, Ele prontamente vem ao nosso encontro... e então digo:
- Obrigada Amigos Meus!
- Obrigada Pai de Amor!

Maria Angélica 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Frases célebres



Na raiz de quase todas as misérias materiais e, sobretudo, morais, está uma falta de amor, uma fome de afeição que não foi satisfeita.
(Georges Arnold)
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É mais grave desconfiar de um amigo do que ser enganado por ele.
(La Rochefoucauld)
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A razão se compõe de verdades que precisam ser ditas e de verdades que precisam ser silenciadas.
( Rivarol )
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"Ninguém tem a felicidade garantida.
 A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço.
Depende de você enchê-los de alegria."
(S. Brown)
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Quanto mais felizes somos, menos damos atenção a felicidade.
(Alberto Morávia)
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"A bondade é o que realmente importa.
A bondade, o amor e a compaixão combinados são sentimentos que levam à essência da fraternidade.
São os alicerces da paz interior."
(Dalai Lama)
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Qualquer pessoa pode zangar-se; isso é fácil.
O difícil é zangar-se com a pessoa certa, no grau certo, na hora certa, com o objetivo certo e de maneira certa.
(Aristóteles)
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"Não devemos tocar numa ferida se não temos com que curá-la".
(Ernest Hello)
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Como são poucas as nossas necessidades reais, e como são imensas as imaginárias...
( Lavater )
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“Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa.”
(Provérbio chinês)
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Acreditamos no mal imediatamente, mas no bem só depois de refletirmos.
Não é triste?
( Dorothée Deluzy )
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Todas as decepções são secundárias.
O único mal irreparável é a morte daquele a quem amamos.
(Ramain Rolland)
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Vivemos numa época em que coisas desnecessárias são as nossas únicas necessidades.
( Oscar Wilde )
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Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capitulos mais difíceis da importante arte de viver.
(Amiel)
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"Ninguém deve se envergonhar por descobrir ter estado errado a vida inteira;
 isso significa que a pessoa está mais madura e mais inteligente hoje do que ontem".
(Johathan Swift)
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Faça sempre o bem; isso contentará algumas pessoas e deixará as demais perplexas.
( Mark Twain )
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Aprendi a buscar a felicidade limitando meus desejos, ao invés de tentar satisfazê-los.
(Stuart Mill)
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Quando você realmente anseia pelo amor,  pode encontrá-lo esperando por você.
( Oscar Wilde)

Do site "Romantic Home"