quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Frases escolhidas...

Que eu envelheça... 
"Que na minha pele, possam surgir todas as possíveis rugas. 
Mas, que meu coração, jamais fique indiferente ao amor... 
Que eu nunca, perca o poder de demonstrar um gesto de ternura." 
(Raquel Free)
***
"Todo dia é uma ocasião especial. 
Guarde apenas o que tem que ser guardado: 
lembranças, sorrisos, poemas, cheiros, saudades e momentos."
(Martha Medeiros)
***
“ Porque a gente tem que acreditar. 
Tem que saber enxergar as coisas na vida. 
Sempre tem uma saída. Sempre. 
Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira. ” 
( Clarissa Corrêa ) 
***
"O verdadeiro amor nunca se desgasta. 
Quanto mais se dá mais se tem. "
(Antoine de Saint-Exupery)
***
"Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar 
todos os dias minha própria personalidade, 
despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, 
pois, lutar é a palavra vibrante 
que levanta os fracos e determina os fortes. 
O importante é semear. "
(Cora Coralinaupéry )
***
"Colecionar mágoas impede 
você de perceber a coleção de bênçãos que você já tem." 
(Scheila A. Hinnah )
***
"O amor não é um hábito, um compromisso, ou uma divida. 
Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas... 
O amor é indefinição. 
Ame e não pergunte muito. 
Apenas ame..."
(Paulo Coelho) 
***
"Sempre que possível, seja claro. 
Mas, que sua clareza não seja o motivo para ferir o outros." 
(Paulo Coelho)
***
"Todas as batalhas na vida servem para ensinar-nos algo, 
inclusive aquelas que perdemos." 
(Paulo Coelho)
***
"Nós sempre temos tendência de ver coisas que não existem, 
e ficar cegos para as grandes lições que estão diante de nossos olhos." 
(Paulo Coelho)
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"Escolher um caminho significa abandonar outros 
- querer percorrer todos os caminhos possíveis 
é acabar não percorrendo nenhum. "
(Paulo Coelho)
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"Você pode cuidar de todas as tuas flores 
oferecendo sempre a mesma água todos os dias. 
Porque não é exatamente o que você faz 
que às deixará felizes, 
Mas, o tempo que você se dedica a elas..." 
(Augusto Branco)
***
“Deus é isto: 
A beleza que se ouve no silêncio. 
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.” 
(Rubem Alves)
***
“A gente precisa é saber criar espaço, 
não importa o tamanho dos apertos. 
A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, 
apesar de tudo o que já viu.” 
(Ana Jacomo)
***
“Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada 
não me roubem a capacidade de encanto.” 
(Ana Jácomo)
***
"A vida guarda a sabedoria do equilíbrio 
e nada acontece sem uma razão justa."
(Zíbia Gasparetto)
*** 
“Somos feitos para a felicidade. 
Para a troca. Para a paz. Para a bondade. 
Para facilitarmos a existência uns dos outros. 
Para a coragem e a alegria de simplesmente ser.” 
(Ana Jácomo)
***
"Meu caminho é feito de uma alma com pés valentes, 
mesmo quando cansados arriscam mais um passo.
 É essa doce valentia que me trouxe até aqui." 
(Ana Jácomo)
***
“Quando um sorriso começa a morar no nosso olhar,
 parece mágica: um monte de coisas, às vezes até sisudas, 
começam a sorrir pra gente, de repente.” 
(Ana Jácomo)
***
"Não há lugar para onde correr: as mudanças, 
quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar." 
(Ana Jácomo)
***
“Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais. 
Sentir demais.... 
Amar quase do tamanho do amor.”
(Ana Jácomo)
***
"A vida tem me ensinado - ao longo da jornada - 
que as palavras, muitas vezes, mentem. 
Os olhos, geralmente, não." 
(Ana Jácomo) 
***
"Pessoas que te passam uma sensação de alívio imediato 
mesmo em silêncio, são as que você deve manter por perto."
Caio Fernando Abreu
***
"Cada momento de beleza vivido e amado, 
por mais efêmero que seja, é uma experiência completa 
que está destinada á eternidade. 
Um único momento de beleza e amor, justifica uma vida inteira." 
(Rubem Alves)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Aconchego de Paz

A paz que você tanto almeja faz morada em seu coração e anseia por fazer-se sentir em seus relacionamentos consigo mesmo, com o mundo e com Deus. 

Acalente a paz! Vez por outra, distancie-se de fontes de barulho e mergulhe no silêncio. Ouça Deus que fala no esplendor da Criação, no âmago de seu coração e lhe faz o convite: "Venha a um lugar deserto..." Acalente a paz ouvindo os sons da natureza ou estilos de músicas que acalmam, relaxam e harmonizam.

Alimente a Paz
! Considere suas leituras, diversões, o uso que faz dos meios eletrônicos e questione o que disso resulta para seu sistema nervoso, seu modo de pensar, sentir e agir. Alimente a paz fazendo escolhas inteligentes. Que tanto seu corpo quanto sua mente e espírito tenham alimento e tratamento saudáveis.

Repense a Paz! Mostre compreensão para consigo e para com quem lhe causa alguma ofensa ou agressão. Espere que se acalmem as tormentas, e que não afetem suas reações.

Experimente ler nas entrelinhas, olhar os acontecimentos com os olhos de Deus, ir além das aparências, devolver recados amorosos, lembrando Cristo que disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".

Acorde a Paz! Avalie seu envolvimento em tantas atividades e ofereça mais tempo para ouvir o que seus familiares, amigos, vizinhos e colegas têm a dizer. Há preciosidades no passado, tesouros de família que fazem parte de sua história e, cujo resgate, podem dar novo sentido à sua vida. Lembre-se: Você faz parte de um todo, interage com muitas pessoas, mas as mais próximas são as que têm a possibilidade de ajudá-lo.

Reconsidere a Paz! Experimente encontrar tempo e jeito de aproximar-se dos atarefados, cansados e nervosos; oferecer companhia de silenciosa espera, lembrando o Mestre que disse: "Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados... aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". Saboreie a prosa e a poesia, os serões na varanda, o jantar à luz de velas, passeios ao luar, artesanato, histórias, canções e brincadeiras.

Acolha a Paz! Aquiete-se! Encontre tempo e espaço para Deus e sintonize com o infinito.

Ouça a voz dos Anjos em coro: "Glória a Deus nas Alturas e Paz aos homens de boa vontade"!

Aceite o abraço da graça, da misericórdia e do perdão, da reconciliação e da paz. Abra os ouvidos de seu coração para a voz do Ressuscitado que ainda repete: "Dou-vos a paz, deixo-vos a minha Paz"

Você é um presente de Deus para nós! Areje sua morada interior, limpe as vidraças, deixe o sol fazer festa nas arestas do seu coração. Convide o luar ou as estrelas para brincarem de acender centelhas de risos, centelhas de fé.

Embrulhe-se em delicadezas e simplicidade e prepare-se para receber JESUS - o Príncipe da PAZ. Em cada celebração de Natal, Ele pede amorosamente, acolhida e pousada em seu coração, morada preferida de Deus.

Tenha um Natal cheio de luz, cheio de amor e bondade, em aconchego de paz, no Coração Divino-Humano do Aniversariante - JESUS! 

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Hoje acordei para vencer

A auto-mensagem positiva logo pela manhã é um estímulo que pode mudar o seu humor, fortalecer sua auto-confiança e, pensando positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos...
Não deixe que nada afete seu estado de espírito.
envolva-se pela música, cante ou ouça.
Comece a sorrir mais cedo ao invés de reclamar quando o relógio despertar.
Agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia.
O bom humor é contagiante: espalhe-o.
Fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, com quem você encontrar.
Não se lamente, ajude as outras pessoas a perceber o que há de bom dentro de si.
Não viva emoções mornas e vazias. Cultive seu interior, extraia o máximo das pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas.
Repense seus valores e dê a si mesmo a chance de crescer e ser mais feliz.
Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito. Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação. Mude, opine, ame o que você faz.

Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da "missão cumprida".
Lembre-se: nem todos têm a mesma oportunidade. Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere pelo melhor.
Transforme seus momentos difíceis em oportunidades. Seja criativo, buscando alternativas e apresentando soluções ao invés de problemas.
Veja o lado positivo das coisas e assim você tornará seu otimismo uma realidade.
Não inveje. Admire!
Seja entusiasta com o sucesso alheio como seria com o seu próprio.

Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que está lhe faltando para chegar lá.
Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo sua habilidade e seu tempo.
Só assim não terá tempo para criticar os outros. Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito de seus problemas e não se deixe abater por eles.

Tenha fé e energia, acredite: Você pode tudo o que quiser.
Perdoe, seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva,
forte para vencer o medo e feliz para permitir a presença de momentos infelizes.
Não viva só para seu trabalho. Tenha outras atividades paralelas como: esportes, leitura... cultive amigos. O trabalho é uma das contribuições que damos para a vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.
Finalmente, ria das coisas à sua volta, ria de seus problemas, de seus erros, ria da vida:

 "A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo".
Autor desconhecido

domingo, 9 de dezembro de 2012

'Um anel especial'

Abriu a porta da joalharia. Era jovem, simpático e bastante decidido. Sem olhar para as vitrinas, afirmou categoricamente que queria comprar um anel especial. O joalheiro mostrou-lhe um que lhe parecia apropriado. O rapaz contemplou-o com calma e, com um sorriso, manifestou o seu agrado. Inquiriu o preço. Preparava-se para abrir a carteira quando o ourives lhe perguntou:


«Vai-se casar em breve?». Gerou-se um momento de silêncio, como se a pergunta o apanhasse desprevenido. «Não. Nem sequer tenho namorada …» respondeu o rapaz. A surpresa do joalheiro divertiu-o. Depois continuou, como quem se convence de que, naquela ocasião, valia a pena dar uma explicação mais pormenorizada.

«É para a minha mãe. Quando eu ainda não tinha nascido, ela ficou sozinha. Alguém lhe aconselhou que interrompesse voluntariamente a gravidez, ou seja, que não me deixasse viver. A lei nessa altura facilitava tudo e, ainda por cima, o Estado “paternalmente” pagava todos os custos. Mas ela negou-se. Deixaram-na ainda mais sozinha. Havia muita gente disposta a ajudá-la a “livrar-se do incômodo” de ter um filho, mas pouca gente disponível para eliminar as dificuldades que tinha na sua vida.

Mas ela negou-se. Teve muitos problemas, muitos. Foi pai e mãe para mim ao mesmo tempo. Também foi amiga, irmã e sobretudo professora. Ensinou-me o sentido da vida. Fez-me ser aquilo que sou. Agora que já tenho algumas possibilidades, quero oferecer-lhe este anel especial. Ela nunca teve nenhum. Mais tarde, comprarei outro para a minha futura noiva. Mas será sempre o segundo. O primeiro, quero que seja para a minha mãe». O joalheiro não disse nada. Somente pediu ao empregado que o rapaz tivesse um desconto que só faziam aos clientes especiais.

Esta história faz-nos pensar. Será que em situações difíceis a “única solução” é suprimir legalmente a vida? Não nos apercebemos que uma lei assim facilita as pressões sobre a mulher para que essa seja vista como a “única solução”? Por acaso o dinheiro não seria melhor empregue em salvar vidas em vez de empregá-lo para eliminá-las?

E os problemas da mulher que está grávida? Será que não nos damos conta de que não podemos resolver os problemas de uma pessoa matando outra pessoa? Essa é a lógica da guerra. Essa é a lógica da violência. Essa não é a lógica da maternidade.

A mulher, numa situação difícil, necessita da nossa ajuda, da ajuda da sociedade. A morte do filho não resolve os seus problemas de pobreza ou falta de condições para o educar. Além disso, a proibição de abortar protege a mulher das fortes pressões a que muitas vezes se vê sujeita por aqueles que tem ao seu lado.

Por último, não nos esqueçamos de pensar com calma que quando falamos do aborto estamos sempre a fazer referência a algo que é para os outros. Nós somos um embrião que foi respeitado.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria


Oferecimento a Deus

Tem o homem alguma coisa para oferecer a Deus? 
Tem, sim: a sua fé e o seu amor. 
É isto o que Deus pede ao homem, e assim está escrito: 
-«E agora, Israel, o que o Senhor, teu Deus, exige de ti é que temas o Senhor, teu Deus, para seguires todos os Seus caminhos, para O amares, para servires o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma». (Dt 10,12).
 Eis os presentes, os dons que devemos oferecer ao Senhor. E para Lhe oferecermos estes dons com o coração, temos primeiro de O conhecer ; temos de ter bebido o conhecimento da Sua bondade nas águas profundas do seu poço. [...]

Orígenes, presbítero e teólogo

sábado, 8 de dezembro de 2012

Permissão

Permita Senhor 

Que da terra brote sempre a flor 

E que da flor aconteça 

Os meus olhos para contemplar 

As violetas que eu não tenho 

E o alfazema que não sou 

E eu preciso Senhor, dos girassóis 

Do aconselhamento dos lírios 

Do esplendor do orvalho 

Adornando a relva de brilhantes 


Permita Senhor, a primavera 

O trabalho das abelhas 

O bailado do beija flor 

A formiga com o seu ninho 

E a árvore para o castor 

O despertamento nosso de cada dia 

Na alegria das ovelhas 

No riso do pastor 

(João das Flores)
"Os jardins de Carolina"

Queremos sempre mais...

Quanto mais nos preocupamos em ter e preservar o que já temos, mais ainda deixamos de viver a vida na sua totalidade. Imagina então quando sentimos sempre uma necessidade, de sempre possuir ainda mais.
Uma vida plena e satisfeita, pouco ou quase nada tem a ver com a quantidade de coisas que possuímos e juntamos ao longo da nossa vida.

Na verdade, a humanidade deveria evoluir espiritualmente a um ponto, onde todos percebessem que para viver bem, sempre foi e será essencial termos apenas o necessário em vida, nada mais além disso.
Possuir tantas coisas que na sua grande maioria não precisamos, só nos acrescentam dores ou preocupações desnecessárias; facilmente evitáveis nas nossas vidas.
Primeiro, todo um esforço que se faz em conseguir tudo o que desejamos, depois um esforço maior e mais longo em manter a todos perto da gente.

Cuidando, zelando, protegendo de serem roubados, não confiando a ninguém nada do que nos pertence.
Ao final da nossa vida, você poderá perceber, quanto tempo se gastou com coisas que poderiam facilmente ter passado sem elas. Perceber que gastou muito tempo da sua vida se preocupando com elas, enquanto toda uma vida, com todas as possibilidades de felicidades e de possibilidades de evoluir ainda mais, também lhe passaram despercebidos.

Não houve tempo de perceber toda essa felicidade passando na sua vida, por estar sempre tão ocupado e preocupado em sempre algo a mais juntar.
Não espere chegar a esse futuro desolador e perceber todo um tempo perdido, na busca por tantas coisas nessa vida.

Nunca existirão objetos, por maiores e mais valiosos que sejam, que tenha conseguido, que possa valer todo um tempo que não viveu.
Não estou fazendo uma apologia a pobreza, a falta de interesse em progredir ou ter objetos confortáveis que poderá tornar a sua vida mais agradável.

A questão maior, sempre será perceber se na busca por eles, estará deixando de viver esse momento presente. Se a sua resposta for “sim”, posso lhe assegurar, não vale a pena e nunca valerá.
Que se trabalhe, que se consiga o que deseja, mais sem jamais abrir mão de se viver o momento de agora.

Esse é o nosso maior tesouro em vida.

A nossa vida, esse momento bem vivido com todas as possibilidades de sermos cada dia mais felizes e realizados.

Para sentirmos essa emoção, não precisamos de muitas coisas.

Raquel Free

Desejo-lhe o suficiente

Recentemente, ouvi uma mãe e sua filha em seus últimos momentos juntos no aeroporto, quando a partida da filha tinha sido anunciada. De pé perto do portão de segurança, elas se abraçaram e a mãe disse "Eu te amo e te desejo o suficiente." A filha respondeu: 
"Mãe, nossas vidas juntas tem sido mais do que suficiente. Seu amor é tudo que eu sempre precisei. Desejo-lhe suficiente, também, mãe." Elas se beijaram e a filha partiu.

A mãe foi até a janela onde eu estava sentado. Parado ali, eu podia ver que ela queria e precisava chorar. Tentei não me intrometer em sua privacidade, mas ela me acolheu perguntando: "Você já disse adeus a alguém sabendo que seria para sempre?" "Sim, já", eu respondi. "Perdoe-me por perguntar, mas por que isso é um adeus para sempre?" "Bom, eu estou velha e ela mora tão longe. Tenho desafios pela frente e a realidade é que a próxima viagem de volta será para o meu funeral", disse ela.

Quando você estava se despedindo, eu ouvi você dizer: " Desejo-lhe o suficiente." Posso perguntar o que isso significa? "

Ela começou a sorrir.

"É um desejo que tem sido passado de outras gerações. Meus pais costumavam dizer isso para todo mundo."

Ela fez uma pausa e olhou para cima como se estivesse tentando se lembrar em detalhes e sorriu mais ainda.

Quando dizemos "Desejo o suficiente" estamos desejando à outra pessoa que tenha uma vida cheia de coisas boas o suficiente para sustentá-las ". Em seguida, voltando-se para mim, ela compartilhou o seguinte, recitando-lo da memória:

Desejo-lhe sol o suficiente, para manter suas atitudes brilhantes.

Desejo-lhe chuva o suficiente, para apreciar o sol mais ainda.

Desejo-lhe felicidade o suficiente, para manter seu espírito vivo.

Desejo-lhe pequenas dores o suficiente, para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.

Desejo-lhe que ganhe o suficiente para satisfazer seus desejos.

Desejo-lhe que perca o suficiente, para apreciar tudo que possui.

Desejo-lhe que tenha "olá" o suficiente te acompanhando até o seu último adeus. "

Ela, então, começou a chorar e foi embora.

Dizem que levamos um minuto para encontrar uma pessoa especial. Uma hora para apreciá-las. Um dia para amá-las. E uma vida inteira para esquecê-las.

Autor desconhecido

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Despedidas


Despedida é sempre triste? Eu mesmo respondo, já que perguntei: nem sempre. As lágrimas parecem inevitáveis, mas elas podem expressar apenas o momento da separação, da ruptura, aquele instante em que alguém foge ao alcance de nossos olhos e de nossas mãos. No entanto, mesmo sob o manto de uma tristeza, o que pode inundar aos poucos o coração, muitas vezes, é uma alegria de que a gente só se dá conta depois da despedida.

Como todo mundo, eu já passei por despedidas sofridas. Quando meu pai estava internado no hospital, em seu último dia de vida, eu passei a tarde inteira ao lado dele. Estava lúcido, dormia a maior parte do tempo, debilitado pela doença, mas nas vezes em que despertava e trocava olhares comigo, ou algumas palavras, eu sentia que ele estava indo embora. Eu tentava falar do Botafogo ou de alguma enfermeira boazuda quando os olhos dele se abriam para proporcionar alguns últimos momentos de alegria a quem me deu tanta felicidade na vida. Mas houve aquele instante em que a despedida parecia tão próxima que eu aproveitei os últimos momentos com ele ao meu alcance para acariciar seus cabelos ralos enquanto dormia, beijar sua testa, segurar a sua mão, sentir o pulso ainda batendo. Foi como um réquiem de adeus, triste demais. Hoje eu me lembro daqueles momentos como uma réstia de alegria possível diante da fatalidade. Passou um tempo imenso, mas alguma alegria surgiu daquela despedida.

Outro dia fui levar minha filha mais nova, a Cecília, para sua primeira viagem de colégio, uma excursão ao Vale do Paraíba. Dessas de dormir fora uma noite, de levar a mochila com pijama, muda de roupa, escova e pasta de dente. Tínhamos combinado de sair às seis, mas às cinco e meia da madrugada ela já estava pronta, de banho tomado, maquiada e tudo. No caminho até o colégio, ela não parava de falar e eu, ainda acordando, mal conseguia responder. “Acho que vou explodir”, disse ela a certa altura, de tanta excitação. 

Na porta do colégio, enfileirados junto ao muro, os pais acenavam para os filhos já sentados no ônibus. Alguns faziam últimas recomendações inúteis, como “me passa um torpedo quando chegar lá” ou “não esquece de passar o repelente à noite”, mas eu só conseguia admirar a movimentação intensa da Cecília, sentada na janela, falando como uma tagarela com as amigas, tirando fotos com a máquina que me pedira emprestada. Quando a professora disse que era hora de partir, foi uma algazarra: a porta do ônibus fechando, alguns pais querendo ainda gritar instruções, como técnicos à beira do gramado, outros já apressados se despedindo porque tinham que voltar para casa e ir trabalhar. Eu só queria ver se a Cecília ainda me daria um último olhar de despedida. E ele veio imenso, generoso, os olhos arregalados de vulcão, um sorriso largo.

Ainda bem que eu tinha levado os óculos escuros. Voltei caminhando até o carro misturando lágrimas e lembranças. Fui buscar a minha primeira viagem de colégio no escaninho da memória. Lembrei até do sanduíche de presunto e do suco de groselha, mas não me lembrei da despedida. Eu devia estar em outra esfera, como estava a Cecília.

Não apareço nas fotos da viagem ao Vale do Paraíba. Se a memória da Cecília seguir a trilha da minha, provavelmente ela não irá lembrar a despedida na porta do colégio. Também sei que, enquanto meu pai dormia no hospital, não sentia os carinhos que eu lhe fazia. Mas o que importa? Esse instante da despedida é nosso, só nosso. E cada vez mais eu acho que a alegria, no fim das contas, suplanta qualquer tristeza. Porque cada despedida carrega um novo recomeço.

Alexandre Medeiros (jornalista da Revista Época)


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

My Way (Meu Jeito)

Esta uma música do Frank Sinatra foi traduzida e tem uma linda letra....
Meu Jeito

E agora o fim está próximo
E, portanto encaro o desafio final
Meu amigo, direi claramente
Irei expor o meu caso do qual eu tenho certeza

Eu tenho vivido uma vida plena
Viajei por todas as estradas
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns
Mas, pensando bem, pouquíssimos para mencionar
Eu fiz o que eu devia ter feito
E passei por tudo consciente, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, ao longo dessa estrada
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Sim, em certos momentos, tenho certeza que tu sabias
Que eu mordia mais do que eu podia mastigar
Todavia, quando restavam dúvidas
Eu engolia e cuspia fora

Eu enfrentei a tudo e continuei de pé
E fiz tudo do meu jeito

Eu já amei, ri e chorei
Cometi minhas falhas, tive a minha parte nas derrotas
E agora que as lágrimas vertem 
Eu acho tudo tão divertido

E pensar que eu fiz tudo isto
E posso dizer, não foi de uma maneira tímida
Ah não, não, não eu
Eu fiz tudo do meu jeito

E para que serve um homem, o que ele possui?
Senão tem a si mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele realmente sente
E não as palavras de alguém que se ajoelha

Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz do meu jeito...



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pedido

Eu não quero que você seja eu
Eu já tenho a mim.
O que quero é que você chegue
Com seu poder de chegar
E de me devolver pra mim.
Que você chegue com seu dom
De também me fazer chegar
Perto de mim...
Para me fazer ver o que sou e que só você viu.
Para eu ser capaz de amar também
O que só você amou.
Eu não quero que você seja igual a mim.
Eu já tenho a mim.
Não quero construir uma casa de espelhos
Que multiplique minha imagem por todos os cantos.
Quero apenas que você me reflita
Melhor do que julgo ser.

Pe Fábio de Melo

Perseverança

Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir.
Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena.
 O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. 
Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.

Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. 
Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. 
Perseverança não é somente acreditar na própria rede. 
Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar.
 E eu estarei lá na beira da praia de novo.

 (Ana Jácomo)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Seja exigente com seu filho, dizer não também é amar

Uma colega suspirou dia desses: “Ufa! Meu filho quis que eu comprasse a chuteira salmão igual à do Neymar. Sabe o preço? R$ 500! Comprei, né? O pior é que fiquei sabendo que a empresa vai lançar um novo modelo de três em três meses!”, lamentou, impotente. No mesmo instante, respondi: “Bastava dizer ‘não’”! Ela argumentou: “Você não conhece meu filho. Ele não desistirá de me aborrecer até conseguir o que quer!”

Uma amiga de minha mulher exibiu um pen drive: “Sabe o que tem aqui? ‘Eu quero Tchú’, ‘Assim você me mata’ e outras músicas do tipo. O Cauê exigiu. O que a gente não faz pelos filhos…” Em ambos os casos, os meninos tinham 7 anos de idade.

Não sou psicólogo, especialista em educação ou coisa do tipo, mas sou pai de quatro filhos, ou quatro degraus de uma escadinha: 8, 6, 4 e 2 anos de idade. Além disso, assisto a palestras de orientação familiar e acho que posso compartilhar algo sobre o assunto. Se é um erro ser autoritário, uma espécie de sargento com os filhos, é tão ou mais nocivo capitular, render-se e deixar que os pequenos assumam o controle.

Diante de um apelo consumista ou da vontade do filho ouvir música de mau gosto – e não adianta vocês me dizerem que, se a criança não ouve em casa, vai ouvir fora, já que apreciar o belo se aprende na família –, infelizmente é mais cômodo dizer “sim”. O “não” sempre é seguido de birras, choros, chantagens sentimentais e argumentos. Argumentos, aliás, que vêm revestidos de certa lógica: “Meus amigos sempre viajam e a gente só fica em casa”, “Você comprou tal coisa para ele, mas para mim não compra”.

Esses e outros chavecos amolecem muitos pais e mães.

E outro trabalho dado pelo “não” é que ele pede explicações. Por que não posso lhe dar tudo o que me pede, mesmo tendo dinheiro? Por que música, ou programas de tevê de baixo nível fazem mal? Para responder a perguntas desse tipo, os pais devem ter formação à altura, além de dedicar tempo para conversa – muita conversa – com os filhos.

A ascensão social experimentada por quem antes não tinha condições de consumir produtos mais sofisticados fez que pequenos ditadores e pais submissos se disseminassem por todas as classes. Podemos estar formando uma geração de molengas, que se acostumam desde cedo a ter tudo de mão beijada. Lá na frente, descobrirão que a vida não é um estalar de dedos. E, ao se depararem com frustrações, dificuldades e situações que exijam fortaleza, a reflexão vira à mente daquele adulto infantilizado: “Por que meus pais não me exigiram?”

Roberto Zanin
jornalista e blogueiro

Tempo de preparar a festa da vida!

Tudo na vida requer preparo. Toda preparação envolve espera. São tantas as esperas da vida humana! 
Tem gente esperando gente na rodoviária, gente esperando o sol para estender roupa, gente esperando a chuva para plantar. 
Tem gente esperando na fila de emprego, esperando na fila dos hospitais, esperando tempos melhores. 
Está todo mundo esperando. É de tanta esperança que se faz o humano. 
Somos feitos disso: desejo, súplica, anseio, esperança. 
No fundo, no fundo, temos uma lacuna que nos faz gemer para o Eterno pedido ajuda: "Vem, Senhor, nos salvar! Vem sem demora nos dar a paz!".

Mas como é a chuva para a terra seca, ou como o sol é para a roupa no varal, toda espera tem o seu objeto esperado, desejado. 
Tal como nossas esperanças manifestam o grande anseio humano por quem possa nos plenificar, assim também nossas realizações manifestam que Ele vem sempre ao nosso encontro. 
Não nos falta nunca, ainda que demore! Tudo vira sinal de uma relação de espera e realização.

Tudo aponta para o vazio infinito dentro de nós, ressoando uma certeza: Ele vem!

Mas como toda festa não tem fim, a alegria não pára por aí. Temos de contar para os outros, afinal foi bom demais! Não dá para ficar guardando uma coisa dessas!

É assim mesmo esse tempo que se aproxima: no Advento, uma espera, um desejo, uma abertura. 
Como a flor que se abre para a visita da borboleta, o copo na mão pedindo água, uma jarra solitária à espera da rosa. 
Eis que chega e se realiza o sonho. O sol trouxe luz e calor, do céu desceu a chuva para molhar a terra seca, e o silêncio terno anuncia que tem alguém no berço que estava vazio.

Natal se faz. E para todos que se achegam, curiosos com a novidade, um anúncio. 
Olhos arregalados e brilhantes falam, propagam, divulgam essa boa notícia. Tudo para mostrar um grande sinal, um estrondoso acontecimento: Deus se fez gente!

site: Paróquia N.Sra.Rainha

sábado, 1 de dezembro de 2012

O que é ser feliz


A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno...

Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque.
É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É contar histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso. É amar os pais, mesmo se eles não o compreenderem. É agradecer muito, mesmo se as coisas derem errado. É transformar os erros em lições de vida.

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices.
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida... Quais dessas características você possui?

Quem conquista uma vida feliz? Será que são as pessoas mais ricas do mundo, os políticos mais poderosos e os intelectuais mais brilhantes?
Não! São os que alcançam qualidade de vida no palco de sua alma. Os que se libertam do cárcere do medo. Os que superam a ansiedade vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção. Você sabe velejar nessas águas ou vive afundando?

 Alvos errados para se alcançar uma vida feliz

 Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada...

O dinheiro e a felicidade

O dinheiro pode nos dar conforto e segurança, mas ele não compra uma vida feliz. 
O dinheiro compra a cama, mas não o descanso. 
Compra bajuladores, mas não amigos. 
Compra presentes para uma mulher, mas não o seu amor.
Compra o bilhete da festa, mas não a alegria. 
Paga a mensalidade da escola, mas não produz a arte de pensar.
Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra, caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário.

Augusto Cury 

Mensagens de Natal
























As coisas em ordem


Os grandes antigos, quando queriam propagar altas virtudes,
punham seus Estados em ordem.

Antes de porem seus Estados em ordem,
punham em ordem suas famílias.

Antes de porem em ordem suas famílias,
punham em ordem a si próprios.

E antes de porem em ordem a si próprios,
aperfeiçoavam suas almas,
procurando ser sinceros consigo mesmos
e ampliavam ao máximo seus conhecimentos.

A ampliação dos conhecimentos
decorre do conhecimento das coisas como elas são
(e não como queremos que elas sejam).

Com o aperfeiçoamento da alma e o conhecimento das coisas,
o homem se torna completo.

E quando o homem se torna completo, ele fica em ordem.

E quando o homem está em ordem,
sua família também está em ordem.

E quando todos os Estados ficam em ordem,
o mundo inteiro goza de paz e prosperidade.

Confúcio

Mascarados


Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.

Ele semeava tranqüilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.

Jovem, seja você esse semeador

Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.

( Cora Coralina )