domingo, 2 de junho de 2013

Agradar a Deus ou aos homens?


Somos chamados a acolher o estrangeiro, aquele que tem outra religião, ou aquele que mesmo se dizendo cristão, é de outra denominação e por isso, prega um evangelho diferente, no entanto, não podemos nos deixar guiar por eles. 
Por essa razão é que São Paulo faz uma advertência aos gálatas que estavam se deixando levar por pessoas que deturpavam o Evangelho de Cristo. 

Acontece muito isso também nos dias de hoje, quando não temos convicção daquilo que pregamos e facilmente somos arrastados pela mentalidade do mundo ou de outros credos que tenta nos desvirtuar. 
Não obstante, seguindo a orientação de São Paulo, em primeiro lugar precisamos conhecer a Palavra de Deus e estuda-la, para professá-la com firmeza, a fim de que os astutos não tentem nos confundir. 

Depois, não podemos nos deixar influenciar para agradar às pessoas; importa que agrademos a Deus, pois só a Ele devemos obediência. 

Algumas vezes, até nas rodas sociais, para agradar aos homens, nos deixamos intimidar e nos calamos diante de tantas heresias que são apregoadas por pessoas que não têm nenhum compromisso com o seguimento cristão. 

Omitimo-nos, deixamos de argumentar, pois não temos base suficiente e acontece que, muitos que estão em volta são influenciados pelos falsos ensinamentos. Deixamos de anunciar o nome de Jesus. 

Nestas horas o melhor que faremos é dar o nosso testemunho, contar a nossa história de salvação, pois ninguém poderá duvidar da nossa experiência pessoal. Sem discussões, sem contendas, somente com a verdade.

 – Isto já aconteceu com você? – Como você age nessas horas? – Você já experimentou contar a sua história de amor com Deus? – Da próxima vez faça assim, dê seu testemunho e fará com que outros conheçam Jesus Cristo, pois isto é evangelizar!

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sábado, 1 de junho de 2013

Que seja simples assim


Que o mundo não nos leve, mas que nós levemos o mundo do jeito mais bonito que sabemos...

Que a realidade não assombre nossos sonhos, mas nos dê forças necessárias para não afogar em ilusões...

Que a compreensão não parta dos outros até nós, mas de nós até eles, porque a sintonia é nossa...

Que as diferentes formas de amor não nos faça desacreditar da nossa, mas sim perceber que é a nossa que nos faz feliz...

Que a sinceridade não seja superficial, mas esteja profunda em nossas atitudes e palavras...

Que quando errarmos o passo não desistamos de dançar, mas rodopiemos nas certezas que só o amor pode dar...

Que o fim não seja repentino, mas seja passo a passo um desviar de caminhos...

Que o silêncio do sorriso seja um transbordar de afinidade e no instante que seguro meus olhos nos seus, você possa ler no meu piscar o quanto é impossível não te amar...

Que nossos defeitos sejam revelados e cuidados com carinho, para que o meu inteiro seja a parte que você mais aceita...

Que nossos sonhos se encontrem, para que quando realizados nossas mãos estejam entrelaçadas...

Que não dê certo nem errado, que dê felicidade, pelo tempo que Deus tem em mãos. Porque Ele carrega as nossas esperanças e aponta nossos caminhos...

Que você seja sempre o meu amor e sendo meu amor jamais deixe de ser meu amigo...

Que passado nos revele, o presente nos embale e o futuro nos espere...

E que os momentos de hoje sejam o amanhecer do nosso lado de dentro quando precisarmos recomeçar!

Mariane Braga

 

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Fico-me assim, espantado, olhando para aquele “pedaço de Pão”, imaculado, o coração aberto, mais do que a boca escancarada.

És Tu que ali estás Senhor, mas não Te vejo com os olhos do corpo, (impedidos de Te verem), mas com o amor do coração, (que Tu lá colocaste, Senhor).

Quero ver-Te, Senhor, quero acreditar-Te, Senhor, quero adorar-Te, Senhor, mas pobre humanidade minha que me quer negar o que o espírito me diz: Tu estás ali, Senhor, vivo e presente, todo entregue, todo amor!

Deixo-me seduzir por Ti, abrem-se os meus olhos á «fração do Pão», e o espírito vai-se fazendo, (por Tua graça), um com o corpo, e assim já é toda a minha humanidade que Te vê, que Te acredita, que Te adora.

Digo baixinho, para dentro de mim, «eu não sou digno», mas Tu respondes-me firme no amor, «és digno sim, porque sou Eu quem te dá a dignidade»!

Como posso eu, Senhor, não aceitar essa dignidade que Tu me dás para Te poder receber e seres o meu alimento de vida?

Retorno á minha frase inicial, Senhor, para perceber que para Te receber é muito mais preciso o coração aberto do que a boca escancarada!

E Tu vais guiando e dizendo ao meu pobre coração admirado: «Abre-te coração, mas para Te abrires a Mim, tens de te abrir a todos».

Que Mistério, que loucura, Aquele que é Deus, faz-se «pedaço de Pão», entrega-se como alimento e vai dizendo a cada um: «Não Me podes receber, se não receberes os outros!»

Assim tão simples, tão humilde, a colocares-Te tão igual a cada um, a fazeres-Te tão presença em cada um, porque «queres ser Um em todos, para que todos sejam um em Ti».

Queres assim, Senhor, que cada um seja sacramento para os outros, porque o Sacramento é a Tua presença viva no meio de nós.

Fico-me assim, Senhor, exaltado em adoração, perante o Teu Mistério e peço-Te humildemente: «Fica conosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.»

Joaquim Mexia Alves

A gente segue

Estou embalando a dor . Estou tentando respirar alguma coisa além de tristeza.
Estou travando o choro na garganta- e uma vez ou outra alguma lágrima cai- porque é inevitável, mas eu estou tentando.
Meu esforço agora é de sobreviver, de conviver com a dor sem sofrer. Porque há coisas que a gente não pode mudar, por mais que a gente queira. E meu Deus, como eu queria mudar!
Mas uma hora a gente cansa, porque o corpo já não aguenta se entregar a tanta tristeza.
A gente cansa. Eu estou cansando.
E isso não quer dizer que acabou o amor.
Amor não acaba. Nunca.
O que acaba são as forças.
E a gente guarda toda aquela esperança numa caixa bem bonita, toda enfeitada de fita, pra quem sabe um dia, ou um nunca mais.
A gente guarda as coisas lindas.
A gente vai vivendo- vai tentando.
E haverá amor, haverá saudade, mas eu quero sorrisos também.


Monalisa Macêdo

A prece maior

A prece maior é ser generoso com o vizinho. 
É estampar um sorriso no rosto. 
É falar a verdade toda vida. 
É ser caridoso. 
É ser fiel com os amigos. 
É estar do lado do bem. 
É cantar pruma criança dormir. 
É brincar com elas numa tarde grande. 
É saber que Deus mora em cada pequena coisa com toda sua grandiosidade. 
É espalhar amor em doses de chuvaradas por aí.

A prece maior se encontra num abraço, 
numa conversa jogada fora num dia de domingo. 
Numa palavra que salva, que enriquece, que abençoa. 
Num conselho que transforma a vida de alguém. 
Num olhar carinhoso. 
Numa mão que ampara, que acolhe, que semeia.

A prece maior se encontra onde há esperança, 
onde mora a palavra AMOR. 

A prece maior se encontra onde há recomeços, 
onde há dias recheados de paciência e tolerância. 
Onde há uma história comprida com gente bonita morando dentro. 

A prece maior se encontra no que não se acaba, no que permanece, apesar dos pesares todos.

A prece maior é ser feliz por nada. 
É agradecer por tão pouco. 
É amar até quem não nos ama. 
É respeitar os limites, os medos, as diferenças. 
É perdoar as ofensas, os erros, os espinhos. 
É ter os olhos voltados para o sol. 
É ter o coração tranquilo. 
É levar uma semente de esperança onde a flor da vida já secou faz tempo.

A prece maior a gente não faz ajoelhado, a gente faz é sorrindo.

Cris Carvalho

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Eu estava sozinha

Lembro como se fosse ontem, mas aconteceu há exatos vinte anos. Eu estava sozinha - não havia um único rosto conhecido a menos de um oceano de distância - sentada na beira de um lago. 
Fiquei um tempão olhando pra água, num recanto especialmente bonito. 
Foi então que me bateu uma felicidade sem razão e sem tamanho. 

Deve ser o que chamam de plenitude. Não havia acontecido nada, eu apenas havia atingido uma conexão absoluta comigo mesma. Não há como contar isso sem ser piegas. 
Aliás, não há como contar, ponto. Não foi algo pensado, teorizado, arquitetado: foi apenas um sentimento, essa coisa tão rara.
De lá pra cá, nem hino nacional, nem gol, nem parabéns a você me tocam de fato. Isso são alegrias encomendadas e, mesmo quando bem-vindas, ainda assim são apenas alegrias, que é diferente de comoção. 

O que me cala profundamente é perceber uma verdade que escapou dos lábios de alguém, um gesto que era pra ser invisível mas eu vi, um olhar que disse tudo, uma demonstração sincera de amizade, um cenário esplendoroso, um silêncio que se basta. 
E também sensações íntimas e indivisíveis: você conquistou, você conseguiu, você superou. 

Quem, além de você, vai alcançar a dimensão das suas pequenas vitórias particulares?
Eu disse pequenas? Me corrijo. 

Contemplar um lago, rever um amigo, rezar para seu próprio deus, ver um filho crescer, perdoar, gostar de si mesmo: tudo isso é gigantesco
pra quem ainda sabe sentir.
( Doidas e Santas )   Martha Medeiros


Espelho, espelho meu, quem é mais velha do que eu?

Muitos pacientes me relatam a experiência de sentirem que o mundo deixou de olhar para eles.
A vivência é de um despertencimento.

Esta tem sido a indagação de muitas mulheres ao se olharem no espelho. O conto infantil de "A Branca de Neve e os Sete Anões" combina bem com a realidade que estamos assistindo: um triste e doloroso reconhecimento da dificuldade em aceitar o envelhecimento.

Embora exista muito assunto em torno da longevidade, uma propaganda sobre ser este o momento em que a pessoa está mais livre para decidir sobre as suas escolhas, o vazio que fica no reflexo do espelho é enorme. Estou falando de algo muito profundo que é o olhar da sociedade, ou melhor, o não-olhar aos que envelhecem.

Muitos pacientes me relatam a experiência de sentirem que o mundo deixou de olhar para eles. 
A vivência é de um extremo despertencimento de si mesmo, como se deixassem de existir. 
Sabemos que o olhar dos outros nos mantém vivos e alimentados, na nossa auto-estima, no nosso reconhecimento como indivíduos. Então, a experiência que algumas pessoas vivem, sentindo que estão à margem, é muito difícil.

Agora, voltando ao título desta coluna, como será que nos sentimos frente a este espelho que em nossa solidão nos reflete aquilo que tanto tememos? 
A escritora e feminista Simone de Beauvoir, que fez um tratado sobre a velhice, citou o autor francês Rochefoucauld: “É impossível olharmos direto para o Sol, assim como para a velhice”.

Como podemos pensar em harmonizar este tempo que cobra um lugar, uma passagem e que naturalmente exige um pagamento? Como pensar em contabilizar as alegrias, as histórias, os lugares que tivemos o privilégio de viver? Será que termos construído uma história e termos tido tantas oportunidades não torna “o envelhecer” um pouco mais confortável?

A imagem que o espelho nos reflete talvez não possa ser modificada (lógico que temos toda a tecnologia para auxiliar a aparência física), porque são as nossas verdades que não deveríamos esconder de nós mesmos. 
Elas podem ser o produto do trabalho de reconhecermos a nossa vida, o corpo que nos acompanhou por toda a existência e, talvez, um agradecimento pela oportunidade de podermos ver que, além de nós, existe uma geração mais jovem e bela: nossos filhos e netos.

Este novo olhar nos permite transformar aquilo que parece tão terrível e ameaçador em algo muito lindo e importante.

Dorli Kamkhagi - mestre Doutora em Psicologia Clínica e mestre em Gerontologia pela PUC-SP e psicóloga do Centro de Estimulação Cognitiva e Funcional do Idoso do Programa de Psicogeriatria do Hospital das Clínicas

                               

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Uma questão de merecimento, de aprendizado

"Tem certos momentos que a melhor coisa a se fazer é abstrair, não ler, não ouvir, não se intimidar e muito menos tomar como seu.

Alguns presentes eu não aceito, e se não pego, ele continua sendo de quem me deu.

É uma questão de tempo, de amadurecimento. Vamos aprendendo a lidar com situações assim. Você cria anticorpos para combater maledicências, ironia, energia ruim.

Você finge que não percebeu e se faz de boba. Ou você ataca pra vencer.

Entre atacar e se fazer de boba é necessária uma análise da situação, do fato, de quem, para quem.

Sabe por quê? Porque tem mesquinharias não que merecem nossa atenção, o nosso desgaste em responder.

Compensa mais dar uma risada de menina ou mudar de assunto. Compensa mais deitar na cama e ver seu programa favorito.

Eu quero mais é encher minha mente de pensamentos bons, agradecer por mais um dia, imaginar flores por onde passo, encantar e deixar cores com cada pessoa que encontrar."

(Juliana Sfair)


Uma lição de vida

Havia um homem ambicioso e avarento. Quando seu pai morreu, ele se recusou a comprar um caixão e usou um velho cobertor para enrolá-lo.

No dia da exumação do corpo, seu filho de 10 anos perguntou-lhe:

- Pai, por que o senhor não colocou o vovô num caixão?

- Estas coisas são bobagens, se o vovô vai ser queimado, não precisa de caixão. Caixões são muito caros e eu estou economizando para você.

Antes da exumação o menino diz:

- Pai, retire o cobertor do vovô e deixe-me guardá-lo.

O pai espantou-se com aquela atitude do filho e perguntou:

- Mas por que você quer guardar este cobertor que está embrulhando o corpo do teu avô?

A resposta que ele ouviu deixou-o perplexo.

- Porque, assim, quando você morrer eu aproveito e te enrolo nele.

No mundo egoísta de hoje, somos mesquinhos, e com isso damos péssimos exemplos às nossas crianças. Ainda não aprendemos a utilizar de forma correta o dinheiro.

Existem pessoas que, quanto mais dinheiro possuem, mais pobres se tornam. Pobres de espírito, pois em vez de utilizarem esta bênção concedida por Deus para o bem, o progresso e a felicidade de todos, tornam-se mesquinhas, avarentas e infelizes.

O dinheiro pertence a cinco coisas: guerras, inundações, incêndio, filho esbanjador e impostos; só é nosso de verdade, o dinheiro que utilizamos.

Aproveite bem esta dádiva que Deus te deu, e utilize-o de forma benéfica para todos.Veja bem que exemplo você está dando aos seus filhos, parentes, amigos e pessoas que te rodeiam.

Anita Godoy

terça-feira, 28 de maio de 2013

Só se vê bem com o coração

'Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.'
.......
- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim.

Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua ideia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.

E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. 
O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... 

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. 
Se tu queres uma amiga, cativa-me!

Os homens esqueceram a verdade
, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Antoine de Saint Exupéry - O pequeno príncipe

Dito por Clarissa M. Lamega




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Para Deus tudo é possível

É de dentro do nosso coração que brotam as inquietações. É de dentro de nós que parte o apelo de que algo nos falta fazer. 
Ao aproximar-se de Jesus aquele jovem sabia que estava vivendo uma vida “correta” procurando seguir os mandamentos, mas mesmo assim ele sentia no seu coração que isso era pouco e que algo ainda precisava acontecer. Por isso, ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. Jesus então, sabendo o que se passava no íntimo daquele homem foi em cima da ferida: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” 

Nós também vivemos uma vida correta, seguindo as regras do jogo, mas sem perceber, nós esperamos que um dia alguma coisa mude na nossa vida. 
No fundo, nós ansiamos pela hora da graça de Deus, um momento de conscientização em que nos decidiremos radicalmente pelo seguimento de Jesus. 

No entanto, apesar de desejarmos, como aquele homem nós também não queremos nos apartar dos “nossos bens”, que são a nossa vontade própria, o nosso orgulho, o nosso amor próprio, a nossa privacidade, o nosso dinheiro, os bens materiais que possuímos e nos enchemos de tristeza com a proposta de Jesus. 
Jesus sabe o quão difícil é para nós seguir o Seu conselho, mas também sabe que só seremos completamente livres e felizes se fizermos o que Ele nos propõe. 

É difícil um rico entrar no reino dos céus, porque o reino pertence àqueles que estão livres dos apegos mundanos e quanto mais bens nós possuímos mais difícil será para nós usufruirmos da simplicidade do reino dos céus. 
No entanto, Jesus nos consola e anima quando diz que “para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. 

Peçamos ao Senhor a graça de conseguirmos “vender” os nossos bens para desfrutarmos do Seu reino, desde já, no agora da nossa vida.

Reflexão:  – Você possui muitos bens? – Como você tem viajado, livremente ou absorto com a sua “bagagem”? – O pouco ou muito que você tem atrapalha o seu relacionamento com Deus e com o próximo? – Existe alguma coisa que o seu coração pede para fazer? O quê?

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domingo, 26 de maio de 2013

Nós

Silêncio é ouro e é um grande amigo,
paradoxo, amigo bom não cala nunca.
Amigo é barulho. Barulhinho do bom.
Amigo bom não se faz invisível,
ergue a bola pro amigo, e vice-versa
e versa e vice,
alternâncias de egos aconchegados,
amigo é sempre nós,
nós e laços, presente e abraço,
bem bonitos no retrato,
amigo é bom de papo,
é o melhor lugar no espaço,
é ar puro, é semente, orgânica
de ideias mais leves, compreendidas,
é como uma linha no horizonte
que envolve, abraça e faz um sozinho
sentir-se parte do todo,
quem tem um amigo do lado
não tem como ficar calado
tem que fazer barulho para
lembrá-lo do quanto ele é
a d o r a d o ! . . .

Be Lins

Gente

Eu gosto de gente. E gente é tudo diferente. Gosto de gente contente, de gente que anda pra frente, de gente que acontece na vida por acidente, de repente. Gosto de gente que planta semente, gente que é elo na corrente, de gente que é confidente e fonte de amor crescente. 
Gosto de gente que abre a mente, de gente sempre presente, de gente que é sol nascente, de gente que pensa transparente, de gente que tem brilho de estrela cadente, mas não cai - olha que surpreendente.

Eu gosto de gente que precisa de espaço e que cabe dentro de mim mesmo assim. Eu gosto de gente que é laço, que pisa o meu passo, que é abraço quando me falta um pedaço, mesmo nos mais duros dias de cansaço. Gosto de gente que não escolhe, e sim acolhe. E envolve, absorve, comove. 

De gente que é parceria na hora da alegria, estende a mão nos momentos de solidão e tem sempre uma palavra de clareza e riqueza nos dias de tristeza. 
Eu gosto de gente que não se guarda: se entrega, navega. De gente que se chega, se aconchega. De gente que aceita, de gente que enfeita. Eu gosto de gente que comigo se ajeita.

Eu gosto de gente onde eu posso caber. De gente de peito aberto, sorriso esperto, coração liberto. 
Gente pra mim não tem muros: é casa espaçosa, com jardim de grama verdinha, borboleta batendo asa e cachorro fazendo festa no quintal. 
Gente pra mim é luz acesa, é porta sem tranca, é janela com vista pro mar. Bom mesmo é encontrar gente em quem a gente possa fazer um lar. E morar.

Verônica Fantoni



sábado, 25 de maio de 2013

Sem Mandamentos

"Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação."

(Oswaldo Montenegro)



Cada um recebe de acordo com o que oferece

O papa Francisco ganhou de imediato a admiração e o respeito de todos, especialmente por sua modéstia e simpatia. Tivesse ele demonstrado arrogância e certamente estaria sendo olhado com desconfiança e desprezo.
Percebe-se que ele não faz nada forçado, mas tem uma pureza natural, que lembra também João Paulo II. 

Essa introdução serve para chamar a atenção sobre a importância de demonstrarmos, em todas as oportunidades, um sorriso franco, em lugar da carranca que afasta as pessoas. 

Ao se levantar, agradeça a Deus por mais um dia, mire-se no espelho com um sorriso e siga para o trabalho lembrando-se sempre daquele provérbio hindu, que nos ensina que a fortuna bate à porta de quem sorri. 
Ao cruzar com as pessoas, a começar das mais simples, cumprimente a todas com alegria, sabendo que isso abre caminhos e desarma os mal-humorados. 

Não seja como tipos arrogantes que devem imaginar que um cumprimento pode diminuí-lo diante de um empregado. 
Se o seu trabalho é direto com o público, deixe seus problemas de fora e procure imitar os sábios, que mesmo com a alma partida, mantêm um sorriso nos lábios. 

Agindo assim, você será considerada uma pessoa simpática e elogiada, em lugar de ser rotulada de arrogante e evitada por todos. 
Comece a agir assim, pois todos sorriem no mesmo idioma.

Valdes Rodrigues

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Recomeçar

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário "Recomeçar". 
Recomeçar é dar uma nova 
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke



Para conquistar amizades sinceras

Eclesiástico 6, 5-17 
Nesta leitura nós aprendemos a distinguir a verdadeira amizade e como atrair amigos e acalmar os inimigos. Por meio de uma palavra amena, de uma linguagem suave, doce e agradável nós podemos conquistar amizades sinceras.
A maneira como nós falamos, revela o sentimento que experimentamos, no entanto, Deus nos dá a graça de saber expressar até a nossa indignação com carinho e doçura. Isso fará toda a diferença até nos momentos decisivos em que temos de nos relacionar com pessoas que têm o pensamento contrário ao nosso. 

Com mansidão nós podemos conquistar a terra. Todavia, sabemos que nem todas as pessoas serão aqueles amigos fiéis e escolhidos por Deus para nos orientar. 
Podemos ter milhões de amigos, saudá-los com alegria e carinho, no entanto, nem todos podem ser nosso conselheiro. 

“Um amigo fiel é poderosa proteção quem o encontra, encontrou um tesouro,” nos diz a Palavra de Deus. 

Sabemos avaliar isso, quando passamos por momentos de aflição, de carência, de pobreza, de fracasso. 
Os amigos fiéis nós os adquirimos no temor ao Senhor, quando comungamos do pensamento de Deus e vivemos em unidade com a Sua Palavra e os Seus ensinamentos. 
Quando não conseguimos que todos sejam nossos amigos e alguns se tornam nossos inimigos, podemos guardar distância deles sem ter necessidade de querer enfrenta-los. 

Quem ama e respeita os conselhos do Senhor sabe conduzir bem as suas amizades e não há que temer aqueles que lhe são contrários. Todavia, antes mesmo de nos perguntarmos se temos amigos, devemos sim, questionar-nos se realmente estamos sendo amigos de alguém, 

A amizade é uma das formas do amor. É uma maneira de expressarmos o Amor de Deus que há no nosso coração. 
Os nossos maiores problemas são em vista dos maus relacionamentos que cultivamos, erradamente. 

Para nossa reflexão....
– Você tem sabido cultivar amizades? – Você costuma abrir o seu coração para toda pessoa a quem considera amigo? – Você sabe ajudar a seus amigos na hora do infortúnio? – Você coloca suas amizades sob o crivo da Palavra de Deus?

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Almas perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

Ana Cláudia Saldanha Jácomo



Seu silêncio pode adoecer o amor!

Somos os únicos seres vivos que se comunicam por meio das palavras, da linguagem falada. Isso deve ter alguma importância bastante relevante. Porém, infelizmente, muitas vezes temos praticado esse dom – o da fala – de modo extremamente negligente, exagerado, distorcido e equivocado.

Ditos populares sobre esse tema, além do essencial equilíbrio entre falar e ouvir, existem vários: “Falar é prata, mas calar é ouro”, “Quem muito fala dá bom dia a cavalo”, “Quem muito fala, muito terá de se justificar”, entre outros. Um pensamento de que gosto muito é de Antoine de Saint-Exupéry: “A linguagem é uma fonte de mal entendidos”.

Ou seja, parece que a sabedoria nos sugere mais silenciar do que falar. Como se o silêncio fosse a forma mais inteligente de solucionar os conflitos. É verdade que pode haver muita paz no silêncio, mas penso que é urgente aprendermos a gigantesca diferença entre o silêncio que apazigua e pacifica do silêncio que ensurdece, que grita, mente e perturba. Aliás, existem silêncios tão perturbadores que podem enlouquecer um ser humano.

Acima de tudo, precisamos aprender a falar com um propósito. Não falar só para jogar sobre o outro as nossas frustrações ou falar só para ofender e impor razões e vontades. Não se trata de vociferar, mas de se expressar, de mostrar ao outro quem somos e o que queremos. E no exercício diário do amor, estou cada dia mais certa de que não pode haver modo mais eficiente de resolver conflitos, aplacar a ansiedade e desfazer mal entendidos do que por meio do uso de uma comunicação clara, direta e sem joguinhos.

Mas, lamentavelmente, por não saberem ou por medo e até covardia, muitas pessoas adotam o silêncio como principal forma de comunicação. Calam-se para “deixar bem claro” que estão bravas, tristes ou insatisfeitas. Recusam-se a falar porque concluem que é óbvio o que está acontecendo e o que estão sentindo e que, além disso, o outro já deveria saber. Há ainda os que prolongam a mudez apostando que o tempo simplesmente resolverá as mágoas e as incertezas. Como se sentimentos não precisassem ser elaborados e digeridos.

Não exagerei quando disse que o silêncio pode enlouquecer uma pessoa. Existimos a partir da linguagem. Descobrimos que somos únicos e separados do outro a partir do momento em que nascemos e por meio da linguagem, do que o outro diz sobre nós, sobre como estamos no mundo e o que provocamos nelas. É assim que nos constituímos, que nos reconhecemos e que nos criamos internamente. É assim que se forma nossa autoimagem.

Claro que quanto mais amadurecemos, mais confiança ganha nossa própria voz, nossas percepções e capacidade de compreender o que acontece fora e dentro de nós. Mas o fato é que relacionar-se com alguém que não se mostra, que não revela o que pensa, sente e quer, é altamente frustrante, desgastante e deprimente. Não há troca verdadeira. Não há encontro de almas. Não há sintonia possível!

Não falar é, muitas vezes, uma forma de torturar o outro, de fazê-lo padecer e sentir a dor do inexplicável, do incompreensível, do imponderável. Sei que a vida não nos dá garantias e que não existem certezas entre dois corações. Sei também que não temos todas as respostas, mas quando podemos olhar para a pessoa que amamos e sentir que no espaço que separa uma alma da outra existe uma voz que acolhe, demonstra, abraça, acaricia e confessa o que ali pulsa e vibra, aí sim descobrimos o que é amor de verdade!

Dra. Rosana Braga


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Até abraçar desaprendemos

" Abraço tem q ser devagarinho... sentindo coração com coração..."
Até abraçar desaprendemos. Ninguém mais abraça com vontade. Com sinceridade de velório.
Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço. 
Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. 

É pelo abraço que testo o caráter do outro. 
Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas. A rapidez dos toques indica a maldade da criatura. Não sou porta para bater. Nem madeira para espantar azar. Abraço com toquinho é hipócrita. É abraço de Judas. De traidor. O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar. Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.

Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado, descobrir o perfume e a demora no banho. 
Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo. Ir para a margem oposta. Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. 

Sou adepto a inventar abraços. Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços. O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. Não largo, os primeiros minutos são para sufocar, os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto. 

Não entendo onde terminará o abraço. Se a pessoa vai chorar ou vai rir. Abraço é confissão. Dez minutinhos de sol e de liberdade.

Fabricio Carpinejar