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sábado, 26 de outubro de 2013

A vida


Sim, nós sabemos que a vida não é aquele conto de fadas que nos apresentam quando somos crianças. No decorrer da vida, aprendemos (ou ao menos tentamos) a lidar com os problemas que surgem, já na vida adulta.

Aprendemos, também, a aceitar com mais maturidade as perdas, a entender que a ciranda da vida é essa. É assim desde que viemos ao mundo.

E a gente vai vivendo o instante. Sendo feliz com as pequenas coisas e se surpreendendo com o que encontra no caminho. Sendo, quem a gente sempre quis ser. Sendo. Na essência da palavra.

E mesmo que tudo não aconteça da forma como a gente gostaria (e isso de fato será quase impossível) que nada nos impeça de sorrir. Não deixa que a gente se influencie com o peso do mundo, Papai do Céu. Amacia o coração de quem só sabe acreditar. Em quem ainda sonha.

E mesmo os que já perderam essa fé, empresta a tua bondade e traz de volta a ludicidade da infância para essas pessoas. Abençoa, Pai do Céu. E protege essa gente toda de todo o mal.

Bibiana Benites

sexta-feira, 28 de junho de 2013

E se....

Quantas vezes deixamos de ser feliz por medo?


Quando a gente pensa que está chegando lá... surge a seguinte dúvida: E se...? E se o quê?
E se eu não conseguir?
E se ele não me ligar?
E se eu morrer?
E se eu ficar sozinha para o resto da vida?
E se eu não conseguir emprego?
E se eu não passar no concurso?
E se eu tomar muito sol?
E se eu for naquela festa?
E se eu amar demais? E de menos?
E se eu me entregar de cabeça naquela relação? E se não?
E se ele quiser voltar? E se não?

São muitas as dúvidas que nos paralisam quando o assunto é experimentar a vida em totalidade; e outras tantas oportunidades perdidas pela proporção que temos de só imaginar.

Se martirizar antes da hora, além sofrer por antecipação, anula o que realmente queremos pelo 'inesperado' "E se" que surge na hora errada... e, enquanto isso, o tempo acelera frente aos nossos olhos.

Agimos de forma incoerente conosco. Tudo se modifica e nós... permanecemos ali, intactos diante do espelho, carregando uma trajetória medíocre e levando na bagagem muitos desencontros. Mas de que vale?

É preciso resgatar uma saída quando se sente por baixo, quando as coisas não correm no ciclo que gostaríamos. E se eu for feliz? E se eu for muito feliz? Você já se perguntou isso?

Chega de derramar lágrimas inúteis, é hora de reinventar-se, é como diz aquela música: levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima! Sem mais menções de 'E se'!

Nossa existência se limita ao hoje; o ontem não volta mais e o amanhã é um mistério assumido.
O Agora é que importa: é errar e saber tirar vantagem disso, afinal, nem sempre acertamos; é conviver com o inesperado sem cronometrar os minutos da ocasião; é ter várias interpretações de um mesmo contexto, sem se preocupar com o que os outros vão achar disso.

Não existe "se doar pela metade", ou você perde o controle - no sentido mais positivo da expressão - na vida, ou você escolhe 'vegetar' no mundo e passar despercebido.

Eu escolho passar a borracha no 'E Se...' e comecei a me surpreender com as respostas do universo, porque aprendi que regras nem sempre precisam ser seguidas.

Abrir o armário das exceções, também faz apimentar as relações humanas que mantemos uns com os outros.
Desabroche para o mundo que está além da sua janela.

Bibiana Benites

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sintonia

Tem gente que traz magia no olhar. Parece refrão de música, mas eu já tive a sorte de encontrar esse "tipo em extinção" por aí. E que alegria ter essa sorte. 

Sou uma observadora nata. Eu gosto de admirar o outro. De ver seus trejeitos, suas risadas, seu modo de falar, de abraçar. De ser. Como me encanta quando tenho a chance de ver o outro sendo. Eu sou tanto quando ele é. Somos então. Dois em um.

Eu tenho um carinho especial por essa leva de gente que faz com que a gente se enxergue um pouco também.

Eu já me vi, diversas vezes, em rostos que cruzaram a mesma calçada que a minha. A mesma festa que a minha. A mesma felicidade que me tomava naquele determinado momento. Eu me enxerguei naquelas pessoas. Eu me identifiquei com elas. Com o silêncio, com a palavra, com a essência delas.

Cada um chama isso do modo que preferir, mas eu chamo de sintonia. De sensação boa. De sentimento bom. Encontro bom.

Quando existe uma troca entre as pessoas, a bonita reciprocidade que eu tanto falo nas coisas que escrevo e que, de certo modo, eu tento trazer para a minha vida (e levar um pouco disso para as pessoas que acompanham meus escritos), é o que faz com que a gente continue. Eu pelo menos sempre continuo. Porque o que faz bem dentro, se quer perto.

Que essas pessoas continuem caminhando ao meu lado. De mãos. De abraços. De levezas. Que a gente continue sendo tanto uns para os outros. Que continuemos nos vendo no outro, nos identificando com ele. E com a incompreensão que muitas vezes ele nos causa, também. Somos também um pouco disso. Ou muito. Quiçá.

Bibiana Benites

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sinto orgulho....

Sinto orgulho em saber
que meu passado me permitiu
ter mais sensibilidade.

Hoje me sinto menos tempestuosa e
mais, bem mais pronta, próxima de mim,
do que fui, do que sou, dessa pessoa
que o tempo me fez.

Hoje, sou mais compreensiva
diante desse futuro que me brinda
com gentil delicadeza.

Surpreendo-me quando
me pego espalhando flores
no caminho que cruzo.

Quem sabe essa não seja
a confirmação de que preciso continuar.

Acho que isso é o que me salva todos os dias.
É essa esperança de vida que me consome.

Bibiana Benites

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sobre o passado


Hoje revi minhas escolhas.
Ao contrário do que sempre defendi,
nem sempre segui meu coração.
Algumas vezes tive que escolher
o que achava que seria melhor para aquele momento,
não necessariamente pra mim. Mas fiz.
 Mesmo correndo todos os riscos.
Mesmo com o coração doendo.
Mesmo que eu tivesse que perder
as pessoas que mais amava para.
Mesmo que um pedaço de mim tenha ficado.
Mesmo que isso. Mesmo que aquilo.
 Mesmo que tudo.
Mesmo tendo que deixar um passado
lindo pra trás. Mesmo assim...
eu segui um caminho.
Eu não sei o que vai ser amanhã.
Nem no mês que vem.
Menos ainda os próximos que virão.
O que sei é que a trilha
do meu destino sou eu quem faço.
E nem tudo o que vai, vai pra pra sempre.
Há o recomeço.
Há que se ter força para não desistir.
E eu continuou...
Sempre me encontrando,
Sempre surpresa comigo mesma.
Vez por outra lembro daquele dia,
daquela tarde, do sol,
daquela música,
daquele abraço,
do teu cheiro,
das tuas manias.
Lembro também de mim,
de como eu era quando estava com você,
do que eu aprendi,
do que eu vivi,
do que eu sorri,
do que eu cantei,
do amor,
de nós.
Da inteireza de você em mim.
Do que permanece.

Bibiana Benites