terça-feira, 17 de julho de 2012

Ao artista


Obrigado pela vida com outros olhos.
Por dizer que um dia
não haverá mais fome, nem dor
e que as crianças serão meninas novamente,
havendo árvores, frutos e amor.
Meu irmão, lhe agradeço pela esperança.
Por fazer-nos iguais,
quando nossas lágrimas rolam,
para além das fronteiras e bandeiras,
levando o teu fermento.
Vá por aí, semeando tua riqueza
sobretudo aos infelizes,
são estes que precisam de poesia,
são estes que precisam de paixão.
Obrigado pela lua mais cheia,
pelo mesmo beijo,
cada dia mais forte.
Por me fazer ver a pedra no caminho
em que cego tropecei por tantos anos,
Obrigado, artista.
Com flores pelas mãos
e olhos livres contra o tempo,
que a vida lhe seja rara
caminhando conosco
sob o mesmo sol.

 Ulisses Pinheiro Lampazzi

Uma prática política, para além das eleições!



Novamente, eleições. E isto é bom, pois faz parte do jogo democrático.
No entanto, se não nos cuidamos, acabamos identificando “política” com “eleições”, “candidatos” e “partidos”.
Aliás, há políticos que identificam estas duas realidades, pois começam a trabalhar desde o primeiro dia do mandato, pela sua reeleição.
Por outro lado, alguns cidadãos também fazem esta identificação, e omitem-se em participar ativamente da vida política, achando que basta apenas pressionar o “confirma” a cada dois anos, e pronto.
São duas atitudes extremamente danosas à democracia!

Precisamos “rever nossos conceitos”, e praticar uma política que estenda para além das eleições. Esta é apenas um momento da vida democrática...
Depois, vem o mais importante: participar dos eventos políticos de seu bairro, condomínio, ou categoria profissional; filiar-se a algum grupo que se empenha pelo bem comum; acompanhar o trabalho dos eleitos em todos os níveis, e outras iniciativas populares.

É urgente sair desta “ciranda eleitoral”.
É este o momento para fortalecer o engajamento de todos, criando uma “cultura política da participação”.
Esta é a hora.
Pensemos grande.
Pensemos no amanhã.
Como diz o refrão de uma música conhecida, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Pe. Antonio Aparecido Alves (Pe. Toninho)
Teólogo; Assessor do Centro Fé e Política da CNBB

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Detalhes



"Certas palavras podem dizer muitas coisas;
Certos olhares podem valer mais do que mil palavras;
Certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;
Certos gestos parecem sinais guiando-nos pelo caminho;
Certos toques parecem estremecer todo nosso coração;
Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
Assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre"

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Da natureza do sonho




Cultivei a semente da árvore também para os passarinhos, 

sem saber se vinham. 

Mesmo que não viessem, só por aguardá-los, 

eles já cantavam no meu coração. 



Ana Jácomo

O momento novo

Lindo! Eu acho que já passei por este caminho....
Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas, num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro.
Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa.
Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez. Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida.
Um espaço para a gente quase se reinventar.

O tempo passa.
O fôlego retorna.
Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria.
A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega.

Ana Jácomo

Com o coração aberto


Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes.
Fechamos as cortinas.
Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos.
Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa.
A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias.
Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta.
Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.
É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma.
Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos.
Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas.
Como bem disse Virginia Woolf, “não se pode ter paz evitando a vida.”

Ana Jácomo

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nem tudo é fácil


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, 
Mas, também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Cecília Meireles

Aceita-me como sou!


Aceita-me como sou! Não tente me mudar! Eu nasci assim, cresci assim e provavelmente vou morrer assim. Se você me ama... deve me aceitar como sou!
Alguém já ouviu isso? Já disse isso?
É uma súplica. É, na verdade, uma maneira de dizer, sem usar palavras, que não aceitamos mudanças, nem queremos que nos mudem.
Nós somos o que somos e pronto!

Mas se todo mundo se mantiver nessa posição, cada um vai ficar isolado.
Porque na realidade, não podemos mudar a nós e nossa personalidade por causa de ninguém, nem deixar que façam o que querem de nós, mas é tremendamente egoísta dizer "aceita-me como sou" que significa de fato "não estou disposto(a) a fazer nenhum esforço para me adaptar ao "seu" jeito de ser.

Relacionamentos são compromissos. Se não há flexibilidade de parte e de outra e uma disposição para se guardar e ao mesmo tempo se adaptar à personalidade do outro, não há relacionamento que funcione.
E se essa predisposição a se adaptar só ocorre de um lado, também não funciona.
Se devemos aceitar a outra pessoa exatamente como ela é, mas nós devemos nos ajustar a ela para que continuemos juntos, não há equilíbrio na relação. E é injusto.

Em todo relacionamento é preciso que haja contrabalanceamento.
Cada um se esforça um pouco, põe o orgulho e as idéias fixas do lado e ambos encontram um meio de continuar no mesmo caminho.
Somos humanos e podemos ser flexíveis se nosso coração nos pede.
Isso não nos diminui, mas pelo contrário, nos engrandece.

Que ninguém nos molde!
Que não sejamos também marionetes!
Mas que tenhamos amor suficiente no coração para reconhecermos sozinhos os pontos aos quais podemos ceder para a felicidade da pessoa que convive conosco.
Se ambos tiverem a riqueza de espírito de pensar assim, a caminhada juntos será longa, eternamente longa...

Letícia Thompson

Cuidado para não ser igual


Fomos educados a seguir determinados padrões para sermos aceitos na sociedade. Fomos comparados aos nossos irmãos, vizinhos e colegas que, supostamente, serviam de exemplo de comportamento. Fomos ensinados nas escolas a seguir padrões de raciocínio, formas de absorver as informações, sem questionarmos nada.

O problema maior não é somente termos experienciado situações mencionadas acima. A grande frustração do ser humano vem justamente da aceitação de que temos que ser iguais para sermos felizes ou aceitos.

Estamos o tempo todo nos comparando a exemplos de sucesso como se a receita estivesse sempre fora de nós. Agora, se estou preocupado em ser o que o outro é, como serei o que sou? Por isso tantas pessoas não conseguem escolher nem o que vão comer em um restaurante, quanto mais o que querem aprender e desenvolver nesta nossa experiência maravilhosa que é a de viver neste planeta.

Falta coragem às pessoas de serem o que elas são. Passam a vida inteira se violentando em tarefas diárias, com pessoas que não te agradam e situações que não alimentam.

A falta de autoconhecimento leva a problemas tão atuais hoje em dia como a síndrome do pânico, depressão, desanimo, apatia etc..

Você não precisa lutar para ser diferente, você já e!

Chega de lutar para ser igual. A vida é uma experiência única e está em suas mãos fazer dela um aprendizado alegre ou um simples contar dos dias.

Simone Arrojo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Aprendi


Não quero viver o cotidiano impossível.
Sou um caminhante distraído

Na volta da vida
O mundo desperta, acorda, soluça.
O meu sonho é minha alma.

Por isso durmo cedo com os inocentes;
As árvores, os passarinhos, e as crianças.

E acordo com o sol
Que aprendeu com a lua
A importância de acender a noite.

Aprendi! 

Paulo Lima

Máscara: uma metáfora


É impossível usar máscara indefinidamente.
Ela pesa, cansa e, com o uso continuado, pesa e cansa cada vez mais, tornando-se intolerável. 
Então, de tempos em tempos é preciso retirá-la. 
Aí a horrenda face da realidade é escancarada, despida de fantasias ideológicas de quaisquer tipos, de faz-de-conta, de declarações de boas intenções doutrinárias. 
A máscara engana por longos períodos, mas não consegue perpetuar-se porque há interesses que exigem a interrupção da comédia, um intervalo entre as pantomimas. 
E é nesses intervalos que o homem, retirados os disfarces, exerce a plenitude de sua verdadeira natureza.

Pelleberto Rogrino

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Escutatória


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios.

Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.

Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”.

Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Rubem Alves

Nossos adoráveis defeitos


Sempre ria de uma amiga que, ao suspirar por um pretendente, listava apaixonadamente os defeitos dele. Não entendia como alguém poderia fazer uma idealização “ao avesso” de outra pessoa.
Gostar das pessoas sempre me levava a admirá-las e vice-versa.
Admiração é um sentimento de prazer, de respeito, experimentado diante daquilo que é belo e bom.
Como associar beleza e bondade aos predicados negativos de uma pessoa?

Quando pensamos em alguém para nós, imediatamente nos vemos idealizar um alguém, imaginar aquelas características que são atraentes aos nossos olhos, sejam elas físicas, de caráter, personalidade… 
Idealizar é dar um caráter, uma perfeição ideal a uma pessoa ou a uma coisa.
Idealizar é criar um ser perfeito, sem falhas, em outras palavras, inexistente!

É obvio que sempre buscaremos o melhor para nós e isso é perfeitamente natural, mas não implica que esse alguém seja perfeito, infalível…
Todas as pessoas são cheias de virtudes e vícios e não ignorar isso, antes, pelo contrário, apreciar a combinação particular da combinação de ambos é fazer um exercício de maturidade e, por que não dizer, misericórdia para com o outro e conosco também.
Nesse caso, o outro em questão pode ser nosso pais, amigos, colegas.
Não temos dificuldades em aceitar os outros quando no aceitamos verdadeiramente.

Que a Oração de São Francisco seja nossa também “Ó Mestre fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado…

(do blog Menina dos olhos de Deus)

domingo, 8 de julho de 2012

O poder das Palavras

Palavras...
Palavras ditas....
Palavras não ditas...
Palavras mal ditas....
Uma palavra pode acabar com a guerra;
Uma palavra pode unir irmãos;
Uma palavra pode tirar o teu amigo do fundo do poço;
Uma palavra pode acabar com um amor;
Uma palavra pode destruir tua imagem;
Uma palavra pode e pode muito!
O pensamento é teu, somente teu e terá sempre controle sobre ele;
Mas quando o transforma em palavras, deixa de ser o dono e corre o risco de se tornar escravo.
Quando tiver um pensamento ruim, não o divida com ninguém.
Só transforme em palavras os teus melhores...

(desconheço o autor)



Às vezes fico me perguntando... por que gosto tanto de palavras?...
Faladas... escritas... cantadas... só sei que gosto... como também gosto dos meus silêncios...
Não sei responder com muita clareza... não sei realmente como explicar... só sei gostar...
Quando leio ou escrevo... consigo desacelerar minha ansiedade... e as palavras me libertam...
Palavras... que me levam para um mundo melhor... um mundo só meu... um mundo que posso viver os sonhos....
Será isso egoísmo... criar um mundo só meu?...
Palavras... me motivam a ser livre... a ser do jeitinho que sou...
Sinto... que posso fazer o que quiser... quando quiser... quando viajo nas palavras...
Com as minhas palavras crio meus mundos de fantasias... posso vivê-los... mas também posso destruí-los... com a mesma facilidade... se não forem muito bons...
Sim... ia esquecendo...
Com minhas letrinhas... mando meus recadinhos... e tenho o vento do mar... como meu fiel mensageiro...
Uma das coisas que mais gosto quando escrevo... é a sensação diferente de alimentar minha alma... e ser muito mais feliz...
Muito bom pensar e deixar gravados os pensamentos... mas ao mesmo tempo... vem um prazer egoísta e sádico... de me sentir superior...
Sei também que as palavras... podem fugir ao meu controle... e tenho que ter cuidados...
As palavras faladas... podem tomar dimensões desagradáveis... se eu não souber usá-las...
Já com as palavras escritas... fica mais fácil... se eu errar... posso voltar atrás... e consertar...
É aí que está o prazer de escrever... fazer e refazer... e nunca acabar...........

(Tina)

sábado, 7 de julho de 2012

EU CREIO


Creio em mim mesmo.
Creio nos que trabalham comigo,
creio nos meus amigos e creio na minha família.

Creio que Deus me emprestará
tudo que necessito para triunfar,
contanto que eu me esforce para alcançar
com meios lícitos e honestos.

Creio nas orações e nunca fecharei
meus olhos para dormir,
sem pedir antes a devida orientação
a fim de ser paciente com os outros
e tolerante com os que
não acreditam no que eu acredito.

Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente,
que não depende da sorte, da magia,
de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.

Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.
Serei cauteloso quando tratar os outros,
como quero que eles sejam comigo.
Não caluniarei aqueles que não gosto.

Não diminuirei meu trabalho por ver
que os outros o fazem.
Prestarei o melhor serviço de que sou capaz,
porque jurei a mim mesmo triunfar na vida,
e sei que o triunfo é sempre resultado
do esforço consciente e eficaz.

Finalmente, perdoarei os que me ofendem,
porque compreendo que às vezes
ofendo os outros e necessito de perdão.

GANDHI

O VÍCIO DE FALAR MAL DOS OUTROS


É incrível!! Ninguém mais agüenta gente que fala mal dos outros o tempo todo. 
Gente que parece não ter outro assunto a não ser falar das outras pessoas. Será que essa gente não percebe o que todos estão enxergando? 
Falar mal do chefe, do patrão, do subordinado, do colega, do vizinho, do concorrente, do fornecedor, acaba sendo um vício que precisa ser combatido por aqueles que fizeram do falar mal seu verdadeiro "emprego" .

Você já foi no lugar do cafezinho? O que estão falando? Mal dos outros!

Você já viu o que conversam na hora do almoço? Mal dos outros! e quando chegam em casa essas pessoas falam o que? Mal dos outros!

Se você também adquiriu esse "vício", acabe com ele!

Uma pessoa que fala mal dos outros perde a própria credibilidade.

Outro dia recebi uma pessoa com excelente currículo que queria um emprego. Eu estava disposto a empregá-lo. Na entrevista ele começou a falar mal de todos os seus ex-patrões, de seus ex-colegas, da empresa em que trabalhou.... Imediatamente desisti de contratá-lo.

Contando esse caso para outras pessoas que estão empregando novos funcionários, todos disseram ter a mesma reação.

Ninguém tem coragem de contratar um falastrão, a verdade é essa.

Nesta semana, gostaria que você fizesse um exame de consciência e visse se você também não é tipo "viciado" em falar mal dos outros.

Lembre-se que pessoas de sucesso não precisam falar mal de ninguém para vencer.

Uma pessoa segura de si própria, quando não pode falar bem de alguém, não fala mal.

Pense nisso...

Desconheço a autoria

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O jardim da nossa alma


Ele não podia deixar escapar esta oportunidade. Finalmente tinha encontrado o que procurara com tanto empenho. O preço era fantástico e a casa estava em boas condições.
O jardim abandonado o fez sonhar com um trabalho que muito o repousava.

Tinha aprendido, desde pequeno, que cuidar das plantas era o mesmo que descansar. Sempre desejara viver numa casa com jardim, por muito pequeno que ele fosse e logo que pode, começou a trabalhar.
Transformou aquele monte de mato, de pedras e de espinhos num pequeno “oásis”.
Que gosto lhe deu esse trabalho! É verdade que tinha demorado o seu tempo.
Mas também é verdade que tudo o que vale a pena nesta vida só se consegue com uma generosa dedicação de esforço e de tempo.

Certo dia, enquanto trabalhava na manutenção do seu jardim, passou pela rua uma senhora. Parou e pôs-se a olhar atentamente para as diversas plantas.
Enquanto olhava, saiu-lhe um comentário como um suspiro: «Que maravilha! Que coisas tão bonitas faz Deus!».
Ao ouvir isto, o “jardineiro” não conteve uma observação que, naquele momento, lhe pareceu muito oportuna: «A senhora devia ter visto o aspecto do jardim quando era Ele quem cuidava disto sozinho».

É verdade que Deus faz coisas maravilhosas na nossa vida. Mas também é verdade que Ele conta com a nossa colaboração.
Ele deseja que o jardim da nossa alma esteja sempre belo e limpo, e dá-nos todas as ajudas necessárias para que isso seja possível.
Mas se nós não colaborarmos, respeita a nossa decisão.
Se fizesse o contrário, passaria por cima de um dom que foi Ele próprio quem nos deu: a liberdade.

Por isso, se o jardim da nossa alma está sujo e desleixado, não podemos dizer que a culpa é de Deus.
Nem podemos dizer que, ao contrário das outras pessoas, nós não temos jeito para cuidar dele.
Nos dias de hoje, existe um paradoxo muito grande em relação ao modo como se entende a liberdade.

Por um lado, exalta-se este dom como se fosse algo absoluto e sem limites.
Algo que permite ao homem fazer tudo aquilo que lhe apetece sem que ninguém o possa limitar.
Por outro lado, custa a muitas pessoas aceitar a verdade evidente de que, porque somos livres, somos também responsáveis.

Somos donos do nosso destino, tanto para o bem como para o mal.
É verdade que a liberdade não é absoluta e está condicionada por muitos fatores.
Mas também é verdade que ela continua a ser uma liberdade real.

Por isso, negar a existência de dois destinos eternos diferentes – em nome da Bondade infinita de Deus – é, na prática, negar a existência da liberdade.
É verdade que Deus quer que todos os homens se salvem – mas Deus criou o homem livre e responsável.
Portanto, é o próprio homem quem, com plena autonomia, se exclui voluntariamente da salvação de Deus.
Se persistir assim até ao fim, Deus respeitará a sua decisão.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Mesmo que...


Mesmo que...
Muitos prefiram lamentar o passado, eu prefiro viver intensamente o presente.
Muitos prefiram provocar tempestades, eu prefiro o discernimento na sabedoria.
Muitos prefiram falar mal dos outros, eu prefiro a coerência comigo mesmo.
Muitos prefiram a solidão, eu prefiro olhar nos olhos de todos os que me rodeiam.

Mesmo que...
Muitos escolham a raiva, eu prefiro a tolerância.
Muitos alimentem rancores, eu prefiro um olhar prospectivo.
Muitos vivam na nostalgia, eu prefiro o sonho.
Muitos considerem o outro como ameaça, eu prefiro estender a mão.

Mesmo que...
Muitos prefiram o medo, eu abraço a coragem.
Muitos se percam nos egoísmos, eu busco superar-me.
Muitos desanimem facilmente, eu prefiro aprender com as quedas.
Muitos desacreditem no amor, eu prefiro proclamá-lo aos quatro ventos.

Pois a vida me ensinou...
A passar do choro à humildade,
do perdão à verdade,
da solidão à singularidade,
do compromisso ao sentido da vida.

Na dinâmica da vida, aprendi...
A sair do meu mundo fechado para a alegria de viver.
A cuidar da semente para abrigar-me no aconchego da árvore.
A cultivar plantas e a inebriar-me no perfume das flores.
A olhar para o alto e deixar iluminar os passos na terra.

Sim, ao olhar para o milagre do viver, aprendemos que...
Quem semeia bom humor encontra esperança.
Quem planta justiça colhe paz.
Quem semeia verdade encontra confiança.
Quem semeia amor encontra gratidão.

MAYER, Canísio   

EU...


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
 

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou! 

FLORBELA  ESPANCA

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O chamado


Escrevi esse texto há muitos anos, foi publicado no livro "Parto de Mim".
Na época em que foi escrito, eu ainda não havia entendido direito esse chamado. Agora, sei do que se trata. Sabê-lo, acolhê-lo, faz grande diferença na minha vida.
Desejo que cada pessoa possa ouvir e realizar o seu.


Quero encontrar algo nesse mundo que me traga, a cada noite, a dádiva de um cansaço bom. Que me permita olhar para as horas vividas com uma clara convicção de que valeu a pena vivê-las. Que me conduza ao sono sereno que nasce depois dos desafios que o coração compra. Que me convide a desejar um novo dia, certa de que haverá um motivo para o qual levantar. E por sabê-lo, por lembrá-lo, eu possa experimentar a paz de adormecer sorrindo.

Quero encontrar algo nesse mundo que seja minha reza, meu lugar sagrado. Meu acorde mais harmonioso. Meu compromisso e minha liberdade. A âncora que me ligue à terra. A ponte que me leve ao céu. Algo que me encante e me entusiasme. Que me acalente e me acorde. Que me comova e me encoraje. Que me faça colocar os pés na vida, enamorada e entregue. Uma fonte de contentamento que independa de qualquer condição externa para me alimentar.

Quero encontrar algo nesse mundo que seja a expressão mais fluida do meu amor. Que esteja sintonizado com os propósitos da minha alma para a jornada que realizo. Que me ajude a dançar mais gostoso com a vida. Que seja capaz de devolver lume aos meus olhos, quando tudo me parecer opaco. Um tesouro que, de verdade, me enriqueça.

Quero encontrar algo nesse mundo que faça eu me sentir útil na minha passagem por aqui. Que me incentive a continuar no meu caminho quando as circunstâncias tentarem me convencer a desistir dele. Que me ajude a fazer contato com o meu sol toda vez que chover muito forte e eu sentir medo. Que seja uma certeza quando os ventos marotos tirarem tudo do lugar.

Quero encontrar essa preciosidade, da qual eu sinto uma imensa saudade, como se estivesse na minha vida desde sempre. Quero tatuá-la nos meus dias. Quero que suas digitais estejam presentes naquilo que eu puder oferecer de melhor ao mundo. Algo que fique, quando eu passar. Algo que me traga, a cada noite, a dádiva, de um cansaço bom.

Ana Jácomo