terça-feira, 6 de maio de 2014

A caixinha



Certa vez, um granjeiro, incomodado com a baixa produtividade de sua granja resolveu procurar um sábio, para que o ajudasse com seu problema.
Chegando à moradia do sábio, contou seu problema. O sábio, então, escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma pequena caixa. Depois a fechou e a lacrou com cera quente. Feito isto, entregou a caixinha ao granjeiro, dizendo:
- Leve esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano, mas nunca a abra.

Na manhã seguinte, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado da limpeza dormindo quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Mais à frente, dois empregados jogavam baralho, e também levaram um puxão de orelha.
À tarde, quando foi aos criadouros, encontrou os frangos sem ração suficiente.
À noite, indo à cozinha, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros.
A partir daí, todos os dias, ao percorrer sua granja, de um lado para outro, carregando a caixinha, ele encontrava coisas que precisavam ser corrigidas.

Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse:
- Deixe esta caixa comigo por mais um ano? Minha granja melhorou o rendimento desde que estou com esse amuleto.
O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:
- Podes ter este amuleto pelo resto de sua vida.

No papel havia escrito a seguinte frase:

“SE QUERES QUE AS COISAS MELHOREM, DEVES ACOMPANHÁ-LAS CONSTANTEMENTE”.

Compartilhei esta conhecida história para refletirmos sobre a importância da constância e do comprometimento...

Carlos Hilsdorf
PÁGINA OFICIAL: Carlos Hilsdorf

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mãe


“Mãe é tudo igual” é a máxima que, vira e mexe, aparece nas conversas, quando, frequentemente falamos delas. Eu sempre preferi a outra frase não menos clichê: “mãe é mãe”. Assim, sem negociação. Mãe é mãe. E isso é a mais pura e óbvia verdade. Elas não são todas iguais, apesar de compartilharem desse amor só comum a elas.
Mães são diferentes. 
Existe aquela que é “melhor amiga da filha”, outra se mantém a vida toda mais reservada, no lugar de mãe. Mães boas de cuidar de criança, outras melhores quando os filhos são adultos. 
Mãe não é tudo igual e sabemos: não tem certo ou errado. 
Mãe é mãe. E quando a coisa aperta, não tem jeito, tem situações que só mãe resolve. Não há amiga, namorado, pai, irmão, padre ou guru que tenha as palavras dela.

Cada mãe tem a sua sabedoria. Cabe a nós, filhas, saber desfrutá-la da melhor maneira. Porque mãe é mãe, na hora que ela percebe detalhes que a gente deixa passar. Desde esquecer o pijama para levar na viagem do colégio, até o sexto sentido para te avisar que uma certa amiga, bem, não é sua amiga de verdade e que vai passar a perna em você. 
Mãe é mãe quando percebe nossas loucuras, os exageros, os dramas. Uma menina fazendo birrinha. Lembro de ver minha mãe e minha avó passeando juntas e achar engraçado ela fazer coisas que só filha faz com mãe. 
Pedir cuidado ao mesmo tempo que cuida. Talvez essa seja uma das trocas mais especiais entre mãe e filha. Essa cumplicidade que só vai se repetir quando nós formos mães.

Mãe é mãe nos pequenos cuidados. Compra um docinho para você na tpm, te chama para assistir um filminho na TV, quando você está doente e chatinha, dá uma ajuda quando você está dura no fim do mês. 
E mãe é mãe também nos mimos: quando acha que você tem razão em todas as suas brigas com outras pessoas – que não ela, é claro – quando diz que você está linda mesmo você se sentindo um lixo. 
Mãe é mãe e liga. Sim, ela telefona em várias horas erradas: às vezes, no meio da sua reunião de trabalho, ou na academia. 
Ela liga para saber do tempo da praia, para papear, fofocar do vizinho da frente, saber se você está bem, se já fez as pazes com seu irmão, se está precisando de lençóis novos. 
E mãe é mãe nas duras, como deveria ser. Na hora que tem que te ensinar a ser forte, a ser mulher, a correr atrás do seu. Ela dá chacoalhão quando você está dramatizando seus problemas, manda aquele “eu te avisei” em situações que você não ouviu ela, enche o saco, critica algumas escolhas. E já sabemos: muito provavelmente ficaremos iguaizinhas a elas. 
Quem nunca se viu repetindo uma atitude da mãe que se prometeu que jamais faria ? Mãe é amor.

Então, mãe não é tudo igual, mas mãe é mãe e, se eu pudesse, faria como o sábio poeta Drummond que disse: “Fosse eu Rei do Mundo/ baixava uma lei: Mãe não morre nunca/ mãe ficará sempre junto do seu filho/ e ele, velho, embora/ será pequenino/ feito grão de milho”.


Marilia Neustein - http://blogs.estadao.com.br/

domingo, 13 de abril de 2014

O amor precisa ser paciente


Que me perdoem, mas a palavra "amor" é usada com tanto abuso quanto uma vaca que pacientemente se deixa ordenhar até o leite secar.Tem sido explorada além dos limites.

Há muitos outros termos deixados de lado que fogem ao clichê: benevolência, bondade, generosidade, consideração, perseverança, fidelidade ou prontidão para o sacrifício.

Quando dizemos "amar ao próximo", poderíamos, neste caso considerar amar uma coerção. Gostar significa mais do que amar.

Pode-se amar sem gostar.

Precisamos gostar de uma forma tal que possamos também amar.

De todos os tipos de amor, o mais difícil é o amor por aqueles que estão mais próximos de nós.

Como amar os entes queridos?

O amor requer a sabedoria da vida. Precisamos, por exemplo, saber qual é o melhor momento de buscar atenção. Ninguém deve reclamar com o marido que o condomínio subiu assim que ele chega do trabalho depois de discutir com o chefe.

Da mesma forma, não devemos repreender uma criança que chega da escola com a nota baixa e, de raiva, bate a porta com força. precisamos aprender a esperar, descobrir o motivo da irritação e só então lembrar a ela que as portas foram feitas para para serem abertas e fechadas, e não para descarregarmos nela a nossa cólera.

Devemos nos controlar para não responder à raiva com mais raiva.

Por que essas situações acontecem? Porque as pessoas respondem ao ódio com ódio, à agressão com agressão, à cólera com cólera...

A ternura no amor também precisa ser sensata.
Não convém usar apelidos carinhosos em excesso, nem tratar o ser amado como criança: "Amoreco, você não quer provar um pedacinho pequetitinho disso aqui, meu fofinho(a)?
Como alguém já disse: "Essa pieguice toda me deixa enjoado".

Será que percebemos que deveríamos ser gratos às pessoas que amamos?

Elas nos ajudam a amadurecer e nos ensinam a ser tolerantes, a conhecer os outros e a nós próprios.

Com frequência, gostamos tanto de nós mesmos que ansiamos pela companhia de seres igualmente adoráveis.

No entanto, as pessoas que amamos muitas vezes são diferentes de nós e temos de amá-las apesar dessas diferenças.

Curamos a vaidade dizendo "obrigado".

Agradecer nos ensina a reparar em quem amamos porque, quando agradecemos, esquecemos um pouco de nós mesmos e prestamos atenção na pessoa que havia reparado em nós.

É possível nos aproximar ou nos afastar de quem amamos.

Podemos tentar nos aproximar, agradecendo fatos banais como, por exemplo, não terem incomodado nosso sono gritando, chorando, pregando um quadro na parede ou aprendendo uma língua estrangeira em voz alta.

Mais do que tudo, o amor precisa ser paciente para sobreviver.

Pe. Jan Twardowski

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Meu primeiro caderno


Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno.
Eu me recordo do meu.
Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que
as experiência dos erros.
Ela é tão importante quanto a experiência dos acertos.
Porque vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam
para as nossas vitórias e conquistas futuras.
Porque não há aprendizado na vida que não passe pela
as experiências dos erros.
O caderno é uma metáfora da vida, quando os erros eram demais.
Eu me recordo que a nossa professora nos sugeria que a gente
virasse a página, era um jeito interessante de descobrir a graça
que há nos recomeços.
Ao virar a página os erros cometidos deixavam de nos incomodar
e a partir deles, a gente seguia um pouco mais crescidos.
Erros podem ser fontes de virtudes.
Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar a serviço do
aprendizado, ele não tem que ser fonte de culpas, de vergonha.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande, sem que
seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida.
Uma coisa é a gente se sentir culpado, culpas nos paralisam,
arrependimentos não, eles nos lançam para frente e nos
ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno, Ele nos permite os erros para que
a gente aprenda a fazer o jeito certo.
Você tem errado muito?
Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem
o nome de "Hoje"!
Recorde-se das lições do seu primeiro caderno.
Quando os erros são demais, vire a página !!


Pe. Fábio de Melo

segunda-feira, 24 de março de 2014

Costurar o tempo


A gente podia poder costurar o tempo,
bordando em cima dos erros para que eles sumissem.

Costurar as pessoas que gostamos pertinho.

Costurar os domingos, um mais perto do outro.

Costurar o amor verdadeiro no peito de quem a gente ama.

Costurar a verdade na boca dos seres.

Costurar a saudade no fundo de um baú para que ela de lá não fuja.

Costurar a auto- estima bem alto, pra que nunca ela caia.

Costurar o perdão na alma e a bondade na mão.

Costurar o bem no bem e o bem sobre o mal.

Costurar a saúde na enfermidade e 
a felicidade em todo lugar 
e ir costurando a vida... 

Um pouquinho de esperança em cada dia
e muita coragem em cada ser humano.

Janaína Cavallin

domingo, 23 de março de 2014

Irradiar otimismo


Provavelmente, é um relato inventado. 
Há uns anos atrás, andou a circular pelo ciberespaço. Confortou umas pessoas, encheu outras de esperança, animou alguns ― coisa que sempre se agradece! 

O conteúdo da história era mais ou menos o seguinte: «Sempre estava de bom humor e as suas palavras eram positivas e animadoras. Motivava aqueles que tínhamos a sorte de estar ao seu lado. Irradiava optimismo e, por isso, era muito agradável trabalhar com ele. Se alguém tinha alguma dificuldade, animava aquele que a padecia a ver o lado positivo da situação.

«Certo dia, sem meia tinta, perguntei-lhe abruptamente: “Como é possível que estejas sempre optimista? Como consegues ver a realidade constantemente de um modo tão positivo? Onde vais buscar essa alegria que irradias à tua volta?”. 
A sua resposta ― que me ficou gravada na memória ― ainda hoje tem influência no meu modo de encarar a vida: “Todos os dias, quando me levanto de manhã, digo a mim próprio que tenho duas opções para esse dia: deixar-me levar pelo mau humor ou, pelo contrário, esforçar-me por estar de bom humor. 
Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção”.

«Quando me acontece algo de mal durante o dia, digo a mim próprio que tenho duas opções: escolher o papel de vítima ou, pelo contrário, esforçar-me por aprender alguma coisa com aquilo que me aconteceu. Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção. 
Quando ouço alguém a queixar-se da vida, digo a mim próprio que tenho duas opções: associar-me às suas lamentações ou, pelo contrário, esforçar-me por ver o lado positivo de cada situação. 
Como sou livre, escolho conscientemente a segunda opção.

«Mas isso não é tão fácil assim ― respondi-lhe. “Também não é tão difícil como parece” ― foi a sua contestação imediata. E continuou: A vida é uma escolha constante. As atitudes que tomamos diante dela também o são. É uma decisão de cada um de nós escolher como viver a nossa vida. 
E também é uma decisão de cada um de nós escolher a atitude que vamos ter diante daquilo que nos acontece na nossa vida. 
Como somos livres, temos de escolher conscientemente a melhor opção».

É verdade que esta história é demasiadamente fantasiosa. No entanto, é um relato que nos faz pensar em que a nossa vida é, de algum modo, uma escolha constante. 
Um cristão é chamado por Deus a irradiar um verdadeiro otimismo à sua volta. Um otimismo que procede da fé ― não de uma simples escolha livre da melhor opção.

Não façamos tragédias por tudo e por nada! 
A vida não é tão má como, às vezes, gostamos de a pintar! 
Se há coisas que não nos correm bem, também há outras que são maravilhosas e que nem nos damos conta disso. 
Ao olhar para o mundo que nos rodeia, não nos esqueçamos dessa bondade natural que possui por ter sido criado por Deus. 
Se a aceitarmos, desaparecerão muitos desânimos no nosso viver quotidiano, mesmo no meio das dificuldades. 
E as pessoas à nossa volta nos agradecerão por serem contagiados por essa alegria de viver.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A felicidade depende de mim!

Texto lido pelo Padre Fábio no Programa Direção Espiritual


Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: - Seu marido a faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade? 
Neste momento, o marido levantou o pescoço, demonstrando total segurança da resposta que a esposa iria dar. 
Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.


Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'Não', daqueles bem redondos e bem resolvidos. 
- Não, o meu marido não me faz feliz! 
(Neste momento o marido já procurava a porta de saída de emergência mais próxima).

- Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz. E continuou: O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. 
Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. 
Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e também mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz! Se Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai...

Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.

Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa de me fazer feliz, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. 
A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos'.

Nunca deixe nas mãos de outros uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua própria felicidade.

Seja feliz, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não o ame ou não lhe dê o valor que você merece.

Peça a Deus que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

sábado, 22 de março de 2014

Coloque amor em tudo que faz...

“Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega um dom de ser capaz, e ser feliz”


Coloque amor em tudo que faz... deixe transparecer essa intenção e lhe garanto, tudo vai caminhar bem. Quanto lucraríamos se o amor tivesse caminhado à frente das nossas ações?
Quantas tristezas teríamos evitado se fosse o amor o guia dos nossos caminhos? 
Quantos caminhos teríamos aberto se nossos corações desbravadores amassem mais? 

Na verdade, esses e tantos outros questionamentos poderiam ser feitos durante toda a vida, e mesmo assim não esgotaríamos as possibilidades de questionar.

Pretendo falar de amor, como quem fala de sobrevivência. Quero ressaltar o quanto nos falta inteligência e atitude para assumir o amor como a única saída.

Hoje me peguei pensando no quanto a minha família é importante em minha vida, "família que á amor", e acabei também constatando o quanto eu poderia ser melhor para ela. 
Numa fração de segundos, pensei nas muitas tragédias que estamos vivendo em nosso dia-a-dia, na dor de cada mãe que tem o seu Filho Santo, estraçalhado pela miséria do mundo, "retrato de desamor ". 
Nesse momento senti um grande arrepio, e por um segundo calei a minha alma. Logo voltei à realidade e percebi que o tempo não para.

Tudo que temos, tudo que somos, e tudo que seremos, depende de nossas decisões. Assim, quero alertar para o risco que estamos nos condenando a correr, quero dividir uma culpa que é exclusivamente nossa, e uma responsabilidade da qual não dá para fugir. 
Como educador, quero fazer um diagnóstico frio do mal que estamos cometendo, levando à condenação pessoas que sequer nasceram... ou mutilando as que nasceram puras, perfeitas. 

Quando negamos o direito à igualdade e o respeito a todas e a todos, ou negamos o direito à vida, não é difícil diagnosticar a falta de amor, "estamos negando amor", e quando insistimos em agir de forma pouco fraterna, não nos permitindo inclusive a possibilidade de arrependimento e mudança, estamos "burramente" insistindo no erro. 

O pior é que é tão simples... e infelizmente não conseguimos aprender a amar e a conviver.

Carregamos a herança do mundo capitalista, onde o poder justifica as ações, e deixamos com isso, valores tão preciosos como a EDUCAÇÃO. 
Não falo da educação dos doutores, dos cientistas e dos Poderosos, que olham a vida do alto, e não conseguem enxergar que embaixo tem gente. 
Falo da Educação que agrega, que soma e não empobrece, que olha o filho como um filho seu e que ensina a amar.

Quero lembrar que colhemos o que plantamos, e que a guerra e a fome não foram deixadas por Deus. 
Por isso amigos, vamos pensar na nova colheita e iniciar o preparo das mudas! 
Vamos semear EDUCAÇÃO em todos os campos, e teremos a certeza de um mundo melhor!

Um abraço grande, e um desejo incontrolável de modificar o mundo através da Educação.
Quem ama educa!

“Eu tenho medo da graça que passa sem que eu perceba.”

Robson Pereira, do site jornalmileniovip.com.br

terça-feira, 18 de março de 2014

Onde estão as mulheres?


Onde estão as mulheres inspiradoras de nossa história e de nossa literatura?

Cadê a fidelidade da Penélope de Homero? A paixão da Marília de Dirceu? O poder da Helena de Tróia e de Cleópatra do Egito? Por onde andará a força da Dalila de Sansão ou da Maria Bonita de Lampião? Onde estão as mulheres?

Por onde andarão as musas inspiradoras de nossas músicas?

A Amélia de Mário Lago, a Rita de Chico Buarque, a Madalena do Ivan Lins, a Lady Laura do Roberto, a gatinha manhosa do Tremendão, a Marina de Caymmi, a Luiza do Tom Jobim, a garota de Ipanema do Vinicius, a Michelle dos Beatles, a Rosa do Gonzagão?

É. Músicas enaltecendo grandes mulheres viraram coisas do passado, peças de museu. Mais do que triste isso é preocupante; temo que, mais do que talento, faltem musas na atualidade para inspirarem nossos artistas.

E , novamente pergunto. Onde estão as mulheres?

Não acredito, mas não acredito mesmo que; depois que há alguns anos o Cumpade Washington do Grupo É O Tchan decretou: ORDINÁRIA! Tudo na música moderna, sobretudo a sertaneja e o medonho funk, “homenageiam” a mulher com inspirados adjetivos como: safada, cachorra, vagabunda e por ai vai.

Novamente pergunto, serão estas as mulheres da atualidade? As musas inspiradoras de nossa arte? Não, com certeza não são.

Quero minhas mulheres de volta, quero expressões artísticas que as representem de volta; porque se elas continuarem a ser representadas e apresentadas como cachorras, ordinárias, vagabundas muitos acreditarão que elas assim o são.

Onde estão vocês mulheres? Apareçam e, por favor, coloquem-se no lugar que vocês merecem, dentro de uma bela poesia, dentro de uma linda canção.


Paulo Rubens Gimenes, publicitário e ex-conselheiro do Comércio da Franca

segunda-feira, 17 de março de 2014

Conselhos para uma menina de dez anos (e para mim)


Filha,

você está com 10 anos agora. Que idade bonita. Não é nem muito criança nem grande demais para se fechar em si mesma. Os mistérios do mundo continuam aí, à sua frente, e você ainda é sensível a eles.

Continua no ar a magia das assombrações, a magia que não tocamos nem vemos, mas que se percebe ao nosso redor. Continua o medo do escuro, e você correndo para a minha cama antes que eu possa impedir. Tem ainda fresca a tela infinitamente colorida da imaginação, mas também já descobriu a pequenina e poderosa lâmpada da razão, sabe onde está a luz do livre pensar. Já sabe respirar fundo e atravessar a rua – a rua, filha, tão assustadora rua, que parecia infinita e intransponível ainda ontem, mas que logo você vai dominar. Dá os primeiros passos no teu próprio caminho.

Queria te dizer umas palavras, filha, e registrá-las aqui para que não possam nunca se perder. Guarde com você, de todas as formas. Mesmo quando brigarmos, quando amar e odiar tudo misturado ao mesmo tempo – a mim e ao mundo –, quando o horizonte se alargar até sangrar a vista e você chorar diante de tantas opções que não acabam nunca: tenha estas palavras perto de você.

***

Eu queria dizer o óbvio, filha, porque pouca gente enxerga ou diz o óbvio hoje em dia, e é importante lembrarmos das pequenas coisas. Eu queria que você cultivasse a vida inteira muito bom senso, inclusive para me contrariar. Isso resolverá mais da metade dos teus conflitos. Um pouco de bom senso (equilíbrio e capacidade de se colocar no lugar dos outros) antes de falar, agir, condenar, e você terá mais paz em tudo.

Pense que para tudo na vida existe um caminho do meio, e que no meio do caminho é normal a gente fraquejar. Mas nós seguimos, filha, porque é o certo a fazer – ainda que sigamos por outro caminho, porque não há problema em mudar de ideia ou de caminho. E em tudo o que fazemos nos doamos. Você não deve entrar em nenhum projeto sem se dedicar a ele. Jamais peça para assinar trabalhos dos outros na escola. Também não cole nas provas, não ceda.

As provas são quase sempre meio bobas, filha. As provas de matemática, português, todas elas. Eu quero que você tire dez em todas, é claro, mas sobretudo quero que você seja feliz, e que tire dez na vida. Os prêmios, filha, aqueles de bom comportamento, ou a opinião boba dos outros, elogios de quem mal te conhece, essas coisas não valem quase nada. Esteja em paz consigo, goste de quem você é, orgulhe-se de si, e não de coisas circunstanciais como uma nota ou um desenho ou o elogio de um estranho, e você vai ser bem mais feliz.

Todo o mundo o tempo inteiro vai tentar te seduzir para a mediocridade, como se houvesse uma grande seita de mediocridade no mundo. Agradeça e recuse. Procure ser grande, e não importa se está servindo mesas – há uns anos você me disse que queria ser garçonete, e brincava de me servir o café da manhã com carinho e presteza – ou se está pesquisando a cura do câncer. Seja grande no seu mundo, ainda que o seu mundo seja pequeno. Isso não tem importância.



Mas o que eu queria dizer mesmo é isto: o melhor da vida é a vida. Pode parecer uma bobagem, e perdoe a redundância. O melhor da vida é a vida, é tudo o que está vivo, Alice. Quando eu digo isso, digo que você não se aborreça nem encante com objetos. Nada do que não tem vida merece muita estima: nem roupas nem sapatos nem carros nem pianos nem a mobília que o cachorro arranhou nem as bonecas da Monster High. O mundo tem milhões de Draculauras. Elas estão todas reluzindo em suas caixinhas de plástico e papel. Mas a Draculaura é só um pedaço de plástico bonito, filha, e, a não ser que esses objetos nos remetam a pessoas e memórias especiais, eles são bobos.

O melhor da vida são os seres vivos, trate-os bem. Estou falando das suas amigas, da família, mas também dos cachorros e animaizinhos e das plantas, daquelas flores do jardim – brigamos quando você as amassou, lembra? Cuide de tudo o que tem vida. Você pode ter todas as bonecas do mundo e não curtir mais do que um sorvete comigo à tarde. Não tem nada melhor do que tomar sorvete contigo à tarde (e é por isso que quando amassaram o carro novo ou quando roubaram o antigo eu não me importei muito, nem quando o cachorro destruiu aqueles chinelos nem quando quebramos os copos; essas coisas não têm vida, e, mesmo que sejam caras, estão mortas. Ninguém deve chorar um relógio perdido).

Trate bem as pessoas. Se você puder ajudar alguém, ajude. Às vezes um gesto que não lhe custa muito pode mudar a vida de alguém. Eu passei muitas vezes por isso, indicando alunos para trabalhos, conversando com escritores iniciantes, ouvindo desabafos. São coisas que não me custaram muito – às vezes, menos de dois minutos. Mas, em alguns casos, fizeram muita diferença. Ajude, se puder.

Mas também não se sacrifique demais, isso não é bom.

Ponha-se em primeiro lugar, sempre, no sentido de procurar estar bem antes de fazer o bem. Alguns vão torcer o nariz e podem dizer que isso é egoísmo, mas não ligue. Lembra das instruções do avião? (Tenho tanto orgulho de você voando sozinha para me ver, vencendo o medo.) Eles dizem que, se caírem máscaras de oxigênio do teto, você deve pôr a sua antes de ajudar a pessoa ao seu lado. Eu quero que você seja assim na vida: quando faltar ar, cuide primeiro da sua reserva, e depois imediatamente faça tudo o que puder para ajudar as pessoas à volta. Sem o seu próprio ar você desmaia, filha, e não ajuda ninguém.

E lembre-se: seja gentil. O mundo não será gentil com você. Ele vai bater, atropelar, esmagar sem que você se dê conta (até que esteja caída). Você não precisa revidar à altura, não precisa quebrar a cara do mundo – até porque isso é impossível, ele é muito grande e disforme, e você é só uma garota. Mas você vai levantar, sempre. Você sempre vai levantar, não importa a altura do tombo, e vai seguir em frente sem confundir o buraco com o chão, a parede com o horizonte. Não ache que o mundo é horrível porque há tantos horrores nele. Não perca a perspectiva das coisas. Um dia é só um dia, e você terá uma vida longa pela frente. Aprenda com seus erros e siga adiante.

Não se preocupe, também, se não alcançar o pico da montanha. Não se cobre demais, não se exija demasiado. Não seja nem medíocre nem paranóica. Dê o seu melhor e vá descansar. É justo.

Nos intervalos, leia muito. Literatura, filha, romances desses em que vivo enfiado. Você nem imagina como isso fará diferença na sua vida. Não para passar numa prova, mas para encarar um namorado, um desafio, medo e dúvida, o mundo, o tudo.

Esqueça “certo” e “errado”. Não sinta culpa por mais de um dia. Viva com amor e alegria, seja justa e equilibrada (jamais “boazinha”). Não tome carona com pessoas embriagadas – teu tio quase morreu nessas – não use drogas, cuida do teu corpo e cabeça, não faça nada estúpido para se enturmar com pessoas estúpidas. (Lembre: bom senso.)

Não é só do alto da montanha que a vista é bonita. Desde o chão a gente pode achar flores – lembra como achamos pequenas flores, trevos de quatro folhas, gatos escondidos sob carros, cachorros vadios, pedras bonitas, perfumes e pássaros num simples passeio pela quadra?

A vista é bonita durante boa parte da caminhada. Se não for, transforme-a. Se não puder, apresse o passo. Chore, se for preciso, e não tenha vergonha disso. Só não fique parada. Cultive o seu jardim.

Seja otimista, porque no fim tudo dá certo, sempre. Se as coisas não parecem ainda certas é porque você ainda está no meio do caminho, e não no fim.

Seja otimista, mas não esqueça de cultivar o seu jardim.

Renato Essenfelder
http://blogs.estadao.com.br/renato-essenfelder

sábado, 15 de março de 2014

À procura de caminhos


Não posso afirmar se os tempos de hoje são piores do que os de antigamente. Sou saudosista. 
Não naquele sentido de que meus tempos de juventude eram melhores. Em vários sentidos até que eram. Meu saudosismo é de não tê-los vivido de maneira mais intensa e de ter perdido uma imensidade de oportunidades que se abriram diante de meus olhos. Afinal, os tempos de hoje são melhores ou piores? Lealmente, não sei. 

As relações humanas estão se deteriorando? Não sei. O que eu realmente sei é que não é fácil viver hoje, como era fácil viver antigamente. 
O homem é um complexo de instintos selvagens mal dominados, hoje mais sofisticados e aperfeiçoados. Passamos a viver abstratamente, esperando uma solução que nos caia de paraquedas. Um jogo de tênis, um jogando a bolinha para o outro.

Vivemos nos queixando da violência, do mal que nos pega pelo pescoço, da decadência moral. E saímos por aí sempre repetindo: “É preciso”. 
“É preciso”, por exemplo, melhorar a processo educacional. 
“É preciso” pôr um freio na violência. 
“É preciso” acabar com a droga. 
“É preciso” eleger homens honestos. 

Sempre “é preciso” fazer alguma coisa. Mas, sem pessimismo, na década em que vivemos o que foi feito de realmente válido? De realmente eficaz? 
Nossos ministros são todos escolhidos dentro de interesses políticos. Não têm capacidade específica para o cargo. 
O que fazem é apenas cumprir os conchavos. Assim, nesta crônica, vou caindo nas mesmas inutilidades que combato. 
“É preciso” fazer alguma coisa. Ficamos dando voltas e as coisas ficam sempre do mesmo jeito. 

Então vem a pergunta: “Sou eu que tenho a obrigação de salvar o mundo? É você?”. 

Minha conversão pessoal (que é imprescindível) depende de mim. Mas, há coisas que não dependem de mim nem de você. Pertencemos a uma comunidade política. 

Como não podemos dirigir a coisa pública, delegamos poderes a outros para que, com os recursos que lhes são proporcionados, procurem melhorar o ambiente. Então votamos. Ouvimos as promessas. Aparecem na telinha com a maior cara de pau. 
Eles juram que são honestos, gente boa. E, ingenuamente, enchemos a praça de “gente boa”, de Delúbios, de Josés Dirceus, de Renans Calheiros, de Cafeteiras, de Genoinos, de Jeffersons, de Lulas, de Sarneys, de Roses. 
Mais dois, dez, duzentos, milhares. Entra até uma distinta senhora, Ph.D em Sexologia, com uma linguagem chula que nos envergonha. 
Toda essa gente sem falar nas construtoras, nos desembargadores, nos jurisconsultos. 

Vem a polícia. Botam algemas, tiram retratos. 
E tudo fica do mesmo jeito. E saímos repetindo: “É preciso mudar”. 

Meu amigo, você tem a receita? Procure uma. “É preciso”... Caso contrário, “vai tudo pro brejo”.

Padre Prata (*) Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro

Quinhentos anos de espera


Cem Anos de Solidão é uma obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura em 1982.
Pode ser que esta crônica não tenha a ver com essa obra. Ou tem?
Pelo menos no título, com o número de anos aumentado exponencialmente.
Quanto ao conteúdo, este texto tem mais a ver com o emblemático brasileiro, de Chico Buarque, Pedro Pedreiro. 

Penseiro, esperando o trem, esperando, esperando, esperando o sol, esperando o ônibus, esperando o aumento que não vem. 
Esperando o futebol, esperando o carnaval, esperando a Copa do Mundo, esperando a sorte que não vem. Mas faz sua fezinha, toda semana, na megassena. 
Sempre esperando. E a mulher de Pedro Pedreiro está esperando mais um filho pra esperar também. Pedro Pedreiro, penseiro, tá esperando a morte, que esta é certa, talvez pensando na morte da bezerra, uma perda inestimável. 
Ou esperando o dia de voltar pro Norte. 

Esperando o dia de esperar ninguém, e de ninguém, 
de deixar de esperar do governo, de deixar de ser penseiro para ser pensante, mas falta escola, 
falta hospital, falta estrada, falta transporte. 
Esperando, enfim, nada mais além que a esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem. 
Que vem, que vem, que vem, que já vem.. mas vem superlotado. 

Gente demais. Governo de menos. Ou desgovernos?

Na verdade, Pedro não sabe mas talvez, no fundo, espere alguma coisa mais linda que o mundo, maior do que o mar. Mar que Pedro Pedreiro, se do litoral, conhece de sobejo, de montão, de sol escaldante, de estrada de areia à beira-mar. 
Se pescador, melhor, digo, pior ainda. Então, pra que sonhar se dá o desespero de esperar demais, se há 500 anos o brasileiro espera?

O brasileiro tá cansado de esperar, de esperar um milagre, milagre brasileiro que não acontece. 
Cansado de esperar em vão. 
Cansado de solidão. 
Cansado de ser tapeado, espoliado pela tributação e pela ruindade dos serviços públicos. 

Eh!... Mas há quem goste. E como!

Prof. Antônio de Oliveira

sexta-feira, 14 de março de 2014

Conselhos...



Tenha conduta honesta e personalidade íntegra.

Não se conduza por influências alheias, nem caia na doce tentação de se passar por alguém maior.

Seja fiel aos seus alicerces, aos seus princípios.

Tenha sinceridade no seu proceder.

Não finja nem dissimule um sentimento.

Dê aos olhos do seu interlocutor a arquitetura verdadeira da sua imagem. Expresse as palavras de forma que transpareça lisura no tom da sua voz.

Enfrente os obstáculos com a verdade, mesmo que não os transponha.

Não minta quando o momento é de verdade: a mentira não prospera e você cai em descrédito.

Caráter, respeito, boa conduta: requisitos que não devem ser corrompidos jamais. São sua riqueza.

E é essa riqueza interior que vai lhe permitir alcançar as maiores riquezas exteriores ...

Inácio Dantas

sábado, 8 de março de 2014

Sobre a criação da Mulher

Alguém escreveu esta bela página sobre a mulher:


“Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.

Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?"

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?"

“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos."

O anjo se maravilhou com os requisitos.

“Somente duas mãos....Impossível!

E este é somente o modelo Standard?

É muito trabalho para um só dia...

Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”

“Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração.

Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.”

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

“Porém a fizeste tão suave, Senhor!”

“É suave", disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens ideia do que pode aguentar ou conseguir.”

"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.

Deus respondeu:

“Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar".

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher....

"Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...

Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela".

“Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima“,
corrigiu-o o Senhor.

"Para que serve a lágrima?" perguntou o anjo.
E Deus disse:

“As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho."
Isto impressionou muito ao anjo

“És um gênio, Senhor.
Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa"

“Sim, ela é!
A mulher tem forças que maravilham os homens.
Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte.
Sorriem, quando querem gritar.
Cantam, quando querem chorar.
Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.
Lutam pelo que acreditam.
Enfrentam a injustiça.

Não aceitam "não" como resposta, quando
elas acreditam que haja uma solução melhor.
Se privam, para que sua família possa ter algo.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.

Choram quando seus filhos triunfam e se alegram
quando suas amizades conseguem prêmios.
São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.
Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.

Porém, há um defeito incorrigível na mulher:

“É que ela se esquece o quanto vale.”

Da página do Prof. Felipe Aquino 

quinta-feira, 6 de março de 2014

O mundo sem as mulheres


O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra que? O sujeito quer ficar famoso pra que? O indivíduo malha, faz exercícios pra que?

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira.
Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. 
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. 
Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. 
Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher".

É você, mulher, quem impulsiona o mundo. 
É você quem tem o poder, e não o homem. 
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. 
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. 
Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou? Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.


ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas tem de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora .
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- Como ficam lindas quando discutem.
11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
12- O brilho nos olhos quando sorriem.
13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.
14- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
18- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
21- O modo com que pedem perdão quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu.)
22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
23- As saudades que sentimos delas.
24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval


E tem quem pule o carnaval... que se vista em "fantasia"... dança e declara sua alegria... e seu amor... e toda sua "euforia".

... Mas tem quem se recolhe... e num cantinho qualquer a vida se torna "igual"... sem fantasias ou ilusões... mas com o coração enfeitado com "serpentinas"... com flores "alegóricas" pelo caminho, e pétalas no cabelo... e risos na alma.
Não importa de que forma você se defina... contanto que seu coração esteja em paz... e que ao finalizar este "ciclo", nada venha a te magoar... nem te deixar triste... porque é assim que entendo este momento, em que se "lança" muito mais que perfume... se lança sorrisos... e esperanças... e "confetes" de carinho... e que tudo termine em paz... e quando você "lembrar" destas "marchinhas", elas te tragam um brilho no olhar... e felicidades em sua alma.

Luandrade*

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Gentileza gera gentileza! E você, o que gera?


Quem conhece a história de José Datrino, que ficou conhecido como Profeta Gentileza, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, entre as décadas de 60 e 90, sabe que foi ele quem imortalizou essa assertiva - Gentileza gera Gentileza.

Tratei profundamente desse lindo tema no meu livro "O PODER DA GENTILEZA - O modo como você trata as pessoas determina quem você é". E depois de tantos estudos, descobri que a reação das pessoas nem sempre é tão linear ou óbvia quanto imaginamos ou gostaríamos.

De modo que podemos fazer algumas reflexões. Por um lado, pode mesmo ser que gentileza gere gentileza, assim como falta de gentileza tende a gerar falta de gentileza. Algo como "pago na mesma moeda". Entretanto, também pode acontecer da gentileza nem sempre gerar gentileza e a falta de gentileza nem sempre gerar a mesma reação no outro.

Isso significa que, diante de atitudes gentis, algumas pessoas ficam desconfiadas ou com medo de retribuir e se darem mal. Por isso, reagem negativamente. Algo como "quando a esmola é demais, o santo desconfia". Assim como diante da falta de gentileza, algumas pessoas fazem questão de reagir com gentileza só para mostrar que existem outros tipos de comportamento. Algo como "dar um tapa com luva de pelica".

Só por isso, já podemos concluir que pessoas são únicas e agem a partir de suas crenças. E crenças existem muitas. Desde as limitantes e que nos impedem de enxergar alternativas mais criativas diante de um gesto não gentil, até as edificantes, que nos destaca da mediocridade e nos torna pessoas mais alinhadas com o propósito de fazer dar certo.

A questão é: e você, o que tem gerado? Quais têm sido suas crenças? Aquelas do tipo "chumbo trocado não dói" ou "eu não levo desaforo pra casa"? Ou você tem sido daquelas pessoas raras, admiráveis, com quem a gente sente vontade de conversar, conviver, ser amigo ou até algo mais, de tão gostosas (no sentido amplo e profundo) que elas são?

E tem mais: muitas vezes, ser gentil com quem a gente vê uma vez ou outra pode ser bem mais fácil do que ser gentil com quem a gente mora, com quem a gente divide intimidades e até com quem a gente trabalha. Pessoas assim são aquelas consideradas "um doce" fora de casa e "um demônio" dentro, sabe?

É... dessas existem aos montes, infelizmente! E nem se dão conta de que estragam tudo, perdem o melhor de sua própria festa. Tomara que em algum momento antes de chegarem ao fim da vida, sejam privilegiadas com o amargo sabor do arrependimento por não estarem sendo mais coerentes com seu coração e menos preocupadas com uma máscara perfeita para exibir socialmente. E assim, possam recomeçar de um modo mais gentil!

Mas sabe o que é o pior de tudo? É quando confundimos gentileza com educação ou com romantismo. Gentileza, minha gente, não é nem educação e nem romantismo. Não se trata de dizer "bom dia", "com licença" ou "por favor". Nem se trata de mandar flores, preparar um jantar à luz de velas ou puxar a cadeira para uma dama se sentar. Tudo isso é lindo, ótimo e quanto mais você fizer, melhores serão seus relacionamentos, sem dúvida. Mas, ainda assim, não se trata de gentileza!

Gentileza é enxergar o outro de verdade. É escutar mais e falar menos. É ponderar no momento em que ele não concorda com você. É não revidar. É não disputar para ver quem fala mais alto. É conseguir "baixar a bola" no momento em que "o bicho tá pegando". Sabe aquela hora que os ânimos estão exaltados, a briga está prestes a começar e você consegue respirar fundo e propor um consenso? E se não der, que ao menos proponha recomeçar a conversa quando estiverem mais calmos?

Gentileza, meu caro, é ser bem mais fiel ao que você sente do que ao seu orgulho, à sua vontade de parecer seguro, autossuficiente e inabalável. Gentileza é, por fim, ser tão gente quanto qualquer outra pessoa, seja ela quem for. Porque, no final das contas, felicidade tem muito mais a ver com o modo como tratamos as pessoas do que podemos imaginar...

Rosana Braga

domingo, 23 de fevereiro de 2014

“L’amour”, por mim mesmo


Eu tenho tudo de você.
Eu tenho suas fotos.
Eu tenho suas músicas,
nossas músicas.
Suas palavras estão escritas aqui,
na minha mente.
Também escritas em papéis
de cores diferentes.
Tenho seu perfume 
tenho tudo escrito
e guardado aqui.
Tenho fio de cabelo,
beijo em guardanapo
Eu tenho bilhete amassado,
caneta falhando.
Tenho abraço não esquecido, 
tenho beijo molhado no rosto.
Eu tenho ciúme não contado,
tenho paixão não declarada.
Tenho choro não demonstrado,
tenho sorriso guardado.
Eu tenho verdades não ditas,
e mentiras que não são necessárias.
Eu tenho saudade do que não tenho,
eu não tenho que ter saudade. 
Eu tenho ódio do cupido,
Eu não tenho amor correspondido

Nathan Oliveira Justino

Mensagem


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é Natal!

Logo termina o ano!

Quando se vê perdemos alguns bens preciosos e pessoas amadas!

Quando se vê, já se passaram 64 anos!

Aí você percebe que é tarde demais para ser reprovado.

Então você perde o medo e ganha ânimo.

A coragem é o seu escudo.

Mudou o cenário.

Os desafios são os mesmos, mas a intenção e o gesto ganham novos perfis.

Agora você lança a flecha na convicção de que ela é certeira.

Você quase dorme na pontaria porque já não há mais tempo de erro.

Mas aviso: minha flecha não mata nem fere;

Não busca atingir desafetos, porque desafetos não existem mais;

Nem inimigos; para que cultivá-los se já é quase meia-noite?

Minha flecha lançada não tem ponta aguçada.

Antes, ela é de algodão.

E o seu alvo é o coração das pessoas de bem.

Ela chega devagarinho, desperta, acolhe, convida, conforta, abraça, compartilha.

E porque busco tornar-me uma pessoa cada vez melhor,

E porque anseio o melhor para o meu próximo,

Lanço minha flecha todos os dias, todas as horas

Na certeza de que assim fazendo

Vou escrevendo as palavras do meu dever de casa que é viver o agora.

Minha flecha não mata, não fere;

Porque minha flecha é a minha palavra, a minha oratória, o meu mais precioso bem-querer, o meu aceno de amor.

E neste ambiente de Deus, espero fervorosamente que eu consiga fincar os lastros de amizade e que meus sinais de agradecimento tenham sido percebidos.

Espero, com o melhor dos meus sentimentos, que a minha palavra os tenha atingido.


Everton de Paula

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Valorize-se. Você é pedra preciosa...


A cada dia, fica mais claro o quanto o mundo está sedento de amor. Vemos pessoas mendigando por amor nas ruas, nas redes sociais, na televisão.

A ausência de amor faz com que muitos se submetam a tudo para serem vistos e, quem sabe, se sentirem importantes. Usa-se o que a moda diz para usar (roupas, cortes de cabelo, tatuagens e estilos musicais), mas isso parece não preencher, parece não ser suficiente.
As pessoas investem pesado na aparência, gastam o que têm e o que não têm para parecerem belos e se expõem, como nunca, para conquistar alguns elogios e algumas curtidas no Facebook.

O que há de errado? Somos nós que não somos valorizados e amados ou não nos valorizamos nem nos amamos? Existe um abismo muito grande entre essas duas realidades. Precisamos rever essa história!

Muitas vezes, as feridas do passado, algumas palavras que ouvimos e rejeições que sofremos geram em nós essa sensação de que “não valemos nada”!
Quantos não conseguem se olhar no espelho e se ver, porque não se encaixam no perfil de perfeição ditado pela mídia, pelas revistas e afins!

Fomos criados a partir de um sonho de Deus, fomos gerado com carinho, e Ele nos ama e quer nos ver felizes. Não é preciso convencer os outros de que somos especial, nós é que precisa olhar para si e se amar. Cuide-se! Arrume o cabelo, faça a barba, compre roupas novas… Isso tudo é muito bom! Mas, acima de tudo, cuide do seu coração, deixe que ele faça a experiência do amor de Deus, de se sentir cuidado por Ele, pois é desse amor que ele precisa.

Se pegarmos uma pedra preciosa e a jogarmos na lama, ela, certamente, se sujará; talvez, até desapareça em meio à sujeira, mas ainda será uma pedra preciosa. Se a tomarmos nas mãos e a colocarmos na água corrente, ela, enfim, será lavada e revelará toda a sua beleza.

Talvez, hoje, nós nos sintamos mergulhados na lama, no pecado, sentimo-nos mal por nossos erros, por aquilo que as pessoas nos disseram, por julgamentos e uma centena de razões que podem fazer com que nos sintamos desvalorizados, mas somos pedra preciosa! 
Façamos a experiência de nos encontrar com Deus e, por meio do derramamento de Seu amor, sejamos lavado (a) de tudo aquilo que faz com que nos sintamos desvalorizados, feios e sujos.

A beleza que nós revelaremos, depois dessa experiência, iluminará nossa vida e nos trará muita felicidade, pois o amor que vem de Deus é tudo o que precisamos para ser livres.

“A ausência de amor faz com que muitos se submetam a tudo para serem vistos e, quem sabe, se sentirem importantes”

“Só em Deus repousa a minha alma, d’Ele vem o que eu espero.” (Salmo 61, 6)

Alan Ribeiro – Comunidade Sacramento de Amor

Que eu...


Que eu seja capaz de enxergar a vida como o milagre que ela é.
Que eu perceba as maneiras que Deus tem - todos os dias - de mostrar que viver vale o risco, quando se tem algo em que se acredita;
que os sonhos valem a pena e que ser positivo (re)compensa.
Que eu seja inventiva ao ponto de conseguir criar uma oportunidade a cada adversidade que surgir pelo caminho.
Que eu tenha a disposição para compreender, que algumas coisas não foram feitas para durar.
E que a vida, quando as leva, fica leve...
E que o tempo mostra - vez ou outra - que certas coisas não são perda, castigo ou defeito mas, sim Deus livrando da maldade de quem não sabe amar.

Gabriela Castro

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uma História Verdadeira...


Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos numa cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada de qualquer valor.

Mais tarde, quando as enfermeiras estavam a reunir os seus poucos pertences, encontraram este poema.
A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital.
Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. 
Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema.
E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet.

VELHO RANZINZA...
O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem?
O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim?
Um homem casmurro,... não muito sábio,
Incerto de hábito… de olhos distantes?

Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário.
Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!”
Quem parece não perceber... as coisas que você faz.
E sempre está perdendo... uma meia ou sapato?

Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser,
Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher?
É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê?
Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim.

Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui,
Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade.
Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe,
Irmãos e irmãs... que se amam
Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés
Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar.

Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto.
Lembrando os votos... que eu prometi manter.
Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude.
Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz.

Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido,
Ligados um ao outro... com os laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram,
Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento.

Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho,
Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios estão sobre mim...a minha mulher agora está morta.
Eu olho para o futuro... tremo de pavor.
Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude.
E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci.
Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice.
O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita,
E agora e de novo... meu maltratado coração incha
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceitar o fato gritante... que nada pode durar.

Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam.
Não um homem casmurro.
Olhe mais perto... veja... A MIM!


Lembre-se deste poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... 

Retirado do Blog O Estilo Meu

Palavras e Silêncio


Há algumas coisas que são lindas demais para serem descritas por palavras. É necessário admirá-las em silêncio para apreciá-las em toda a sua plenitude.

As grandes falas servem, frequentemente, para confundir ou doutrinar. Às vezes, o silêncio é mais esclarecedor que um fluxo de palavras. Olhe para uma mãe diante do seu filho no berço. Ele consegue muito bem tudo o que quer sem dizer nenhuma palavra.

Na realidade, as palavras devem ser a embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer longos discursos para expressar os sentimentos de seu coração. Um olhar diz muito mais que um jorro de palavras.

Creio que, em sua grande sabedoria, a natureza nos deu apenas uma língua e dois ouvidos para escutarmos mais e falarmos menos.

Se as palavras não são mais bonitas do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Quanto mais o coração é grande e generoso menos úteis são as palavras.

É necessário lembrar do provérbio dos filósofos: "as verdadeiras palavras não são sempre bonitas e as palavras bonitas nem sempre são verdades". 
As grandes mentes fazem com que, em poucas palavras, muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas acham que têm, pelo contrário, a concessão para falar e não dizer nada. 

Poucas palavras são necessárias para expressar “eu gosto de você.” Portanto, todas as outras que poderiam ser ditas são supérfluas ... e não são palavras curtas e fáceis de serem ditas. São aquelas que causam as maiores consequências.

São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.

Ser comedido com as palavras é uma prova de profunda sabedoria.

Saber ouvir também.

Florian Bernard

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Tentar....


Ignorar.
Abstrair. 
Fingir mesmo que não vi. 
Deixar certas pessoas pensarem que ganharam a briga, e em troca, ganhar a tranquilidade. 
Dar importância ao que é realmente importante. E acrescenta. E me faz só bem. 
Não entrar na dança da mediocridade. Do baixo astral. Das más vibrações. 
Ficar em silêncio quando não tiver a capacidade de disparar doçuras e delicadezas por aí. 
Humildade e capacidade de reconhecer erros, são qualidades que não se impõe a ninguém. São coisas que a vida ensina. 
Os dias, os tombos. Não vou tentar forçar. Exigir que todos tenham. Vou buscar corrigir meus defeitos. Tenho alguns que até criaram raízes.
Nem sempre conseguirei agir assim. 
Mas tentar é sempre um bom começo rumo à evolução espiritual. 
Em busca da verdadeira beleza de ser. Leve. E de bem com a vida. E carregada de boas vibrações. 

Plantar delicadezas, pra colher a paz. É só isso que eu preciso pra manter um sorriso de verdade. No rosto e na alma.


Karla Tabalipa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Não deixe de ser feliz!


Não deixe de ser feliz
Porque o dia não foi bom
Porque as horas não renderam
Porque não alcançou o objetivo...


Não deixe de ser feliz
Porque brigou com quem ama
Porque o amigo foi embora
Porque perdeu a oportunidade...


Não deixe de ser feliz
Porque ainda não sabe tudo
Porque ainda não tem nada
Porque o mundo parece imenso..


Não deixe de ser feliz
Porque te faltaram palavras
Porque te sobraram mágoas
Porque te nasceram cicatrizes..


Não deixe de ser feliz
Sabe porque?


Porque nascerão outros dias,
Porque as horas se repetirão
Porque os sonhos nunca morrem!
Porque quem te ama perdoa
Porque os amigos retornam
E as oportunidades ressurgem!''


Seja feliz, pois sempre haverá
uma razão para isso!!!


(Autor desconhecido)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Não Tenho Pressa




Não tenho pressa. Pressa de quê? 
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. 
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, 
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. 

Não; não sei ter pressa. 
Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega - 
Nem um centímetro mais longe. 
Toco só onde toco, não aonde penso. 

Só me posso sentar aonde estou. 
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, 
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, 
E vivemos vadios da nossa realidade. 

E estamos sempre fora dela porque estamos aqui. 


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Barco à Vela


Fecha os olhos e adormece
Mas não te esqueças de quem és
Amanhã é um novo dia
E tu tens o mundo aos teus pés

Pensa que foi um dia mau
O tempo passa num segundo
Eu sei que custa mas não foi
O tão desejado fim do mundo

Pensa que és um barco à vela
Que segue o rumo que o vento tomar
Pois já não depende de ti
Onde vais ou não chegar

Não penses que nunca mais vais respirar
E que nunca vais curar essa ferida
Pois nada seca mais depressa
Que as lágrimas e a chuva de uma vida

Tudo muda tudo morre
Tudo fica onde está
Noutro sítio, de outra forma
Noutra vida viverá

Pensa que és um barco à vela
Que segue o rumo que o vento tomar
Pois já não depende de ti
Onde vais ou não chegar...


João Seilá

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Som do Silêncio



Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da tua alma, a calar nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos. 
Aprende com o silêncio respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da tua, aprende com o silêncio a aceitar alguns factos que tu provocaste, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores. 

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que tu o leias até o fim.

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, completa a tua tarefa. 

Aprende com o silêncio respeitar a tua vida, valorizar o teu dia, ver em ti as qualidades que possuis, equilibrar os defeitos que tu tens e sabes que precisas corrigir e ver aqueles que tu ainda não descobriste.

Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, no maior julgamento de pessoas, na discussão mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o teu “Eu”, a valorizar o ser humano que tu és, a respeitar o Templo que é o teu corpo, e o santuário que é a tua vida.

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a ti, eu calo-me, silencio-me, para que tu possas ouvir o teu interior que quer falar-te, desejar-te um dia vitorioso e confirmar que tu és especial.

desconheço a autoria

sábado, 18 de janeiro de 2014

Oração do obrigada


Meu Deus, obrigada por ter escolhido a minha família a dedo. Sem eles eu não teria aprendido a diferenciar o certo do errado, o bom do ruim, o que une e o que separa.

Obrigada por me presentar com bons amigos. Pessoas que riem meus risos, dão um empurrãozinho nos meus sonhos, confortam minhas tristezas e me contam uma piada na hora da raiva.

Obrigada por me trazer um amor, meu Deus (um amor!). Sei que hoje em dia muitos estão em busca da tal alma gêmea, alguns inclusive nem mais acreditam que ela possa mesmo existir. Mas eu nunca deixei de acreditar, já que sempre quis ter alguém para compartilhar minhas exclamações, interrogações, reticências e parênteses.

Obrigada por me mostrar que o amor transforma o mundo e as pessoas. Essa palavrinha de quatro letras é tão falada pelo mundo afora, pessoas gritam aos quatro ventos que amam, mas não sabem ao certo o que isso significa, pois esquecem que para amar é preciso saber se doar.

Obrigada por me dar forças. Sei que na vida precisamos ser fortes para enfrentar toda e qualquer adversidade que apareça no meio da caminhada. É preciso ser forte para enfrentar situações, pessoas e nós mesmos.

Obrigada por colocar na minha vida gente que trai, mente, engana, rouba, trapaceia e ilude. Com elas, aprendo como nunca quero ser. E por causa delas sinto mais vontade ainda em transformar o mundo. Nem que seja o meu.

Obrigada por proteger meu lar. Aqui dentro só entra quem mora dentro do meu coração.

Obrigada por abençoar meu trabalho e me mostrar que para ter algum sucesso é preciso trabalhar duro. Sei que nada vem de graça nessa vida e procuro fazer tudo que está ao meu alcance para evoluir.

Obrigada por me indicar as saídas quando estou perdida. Sei que nunca estou só e agradeço o carinho.

Obrigada por me fazer acreditar em sonhos. Eu acredito e sei que eles se realizam. Obrigada por tudo, meu Deus.

Que seja assim seja!


Clarissa Corrêa

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Carta emocionante de padre ao Papa dias antes de morrer


Fabrizio nasceu em Nápoles (Itália), no dia 8 de setembro de 1982. Quase 3 mil pessoas se reuniram no bairro de Ponticelli para lhe dar adeus na igreja de Nossa Senhora das Neves, onde ele era vigário. 

Padre Fabrizio viveu um grande sofrimento nos últimos meses, mas com fé e força interior. Sempre sorrindo, com uma palavra de consolo para os amigos e familiares que estiveram com ele até o último momento. Oferecemos a seguir a carta que ele enviou ao Papa Francisco.

A Sua Santidade o Papa Francisco:

Santo Padre,
nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.

Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.

Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.

Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. 

Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. 
Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).

Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.

Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.

Santo Padre,

estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.

Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.

Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.

Padre Fabrizio De Michino