sábado, 8 de março de 2014

Sobre a criação da Mulher

Alguém escreveu esta bela página sobre a mulher:


“Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.

Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?"

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?"

“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos."

O anjo se maravilhou com os requisitos.

“Somente duas mãos....Impossível!

E este é somente o modelo Standard?

É muito trabalho para um só dia...

Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”

“Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração.

Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.”

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

“Porém a fizeste tão suave, Senhor!”

“É suave", disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens ideia do que pode aguentar ou conseguir.”

"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.

Deus respondeu:

“Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar".

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher....

"Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...

Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela".

“Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima“,
corrigiu-o o Senhor.

"Para que serve a lágrima?" perguntou o anjo.
E Deus disse:

“As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho."
Isto impressionou muito ao anjo

“És um gênio, Senhor.
Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa"

“Sim, ela é!
A mulher tem forças que maravilham os homens.
Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte.
Sorriem, quando querem gritar.
Cantam, quando querem chorar.
Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.
Lutam pelo que acreditam.
Enfrentam a injustiça.

Não aceitam "não" como resposta, quando
elas acreditam que haja uma solução melhor.
Se privam, para que sua família possa ter algo.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.

Choram quando seus filhos triunfam e se alegram
quando suas amizades conseguem prêmios.
São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.
Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.

Porém, há um defeito incorrigível na mulher:

“É que ela se esquece o quanto vale.”

Da página do Prof. Felipe Aquino 

quinta-feira, 6 de março de 2014

O mundo sem as mulheres


O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra que? O sujeito quer ficar famoso pra que? O indivíduo malha, faz exercícios pra que?

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira.
Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. 
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. 
Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. 
Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher".

É você, mulher, quem impulsiona o mundo. 
É você quem tem o poder, e não o homem. 
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. 
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. 
Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou? Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.


ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas tem de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora .
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- Como ficam lindas quando discutem.
11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
12- O brilho nos olhos quando sorriem.
13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.
14- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
18- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
21- O modo com que pedem perdão quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu.)
22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
23- As saudades que sentimos delas.
24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval


E tem quem pule o carnaval... que se vista em "fantasia"... dança e declara sua alegria... e seu amor... e toda sua "euforia".

... Mas tem quem se recolhe... e num cantinho qualquer a vida se torna "igual"... sem fantasias ou ilusões... mas com o coração enfeitado com "serpentinas"... com flores "alegóricas" pelo caminho, e pétalas no cabelo... e risos na alma.
Não importa de que forma você se defina... contanto que seu coração esteja em paz... e que ao finalizar este "ciclo", nada venha a te magoar... nem te deixar triste... porque é assim que entendo este momento, em que se "lança" muito mais que perfume... se lança sorrisos... e esperanças... e "confetes" de carinho... e que tudo termine em paz... e quando você "lembrar" destas "marchinhas", elas te tragam um brilho no olhar... e felicidades em sua alma.

Luandrade*

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Gentileza gera gentileza! E você, o que gera?


Quem conhece a história de José Datrino, que ficou conhecido como Profeta Gentileza, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, entre as décadas de 60 e 90, sabe que foi ele quem imortalizou essa assertiva - Gentileza gera Gentileza.

Tratei profundamente desse lindo tema no meu livro "O PODER DA GENTILEZA - O modo como você trata as pessoas determina quem você é". E depois de tantos estudos, descobri que a reação das pessoas nem sempre é tão linear ou óbvia quanto imaginamos ou gostaríamos.

De modo que podemos fazer algumas reflexões. Por um lado, pode mesmo ser que gentileza gere gentileza, assim como falta de gentileza tende a gerar falta de gentileza. Algo como "pago na mesma moeda". Entretanto, também pode acontecer da gentileza nem sempre gerar gentileza e a falta de gentileza nem sempre gerar a mesma reação no outro.

Isso significa que, diante de atitudes gentis, algumas pessoas ficam desconfiadas ou com medo de retribuir e se darem mal. Por isso, reagem negativamente. Algo como "quando a esmola é demais, o santo desconfia". Assim como diante da falta de gentileza, algumas pessoas fazem questão de reagir com gentileza só para mostrar que existem outros tipos de comportamento. Algo como "dar um tapa com luva de pelica".

Só por isso, já podemos concluir que pessoas são únicas e agem a partir de suas crenças. E crenças existem muitas. Desde as limitantes e que nos impedem de enxergar alternativas mais criativas diante de um gesto não gentil, até as edificantes, que nos destaca da mediocridade e nos torna pessoas mais alinhadas com o propósito de fazer dar certo.

A questão é: e você, o que tem gerado? Quais têm sido suas crenças? Aquelas do tipo "chumbo trocado não dói" ou "eu não levo desaforo pra casa"? Ou você tem sido daquelas pessoas raras, admiráveis, com quem a gente sente vontade de conversar, conviver, ser amigo ou até algo mais, de tão gostosas (no sentido amplo e profundo) que elas são?

E tem mais: muitas vezes, ser gentil com quem a gente vê uma vez ou outra pode ser bem mais fácil do que ser gentil com quem a gente mora, com quem a gente divide intimidades e até com quem a gente trabalha. Pessoas assim são aquelas consideradas "um doce" fora de casa e "um demônio" dentro, sabe?

É... dessas existem aos montes, infelizmente! E nem se dão conta de que estragam tudo, perdem o melhor de sua própria festa. Tomara que em algum momento antes de chegarem ao fim da vida, sejam privilegiadas com o amargo sabor do arrependimento por não estarem sendo mais coerentes com seu coração e menos preocupadas com uma máscara perfeita para exibir socialmente. E assim, possam recomeçar de um modo mais gentil!

Mas sabe o que é o pior de tudo? É quando confundimos gentileza com educação ou com romantismo. Gentileza, minha gente, não é nem educação e nem romantismo. Não se trata de dizer "bom dia", "com licença" ou "por favor". Nem se trata de mandar flores, preparar um jantar à luz de velas ou puxar a cadeira para uma dama se sentar. Tudo isso é lindo, ótimo e quanto mais você fizer, melhores serão seus relacionamentos, sem dúvida. Mas, ainda assim, não se trata de gentileza!

Gentileza é enxergar o outro de verdade. É escutar mais e falar menos. É ponderar no momento em que ele não concorda com você. É não revidar. É não disputar para ver quem fala mais alto. É conseguir "baixar a bola" no momento em que "o bicho tá pegando". Sabe aquela hora que os ânimos estão exaltados, a briga está prestes a começar e você consegue respirar fundo e propor um consenso? E se não der, que ao menos proponha recomeçar a conversa quando estiverem mais calmos?

Gentileza, meu caro, é ser bem mais fiel ao que você sente do que ao seu orgulho, à sua vontade de parecer seguro, autossuficiente e inabalável. Gentileza é, por fim, ser tão gente quanto qualquer outra pessoa, seja ela quem for. Porque, no final das contas, felicidade tem muito mais a ver com o modo como tratamos as pessoas do que podemos imaginar...

Rosana Braga

domingo, 23 de fevereiro de 2014

“L’amour”, por mim mesmo


Eu tenho tudo de você.
Eu tenho suas fotos.
Eu tenho suas músicas,
nossas músicas.
Suas palavras estão escritas aqui,
na minha mente.
Também escritas em papéis
de cores diferentes.
Tenho seu perfume 
tenho tudo escrito
e guardado aqui.
Tenho fio de cabelo,
beijo em guardanapo
Eu tenho bilhete amassado,
caneta falhando.
Tenho abraço não esquecido, 
tenho beijo molhado no rosto.
Eu tenho ciúme não contado,
tenho paixão não declarada.
Tenho choro não demonstrado,
tenho sorriso guardado.
Eu tenho verdades não ditas,
e mentiras que não são necessárias.
Eu tenho saudade do que não tenho,
eu não tenho que ter saudade. 
Eu tenho ódio do cupido,
Eu não tenho amor correspondido

Nathan Oliveira Justino

Mensagem


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é Natal!

Logo termina o ano!

Quando se vê perdemos alguns bens preciosos e pessoas amadas!

Quando se vê, já se passaram 64 anos!

Aí você percebe que é tarde demais para ser reprovado.

Então você perde o medo e ganha ânimo.

A coragem é o seu escudo.

Mudou o cenário.

Os desafios são os mesmos, mas a intenção e o gesto ganham novos perfis.

Agora você lança a flecha na convicção de que ela é certeira.

Você quase dorme na pontaria porque já não há mais tempo de erro.

Mas aviso: minha flecha não mata nem fere;

Não busca atingir desafetos, porque desafetos não existem mais;

Nem inimigos; para que cultivá-los se já é quase meia-noite?

Minha flecha lançada não tem ponta aguçada.

Antes, ela é de algodão.

E o seu alvo é o coração das pessoas de bem.

Ela chega devagarinho, desperta, acolhe, convida, conforta, abraça, compartilha.

E porque busco tornar-me uma pessoa cada vez melhor,

E porque anseio o melhor para o meu próximo,

Lanço minha flecha todos os dias, todas as horas

Na certeza de que assim fazendo

Vou escrevendo as palavras do meu dever de casa que é viver o agora.

Minha flecha não mata, não fere;

Porque minha flecha é a minha palavra, a minha oratória, o meu mais precioso bem-querer, o meu aceno de amor.

E neste ambiente de Deus, espero fervorosamente que eu consiga fincar os lastros de amizade e que meus sinais de agradecimento tenham sido percebidos.

Espero, com o melhor dos meus sentimentos, que a minha palavra os tenha atingido.


Everton de Paula

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Valorize-se. Você é pedra preciosa...


A cada dia, fica mais claro o quanto o mundo está sedento de amor. Vemos pessoas mendigando por amor nas ruas, nas redes sociais, na televisão.

A ausência de amor faz com que muitos se submetam a tudo para serem vistos e, quem sabe, se sentirem importantes. Usa-se o que a moda diz para usar (roupas, cortes de cabelo, tatuagens e estilos musicais), mas isso parece não preencher, parece não ser suficiente.
As pessoas investem pesado na aparência, gastam o que têm e o que não têm para parecerem belos e se expõem, como nunca, para conquistar alguns elogios e algumas curtidas no Facebook.

O que há de errado? Somos nós que não somos valorizados e amados ou não nos valorizamos nem nos amamos? Existe um abismo muito grande entre essas duas realidades. Precisamos rever essa história!

Muitas vezes, as feridas do passado, algumas palavras que ouvimos e rejeições que sofremos geram em nós essa sensação de que “não valemos nada”!
Quantos não conseguem se olhar no espelho e se ver, porque não se encaixam no perfil de perfeição ditado pela mídia, pelas revistas e afins!

Fomos criados a partir de um sonho de Deus, fomos gerado com carinho, e Ele nos ama e quer nos ver felizes. Não é preciso convencer os outros de que somos especial, nós é que precisa olhar para si e se amar. Cuide-se! Arrume o cabelo, faça a barba, compre roupas novas… Isso tudo é muito bom! Mas, acima de tudo, cuide do seu coração, deixe que ele faça a experiência do amor de Deus, de se sentir cuidado por Ele, pois é desse amor que ele precisa.

Se pegarmos uma pedra preciosa e a jogarmos na lama, ela, certamente, se sujará; talvez, até desapareça em meio à sujeira, mas ainda será uma pedra preciosa. Se a tomarmos nas mãos e a colocarmos na água corrente, ela, enfim, será lavada e revelará toda a sua beleza.

Talvez, hoje, nós nos sintamos mergulhados na lama, no pecado, sentimo-nos mal por nossos erros, por aquilo que as pessoas nos disseram, por julgamentos e uma centena de razões que podem fazer com que nos sintamos desvalorizados, mas somos pedra preciosa! 
Façamos a experiência de nos encontrar com Deus e, por meio do derramamento de Seu amor, sejamos lavado (a) de tudo aquilo que faz com que nos sintamos desvalorizados, feios e sujos.

A beleza que nós revelaremos, depois dessa experiência, iluminará nossa vida e nos trará muita felicidade, pois o amor que vem de Deus é tudo o que precisamos para ser livres.

“A ausência de amor faz com que muitos se submetam a tudo para serem vistos e, quem sabe, se sentirem importantes”

“Só em Deus repousa a minha alma, d’Ele vem o que eu espero.” (Salmo 61, 6)

Alan Ribeiro – Comunidade Sacramento de Amor

Que eu...


Que eu seja capaz de enxergar a vida como o milagre que ela é.
Que eu perceba as maneiras que Deus tem - todos os dias - de mostrar que viver vale o risco, quando se tem algo em que se acredita;
que os sonhos valem a pena e que ser positivo (re)compensa.
Que eu seja inventiva ao ponto de conseguir criar uma oportunidade a cada adversidade que surgir pelo caminho.
Que eu tenha a disposição para compreender, que algumas coisas não foram feitas para durar.
E que a vida, quando as leva, fica leve...
E que o tempo mostra - vez ou outra - que certas coisas não são perda, castigo ou defeito mas, sim Deus livrando da maldade de quem não sabe amar.

Gabriela Castro

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uma História Verdadeira...


Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos numa cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada de qualquer valor.

Mais tarde, quando as enfermeiras estavam a reunir os seus poucos pertences, encontraram este poema.
A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital.
Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. 
Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema.
E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet.

VELHO RANZINZA...
O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem?
O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim?
Um homem casmurro,... não muito sábio,
Incerto de hábito… de olhos distantes?

Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário.
Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!”
Quem parece não perceber... as coisas que você faz.
E sempre está perdendo... uma meia ou sapato?

Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser,
Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher?
É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê?
Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim.

Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui,
Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade.
Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe,
Irmãos e irmãs... que se amam
Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés
Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar.

Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto.
Lembrando os votos... que eu prometi manter.
Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude.
Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz.

Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido,
Ligados um ao outro... com os laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram,
Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento.

Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho,
Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios estão sobre mim...a minha mulher agora está morta.
Eu olho para o futuro... tremo de pavor.
Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude.
E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci.
Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice.
O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita,
E agora e de novo... meu maltratado coração incha
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceitar o fato gritante... que nada pode durar.

Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam.
Não um homem casmurro.
Olhe mais perto... veja... A MIM!


Lembre-se deste poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... 

Retirado do Blog O Estilo Meu

Palavras e Silêncio


Há algumas coisas que são lindas demais para serem descritas por palavras. É necessário admirá-las em silêncio para apreciá-las em toda a sua plenitude.

As grandes falas servem, frequentemente, para confundir ou doutrinar. Às vezes, o silêncio é mais esclarecedor que um fluxo de palavras. Olhe para uma mãe diante do seu filho no berço. Ele consegue muito bem tudo o que quer sem dizer nenhuma palavra.

Na realidade, as palavras devem ser a embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer longos discursos para expressar os sentimentos de seu coração. Um olhar diz muito mais que um jorro de palavras.

Creio que, em sua grande sabedoria, a natureza nos deu apenas uma língua e dois ouvidos para escutarmos mais e falarmos menos.

Se as palavras não são mais bonitas do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Quanto mais o coração é grande e generoso menos úteis são as palavras.

É necessário lembrar do provérbio dos filósofos: "as verdadeiras palavras não são sempre bonitas e as palavras bonitas nem sempre são verdades". 
As grandes mentes fazem com que, em poucas palavras, muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas acham que têm, pelo contrário, a concessão para falar e não dizer nada. 

Poucas palavras são necessárias para expressar “eu gosto de você.” Portanto, todas as outras que poderiam ser ditas são supérfluas ... e não são palavras curtas e fáceis de serem ditas. São aquelas que causam as maiores consequências.

São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.

Ser comedido com as palavras é uma prova de profunda sabedoria.

Saber ouvir também.

Florian Bernard

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Tentar....


Ignorar.
Abstrair. 
Fingir mesmo que não vi. 
Deixar certas pessoas pensarem que ganharam a briga, e em troca, ganhar a tranquilidade. 
Dar importância ao que é realmente importante. E acrescenta. E me faz só bem. 
Não entrar na dança da mediocridade. Do baixo astral. Das más vibrações. 
Ficar em silêncio quando não tiver a capacidade de disparar doçuras e delicadezas por aí. 
Humildade e capacidade de reconhecer erros, são qualidades que não se impõe a ninguém. São coisas que a vida ensina. 
Os dias, os tombos. Não vou tentar forçar. Exigir que todos tenham. Vou buscar corrigir meus defeitos. Tenho alguns que até criaram raízes.
Nem sempre conseguirei agir assim. 
Mas tentar é sempre um bom começo rumo à evolução espiritual. 
Em busca da verdadeira beleza de ser. Leve. E de bem com a vida. E carregada de boas vibrações. 

Plantar delicadezas, pra colher a paz. É só isso que eu preciso pra manter um sorriso de verdade. No rosto e na alma.


Karla Tabalipa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Não deixe de ser feliz!


Não deixe de ser feliz
Porque o dia não foi bom
Porque as horas não renderam
Porque não alcançou o objetivo...


Não deixe de ser feliz
Porque brigou com quem ama
Porque o amigo foi embora
Porque perdeu a oportunidade...


Não deixe de ser feliz
Porque ainda não sabe tudo
Porque ainda não tem nada
Porque o mundo parece imenso..


Não deixe de ser feliz
Porque te faltaram palavras
Porque te sobraram mágoas
Porque te nasceram cicatrizes..


Não deixe de ser feliz
Sabe porque?


Porque nascerão outros dias,
Porque as horas se repetirão
Porque os sonhos nunca morrem!
Porque quem te ama perdoa
Porque os amigos retornam
E as oportunidades ressurgem!''


Seja feliz, pois sempre haverá
uma razão para isso!!!


(Autor desconhecido)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Não Tenho Pressa




Não tenho pressa. Pressa de quê? 
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. 
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, 
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. 

Não; não sei ter pressa. 
Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega - 
Nem um centímetro mais longe. 
Toco só onde toco, não aonde penso. 

Só me posso sentar aonde estou. 
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, 
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, 
E vivemos vadios da nossa realidade. 

E estamos sempre fora dela porque estamos aqui. 


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Barco à Vela


Fecha os olhos e adormece
Mas não te esqueças de quem és
Amanhã é um novo dia
E tu tens o mundo aos teus pés

Pensa que foi um dia mau
O tempo passa num segundo
Eu sei que custa mas não foi
O tão desejado fim do mundo

Pensa que és um barco à vela
Que segue o rumo que o vento tomar
Pois já não depende de ti
Onde vais ou não chegar

Não penses que nunca mais vais respirar
E que nunca vais curar essa ferida
Pois nada seca mais depressa
Que as lágrimas e a chuva de uma vida

Tudo muda tudo morre
Tudo fica onde está
Noutro sítio, de outra forma
Noutra vida viverá

Pensa que és um barco à vela
Que segue o rumo que o vento tomar
Pois já não depende de ti
Onde vais ou não chegar...


João Seilá

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Som do Silêncio



Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da tua alma, a calar nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos. 
Aprende com o silêncio respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da tua, aprende com o silêncio a aceitar alguns factos que tu provocaste, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores. 

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que tu o leias até o fim.

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, completa a tua tarefa. 

Aprende com o silêncio respeitar a tua vida, valorizar o teu dia, ver em ti as qualidades que possuis, equilibrar os defeitos que tu tens e sabes que precisas corrigir e ver aqueles que tu ainda não descobriste.

Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, no maior julgamento de pessoas, na discussão mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o teu “Eu”, a valorizar o ser humano que tu és, a respeitar o Templo que é o teu corpo, e o santuário que é a tua vida.

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a ti, eu calo-me, silencio-me, para que tu possas ouvir o teu interior que quer falar-te, desejar-te um dia vitorioso e confirmar que tu és especial.

desconheço a autoria

sábado, 18 de janeiro de 2014

Oração do obrigada


Meu Deus, obrigada por ter escolhido a minha família a dedo. Sem eles eu não teria aprendido a diferenciar o certo do errado, o bom do ruim, o que une e o que separa.

Obrigada por me presentar com bons amigos. Pessoas que riem meus risos, dão um empurrãozinho nos meus sonhos, confortam minhas tristezas e me contam uma piada na hora da raiva.

Obrigada por me trazer um amor, meu Deus (um amor!). Sei que hoje em dia muitos estão em busca da tal alma gêmea, alguns inclusive nem mais acreditam que ela possa mesmo existir. Mas eu nunca deixei de acreditar, já que sempre quis ter alguém para compartilhar minhas exclamações, interrogações, reticências e parênteses.

Obrigada por me mostrar que o amor transforma o mundo e as pessoas. Essa palavrinha de quatro letras é tão falada pelo mundo afora, pessoas gritam aos quatro ventos que amam, mas não sabem ao certo o que isso significa, pois esquecem que para amar é preciso saber se doar.

Obrigada por me dar forças. Sei que na vida precisamos ser fortes para enfrentar toda e qualquer adversidade que apareça no meio da caminhada. É preciso ser forte para enfrentar situações, pessoas e nós mesmos.

Obrigada por colocar na minha vida gente que trai, mente, engana, rouba, trapaceia e ilude. Com elas, aprendo como nunca quero ser. E por causa delas sinto mais vontade ainda em transformar o mundo. Nem que seja o meu.

Obrigada por proteger meu lar. Aqui dentro só entra quem mora dentro do meu coração.

Obrigada por abençoar meu trabalho e me mostrar que para ter algum sucesso é preciso trabalhar duro. Sei que nada vem de graça nessa vida e procuro fazer tudo que está ao meu alcance para evoluir.

Obrigada por me indicar as saídas quando estou perdida. Sei que nunca estou só e agradeço o carinho.

Obrigada por me fazer acreditar em sonhos. Eu acredito e sei que eles se realizam. Obrigada por tudo, meu Deus.

Que seja assim seja!


Clarissa Corrêa

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Carta emocionante de padre ao Papa dias antes de morrer


Fabrizio nasceu em Nápoles (Itália), no dia 8 de setembro de 1982. Quase 3 mil pessoas se reuniram no bairro de Ponticelli para lhe dar adeus na igreja de Nossa Senhora das Neves, onde ele era vigário. 

Padre Fabrizio viveu um grande sofrimento nos últimos meses, mas com fé e força interior. Sempre sorrindo, com uma palavra de consolo para os amigos e familiares que estiveram com ele até o último momento. Oferecemos a seguir a carta que ele enviou ao Papa Francisco.

A Sua Santidade o Papa Francisco:

Santo Padre,
nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.

Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.

Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.

Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. 

Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. 
Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).

Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.

Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.

Santo Padre,

estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.

Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.

Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.

Padre Fabrizio De Michino

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Arreda, 2013!


Mineiro que é mineiro, quando quer apartar, remover alguma coisa de um lugar para outro, diz “arreda”. 

Passagem de ano, então, é arredar o ano que passou a fim de dar espaço para o outro que chegou, de acordo com o nosso calendário. Arredamos 2013. 
Resta, agora, encarar 2014. Provavelmente será um ano igualzinho ao anterior. Mais um ano feito de dias, porém dias que se repetem sem serem ameaçados pela repetição. 

Os dias, na verdade, são iguais. Mas nós fazemos alguns deles mais festivos, de acordo com a nossa cultura e, sobretudo, conforme o nosso estado de espírito: realizando viagens, apreciando paisagens, comemorando a efeméride humana. 
Consumimos, assim, o bolo da vida, datando cada fatia em dia, mês e ano. 

Para Carlos Drummond de Andrade, quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Indivíduo que, continua Drummond, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão: doze meses dão para qualquer pessoa se cansar e entregar os pontos. 

Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente.

Eh! Se você pensa como Roberto Carlos, daqui pra frente tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente. 
Seu orgulho não vale nada. Nada! Nada! Essa, uma boa dica para começar o ano: nosso orgulho não vale nada. Nada! Nada!...

Um amigo meu, holandês, me disse que, para ele, na terra onde ele nasceu, a Torre de Epe, no meio da floresta de pinheiros natalinos, é símbolo de que, para os homens de boa vontade, tudo aponta para o alto. 

Desejar feliz ano-novo é desejar ano bom. 
E ano bom significa poder dizer boa-noite, toda noite, em casa, de boa vontade, o ano inteiro. 
De novo ele, Carlos Drummond, acredita que este mundo pode mudar, para ser do jeito que Deus desejou: sinal do seu reino entre nós. 

Então, venha a nós o vosso reino! Feliz 2014!

Prof. Antônio de Oliveira
http://www.nsrainha.com.br

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Despedida...


O ano aos poucos se despede...
Levando tudo que fez e aconteceu.
Levando lindas datas, comemorações... alegrias e tristezas... pensamentos... histórias de encontros e desencontros... de chegadas e partidas... de tudo um pouco.

Mas marcou... e não há Ano que apague o que foi feito e registrado com amor... podendo ser apenas acrescentado... somado e guardado bem lá no fundo... do coração.

Ano em que muita fé foi plantada... e "floriu".
Em que a esperança foi renovada dia a dia... e partilhada com amor.
Em que fizemos planos... depositamos nossos sonhos... e ADOÇAMOS nossos caminhos...
Ele se despede... aos poucos... com a certeza de que em seu lugar nós é continuaremos acreditando, que dias (ANOS) melhores virão.

Arvores da vida - Luandrade

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Conto de Natal: O pinheiro de St. Martin


Na véspera de Natal, o padre da igreja no pequeno vilarejo de St. Martin, nos Pirineus franceses, se preparava para celebrar a missa, quando começou a sentir um perfume delicioso. Era inverno, há muito as flores tinham desaparecido – mas ali estava aquele aroma agradável, como se a primavera tivesse surgido fora de tempo.

Intrigado, ele saiu da igreja para buscar a origem de tal maravilha, e foi dar com um rapaz sentado na frente da porta da escola. Ao seu lado, estava uma espécie de árvore de Natal dourada.

- Mas que beleza de árvore! – disse o pároco. – Ela parece ter tocado o céu, já que irradia uma essência divina! E é feita de ouro puro! Onde foi que a conseguiu?

O jovem não demonstrou muita alegria com o comentário do padre.

- É verdade que isso que carrego comigo foi ficando cada vez mais pesado à medida que eu andava, suas folhas ficaram duras. Mas não pode ser ouro, e estou com medo da reação de meus pais.

O rapaz contou sua história:

- Tinha saído hoje de manhã para ir até a grande cidade de Tarbes, com o dinheiro que minha mãe havia me dado para comprar uma bela árvore de Natal. Acontece que, ao cruzar um povoado, vi uma senhora de idade, solitária, sem nenhuma família com quem comemorar a grande festa da Cristandade. Dei-lhe algum dinheiro para a ceia, pois estava certo que poderia conseguir um desconto na minha compra.

“Ao chegar em Tarbes, passei diante da grande prisão, e havia uma série de pessoas esperando a hora da visita. Todas estavam tristes, já que passariam a noite longe de seus entes queridos. Escutei algumas delas comentando que sequer tinham conseguido comprar um pedaço de torta. Na mesma hora, movido pelo romantismo de gente da minha idade, decidi que iria dividir meu dinheiro com aquelas pessoas, que estavam precisando mais que eu. Guardaria apenas uma ínfima quantia para o almoço; o florista é amigo de nossa família, com certeza me daria a árvore, e eu poderia trabalhar para ele na semana seguinte, pagando assim a minha dívida”.

“Entretanto, ao chegar ao mercado, soube que o florista que conhecia não tinha ido trabalhar. Tentei de todas as maneiras conseguir alguém que me emprestasse dinheiro para comprar a árvore em outro lugar, mas foi em vão”.

“Convenci a mim mesmo que conseguiria pensar melhor o que fazer, se estivesse com o estômago cheio. Quando me aproximei de um bar, um menino que parecia estrangeiro, perguntou se eu podia lhe dar alguma moeda, já que não comia há dois dias. Como imaginei que certa vez o menino Jesus deve ter passado fome, entreguei-lhe o pouco dinheiro que me sobrava, e voltei para casa. No caminho de volta, quebrei um galho de um pinheiro; tentei ajeita-lo, corta-lo, mas ele foi ficando duro como se feito de metal, e está longe de ser a árvore de Natal que minha mãe espera”.

- Meu caro – disse o padre – o perfume desta árvore não deixa dúvidas de que ela foi tocada pelos Céus. Deixe-me contar o resto desta sua história:

“Assim que você deixou a senhora, ela imediatamente pediu à Virgem Maria, uma mãe como ela, que lhe devolvesse esta benção inesperada. Os parentes dos presos se convenceram que tinham encontrado um anjo, e rezaram agradecendo aos anjos pelas tortas que foram compradas. O menino que você encontrou, agradeceu a Jesus por ter sua fome saciada”.

“A Virgem, os anjos, e Jesus escutaram a prece daqueles que tinham sido ajudados. Quando você quebrou o galho do pinheiro, a Virgem colocou nele o perfume da misericórdia. À medida que você caminhava, os anjos iam tocando suas folhas, e as transformando em ouro. Finalmente, quando tudo ficou pronto, Jesus olhou o trabalho, abençoou-o, e a partir de agora, quem tocar esta árvore de Natal, terá seus pecados perdoados e seus desejos atendidos”.

E assim foi. Conta a lenda que o pinheiro sagrado ainda se encontra em St. Martin; mas sua força é tão grande que, todos aqueles que ajudam seu próximo na véspera de Natal, não importa quão longe estejam do pequeno vilarejo dos Pirineus, são abençoados por ele.

Paulo Coelho

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A materialidade do Papai Noel e a espiritualidade do Menino Jesus


Um dia, o Filho de Deus quis saber como andavam as crianças que outrora, quando Ele andou entre nós,“as tocava e as abençoava” e das quais que dissera: ”Deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino de Deus” (Lucas, 18,15-16).

À semelhança dos mitos antigos, montou num raio celeste e chegou à Terra, umas semanas antes do Natal. Assumiu a forma de um gari que limpava as ruas. Assim podia ver melhor os passantes, as lojas todas iluminadas e cheias de objetos embrulhados para presentes, e principalmente seus irmãos e irmãs menores que perambulavam por aí, mal vestidos e muitos com forme, pedindo esmolas. Entristeceu-se sobremaneira, porque verificou que quase ninguém seguira as palavras que deixou ditas: ”Quem receber qualquer uma destas crianças em meu nome é a mim que recebe” (Marcos 9,37).

E viu também que já ninguém falava do Menino Jesus que vinha, escondido, trazer, na noite de Natal, presentes para todas as crianças. O seu lugar foi ocupado por um velhinho bonachão, vestido de vermelho com um saco às costas e com longas barbas, que a toda hora grita bobamente:”Oh, Oh, Oh…olhem o Papai Noel aqui”. Sim, pelas ruas e dentro das grandes lojas lá estava ele, abraçando crianças e tirando do saco presentes que os pais haviam comprado e colocado lá dentro. Diz-se que veio de longe, da Finlândia, montado num trenó puxado por renas. As pessoas haviam esquecido de outro velhinho, este verdadeiramente bom: São Nicolau. De família rica, dava pelo Natal presentes às crianças pobres dizendo que era o Menino Jesus que lhos estava enviando. Disso tudo ninguem falava. Só se falava do Papai Noel, inventado há mais de cem anos.

Tão triste como ver crianças abandonadas nas ruas, foi perceber como elas eram enganadas, seduzidas pelas luzes e pelo brilho dos presentes, dos brinquedos e de mil outros objetos que os pais e as mães costumam comprar como presentes para serem distribuídos por ocasião da ceia do Natal.

Propagandas se gritam em voz alta, muitas enganosas, suscitando o desejo nas crianças que depois correm para os pais, suplicando-lhes para que comprem o que viram. 
O Menino Jesus, travestido de gari, deu-se conta de que aquilo que os anjos cantaram de noite pelos campos de Belém — ”Eis que vos anuncio uma alegria para todo o povo, porque nasceu-vos hoje um Salvador… glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lucas 2,10-14) — não significava mais nada. 
O amor tinham sido substituído pelos objetos, e a jovialidade de Deus, que se fez criança, tinha desaparecido em nome do prazer de consumir.Uma carta do Menino Jesus foi encontrada debaixo da porta dos casebres dos morros da cidade, chamados de favelas

Triste, tomou outro raio celeste e, antes de voltar ao céu, deixou escrita uma cartinha para as crianças. Foi encontrada debaixo da porta das casas e especialmente dos casebres dos morros da cidade, chamados de favelas. Aí o Menino Jesus escreveu:

Meus queridos irmãozinhos e irmãzinhas,

Se vocês, olhando o presépio e virem lá o Menino Jesus e se encherem de fé de que ele é o Filho de Deus Pai que se fez um menino, menino qual um de nós e que Ele é o Deus-irmão que está sempre conosco,

Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente nos pobrezinhos, a presenca escondida do Menino Jesus nascendo dentro deles.

Se vocês fizerem renascer a criança escondida no seus pais e nas pessoas adultas para que surja nelas o amor, a ternura, o carinho, o cuidado e a amizade no lugar de muitos presentes.

Se vocês ao olharem para o presépio descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e se decidirem já agora, quando grandes, mudar estas coisas para que nunca mais haja crianças chorando de fome e de frio,

Se vocês repararem nos três reis magos com os presentes para o Menino Jesus e pensarem que até os reis, os grandes deste mundo e os sábios reconheceram a grandeza escondida desse pequeno Menino que choraminga em cima das palhinhas,

Se vocês, ao verem no presépio todos aqueles animais, como as ovelhas, o burro e a vaquinha, pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela Menino Jesus e que todos, galáxias, estrelas, sois, a Terra e outros seres da natureza e nós mesmos formamos a grande Casa de Deus,

Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda e recordarem que sempre há uma Estrela como a de Belém sobre vocês, iluminando-os e mostrando-lhes os melhores caminhos,

Se vocês aguçarem bem os ouvidos, e escutarem a partir dos sentidos interiores uma música celestial como aquela dos anjos nos campos de Belém que anunciavam paz na terra,

Então saibam que sou eu, o Menino Jesus, que está chegando de novo e renovando o Natal. Estarei sempre perto de vocês, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, à Casa do Pai e Mãe de infinita bondade, para sermos juntos eternamente felizes como uma grande família reunida.

Belém, 25 de dezembro do ano 1.

Assinado: Menino Jesus

Leonardo Boff

Estatuto de Natal

Alguém, que eu não sei quem é, teve a ideia de compor um Estatuto de Natal.
É uma boa reflexão.


Art. I: Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém, guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.

Art. II: Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.

Art. III: Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.
Parágrafo único: Fica decretado que o Natal não é comercial e sim, espiritual.

Art. IV: Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontem para o Norte da Salvação.

Art. V: Que no Natal, os homens façam como as crianças: deem-se as mãos e tentem promover a paz.

Art. VI: Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.
Parágrafo único: Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.

Art. VII: Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.

Art. VIII: Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.
Parágrafo único: Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!

Art. IX: Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

Art. X: Que o Natal dê a todos um coração puro, livre, alegre, cheio de fé e de amor.

Art. XI: Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar, cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.

Art. XII: Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das ideias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.

Parágrafo único: Fica decretado que todos devem poder dizer, ao se darem as mãos:

 - FELIZ NATAL!

https://www.facebook.com/PFelipeAquino

domingo, 22 de dezembro de 2013

Vida e morte


Se queres amar a vida, eu preferiria dizer, se queres apreciá-la lucidamente, não te esqueças que morrer faz parte dela. 
Aceitar a morte -a sua, a dos próximos- é a única maneira de ser fiel à vida até o fim.
Mortais e amantes de mortais: é o que somos e o que nos dilacera. Mas essa dilaceração que nos faz homens ou mulheres, também é o que dá a vida o seu preço mais elevado.
Se não morrêssemos, se nossa existência não se destacasse assim contra o fundo tão escuro da morte, seria a vida tão preciosa, rara, perturbadora? 
“Um pensamento insuficientemente constante sobre a morte, escrevia Gide, “nunca deu valor suficiente ao mais ínfimo instante de vida.”
Portanto é preciso pensar a morte para amar melhor a vida -em todo caso, para amá-la como ela é: frágil e passageira- para apreciá-la melhor, para vivê-la melhor, o que é uma justificação suficiente para este capítulo.

André Comte-Sponville

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Presente...


"Tem gente que adora presentear com flores. 
Outros dão bombons, livros e até os mais ousados, joias... 
Eu te presenteio com meu mundo, embrulhado no mais precioso papel: a SINCERIDADE. 

Tem um laço também, de fita da AMIZADE, com aquele nó bem apertado, atado para sempre. 
Mas o melhor está dentro do meu mundo, alegrias, vitórias, esperança. 
Tem também, um pouco de tristeza, lágrimas, calos, decepções, afinal, todos estes sentimentos fazem parte de uma história normal, de um ser humano tal. 

Pode ser pouco para você, quando o receber. 
Não o julgue só pela embalagem, aparência. 
O desembrulhe com cuidado, conquiste aos poucos os vários países do meu mundo. 

Encontrará um porto seguro, aquele que deseja, um abrigo para todas as horas. 
Não importa de quais sentimentos. 
Sê de tristezas, choraremos juntos. 
Sê de alegrias, sorriremos do mesmo modo. 

O meu mundo tem catástrofe também, terremotos, maremotos se soltando pelos meus olhos. 
Mas muitos botes salva vidas ancorados naquele porto seguro que te falei. 

E recheando tudo isso, temos carnaval das alegrias, das energias, dos dons, da sabedoria e o principal de todos: SOLIDARIEDADE, aquela sem cor, sem nome, sem sexo, preconceito... sem rosto. 

Aceita meu presente?" 

G.Fernandes

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vamos brincar de gangorra?


Quando um está mal, o outro deve estar bem.

Quando um está irritado, o outro deve ser paciente.

Quando um está cansado, o outro deve encontrar disposição.

Quando um adoece, o outro deve mostrar saúde.

Quando um se envaidece de razão, o outro deve ser humilde no
cuidado.

No casal, as fraquezas não podem convergir. Não podem ocorrer
simultaneamente.

Se vê que sua parceira explodiu, escolha um momento distinto
para desabafar e reclamar. Recue de sua catarse. Deixe para o
dia seguinte. Ela nem irá ouvi-lo no acesso de cólera.

Quando os dois decidem ser a parte mais fraca do relacionamento, os laços sucumbem.

Não podem ocupar o mesmo papel, o mesmo script. Só há vaga para um protagonista em cada crise. Alguém terá que ser coadjuvante.

Dois vilões no mesmo filme geram divórcio.

A alternância é o segredo da convivência. Mudar de lugar sempre, analisar quem mais precisa e ceder se for necessário.

O que traz estabilidade é a gangorra: quando a mulher cai, o
homem estende o braço, quando o homem vacila, a mulher acode.

A separação acontece quando duas chagas conversam procurando
mostrar qual é a mais funda. É quando duas feridas travam uma
guerra buscando sangrar mais, e nenhum dos lados estanca a
própria carência.

O sofrimento acentua o orgulho, a dor agrava a cegueira, a
ansiedade de resolver logo a discordância apenas abre a porta
para o fim.

É uma disputa do desespero, e o casal se afoga nas mágoas. Não
haverá sequer um salva-vidas acordado.

Ainda que sobre paixão, ainda que reste confiança, nada segura
o momento em que os dois coincidem em enlouquecer. A loucura
exige troca de plantão.

O casal é capaz de destruir uma história linda e promissora por
uma noite de fúria.

A esposa e o marido se transformam em crianças, e crianças
abandonadas em casa berrando e com medo. Tentarão gritar alto
para chamar os vizinhos e denunciar os maus-tratos. E vão se
indispor e se ofender tanto, e vão se provocar e se agredir tanto, que depois é difícil cicatrizar.

Um tem que ser adulto na hora do pânico. Um tem que ser responsável. Um tem que ser forte o suficiente para preservar as fraquezas do amor.

Fabricio Carpinejar

Reflexão


Faz mal para a saúde e para a convivência humana viver na companhia de quem só critica e ver erros em tudo e em todos. Pessoas assim geralmente não se enxergam e azedam as relações humanas. 

Já tem muita coisa azeda e estragada no mundo. 

Criticar por criticar não muda o mundo e nem torna as pessoas melhores. 
Toda vez que eu quiser opinar, falar sobre algo e exercer um julgamento sobre fatos, pessoas e realidades eu preciso olha primeiro para minha conduta e apontar para mim mesmo o que eu faço diferente ou melhor. 

Claro que precisamos ter senso analítico e critico e de preferencia bem apurados. 
Porém, sejamos críticos e analíticos primeiro com nossa vida, com nossa conduta e com nossas próprias responsabilidades. 

A melhor contribuição que podemos dar ao mundo para que ele seja melhor não é acusar as pessoas pelos seus erros e nem apontar os defeitos dos outros. 

Quando eu consigo cumprir com minhas obrigações e ajudo com caridade a quem não enxerga bem o caminho que esta seguindo, eu estou dando o melhor de mim para o mundo ser diferente. 

Roger Araujo

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mentirinhas e mentironas


Quem nunca teve medo de dizer a verdade e contou aquela mentirinha para não ficar mal diante do olhar de alguém?
Pode até haver quem nunca tenha se rendido à sedução de parecer perfeito diante dos outros, mas muitos dos que estão lendo este texto já perderam a retidão e cruzaram os dedinhos na hora de contar um caso.

Sim, a mentira é, nada mais, nada menos, que insegurança, medo de não ser acolhido, de não ser amado. 
É, na verdade, falta de coragem de ser o que é, falta de consciência da própria identidade. Sobretudo, diante de Deus. 

Mentira se veste de tantas coisas, sugere tantas coisas e nunca é fiel a nada, a nenhuma ideia.
Muitas vezes recorremos a ela porque não somos capazes de nos decidir pela mudança interior. 
Rejeitamos a verdade e não aceitamos nossa condição limitada, que precisa de Deus, precisa dos outros. 

Então, longe de Deus, da Palavra, vivemos uma vida de faz de conta, uma mentira.
Eu já menti, já senti esse medo, já deixei que minhas inseguranças fossem maiores do que o amor, já me aprisionei no olhar dos outros e me esqueci de que fui criada para o amor.
E eu sei bem que tanto faz se é mentirinha ou mentirona. 

Esse pecado faz grandes estragos, rompe relações, constrói castelos de areia, não permite que a vida seja vivida em profundidade, intensamente.

Só podemos amar profundamente se somos capazes de ser igualmente verdadeiros uns com os outros. Profundamente transparentes...

É evidente que a verdade é um caminho constante e puro, que respeita o tempo do revelar-se e se insere neste mesmo tempo. Bendito tempo do conhecimento.

Partilho também, com a vida, que só o amor consegue mudar, libertar e nos fazer recomeçar, sair dos enganos, viver o real e não o ilusório.
Portanto, a verdade é o nosso grande tesouro. 

A Deus pertence, aos amados pertence. 
No tempo, no caminho de confiança e na vivência profunda de uma relação de amor. 

Porque não há amor sem verdade, não há verdade sem amor.

"A Verdade vos Libertará" (Jo 8,32)

desconheço a autoria

domingo, 8 de dezembro de 2013

Possua



Um coração que nunca endureça

Uma emoção que nunca pressione

Um toque que nunca magoe

Um carinho que nunca envelheça

Uma doçura que não estacione

Um coração que, por vezes, perdoe

Uma paixão que não enfraqueça

Um prazer que nunca relaxe 

Um silêncio que nunca destoe

Uma verdade que nunca encareça 

Um medo que não ameace 

Uma tristeza que não amontoe

Uma amargura que não amanheça 

Uma alegria que nunca entristeça 

Uma fantasia que não voe

Uma felicidade que não empobreça 

Um desejo que nunca se apague 

E um amor que te abençoe...

Blandinne

sábado, 7 de dezembro de 2013

Internet Love


Estava em torno dos quarenta quando foi surpreendido com o pedido de divórcio da esposa que, após ensaiar mal arranjadas desculpas, confessou-lhe nova paixão. 
Sofreu calado por vários dias, mas como não via possibilidades de volta, porque ela confessara ainda que a nova relação, iniciada em um grupo de bate-papo no facebook, já ultrapassara a barreira do mundo virtual, resolveu, também, aderir ao novo universo da intercomunicação sem limites. 

Adquiriu um tablet de última geração e, após rápido curso de navegação, entrou na rede. 
Em questão de dias já se sentia reconfortado e a esposa amada, a vida de casado, iam se tornando lembranças distantes. 

Inseriu logo o seu perfil e uma foto em que aparece sorridente ao novo endereço e, em pouco tempo, estava integrado a uma infinita comunidade de novos amigos. 
E, como era de se esperar, logo apareceu alguém com quem passou a se identificar de modo surpreendente. Era loura, calma, discreta. 
Exatamente o oposto da ex-esposa, detentora de personalidade expansiva e comunicativa. 
Embora já se conhecessem há dias e conversassem por horas a fio, vira dela apenas uma foto, que confirmava sua discrição. 

Ele, após a separação também adquirira personalidade nova e mais “descolada”, como referia. 
Decidira se tornar ousado, dinâmico, atualizado, enfim. Passara a cuidar do próprio físico, entrara em uma academia e praticava halterofilismo três vezes por semana. 

Naturalmente, na foto que postou em sua página aparecia em trajes esportivos, exibindo o perfil atlético que aos poucos estava moldando. 
E causou impacto no círculo de amizades. E mais ainda, e para sua surpresa, causou um pedido da nova namorara. 

Após muito rodeio e evasivas ela pediu, meio reticente, que postasse fotos em que aparecesse nu, ainda que à distância. 
Ele hesitou no primeiro momento, mas evitando se demorar no assunto e, antes que a velha personalidade decidisse pelo “não”, aceitou a proposta e cuidou de preparar o material. Afinal, ousadia e dinamismo eram os principais traços da sua nova maneira de ser. 

Escolheu bem um “close” de frente e uma espécie de paisagem discreta no registro de fundos, anexou a uma mensagem, pressionou o cursor no ícone “enviar” e foi dormir, deixando aos cuidados da nova musa o próximo contato. 

No dia seguinte, estava em destaque na sua página e nos principais sítios de fofocas da rede, alternando intermitentemente, o seu rosto sorridente e seus fundilhos, já não muito discretos e, em destaque, a frase que enviara com as fotos à nova paixão: “Com carinho, para alguém que estou aprendendo a amar”. 

Na caixa de mensagens havia apenas uma onomatopeia, em linguagem da nova mídia, postada pela namorada: “Ha! Ha! Ha!”.

Nossas Letras - Letras, Arte e Cia - José Borges da Silva

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Porque?


Por que temos esse estranho jeito de querer resolver tudo?
As vezes até o que não é do nosso meio, nem da nossa capacidade.
Nos perdemos em discussões tolas,
esforços em vão, suor a toa.
Para o nada…

Perdemos um tempão com coisas bobas, brigas tolas.
Discutimos muito para saber quem tem razão.
Lógico que, querendo sempre ter a razão.

E assim, perdemos tempo precioso,
perdemos amigos, amores, conhecidos.
Tudo porque queremos ter a razão,
reafirmar que somos “superiores”.

O que realmente importa é fazer o que nos faz bem
e que pode ser repartido, compartilhado,
dividido com outros.

Não perca saúde, alegria, vida e amigos discutindo o vazio.
Melhor é ter emoção, coração do que razão.
A razão passa, se perde.
A emoção pode ser eterna.

Paulo Roberto Gaefke

Aprendi a ser feliz


Aprendi que nossa idade é medida mais pelas nossas vivências do que pelo tempo que passamos...
Que a vida tem o gosto que queremos que ela tenha...
Depende do jeito que a gente vê e sente as coisas....

Podemos vê-la...
Com alegria no rosto desfrutando das pequenas coisas que Deus nos dá
ou com tristeza... estampada no coração...

Aceitar os caminhos de Deus com alegria.
Amar as pessoas que passam pela nossa vida... com a intensidade querida e necessária
agarrá-las em nossos braços e fazê-las felizes...

Viver intensamente esse sentimento divino que é o amor...
O amor por tudo que é de Deus, mostrado pelos pequenos e grandes gestos da nossa vida...

Não se abata pelos obstáculos que aparecerem em sua vida!
Cada um deles teve sua missão e seu aprendizado...

Nenhuma flor nasce sem que seja consentimento do Criador... DEUS!
Curta a vida!
Abra os Olhos...

Olhe para o céu e sinta-se envolver pela magia da natureza!
Porque tudo que Deus faz e maravilhoso.

Deixe o palco dos medos e das dúvidas.
Dê um sorriso e enfrente os desafios e os sonhos.

Não venha com esse olhar de dúvidas.
Não fique espantado...

Acredite!
Você pode sonhar e realizar seus sonhos.
Viva suas fantasias.

Deixe o arco-íris passas na sua vida!
Sinta o poder de Deus ao seu redor.
Você pode!

Acredite em Deus.

Thais Fonseca

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sugestão


Onde há um pouco de ti, encontrarás, por certo,
um pouco de minha alma, um pouco do meu sonho,
porque surgiste, assim, no meu viver tristonho,
rasgando o véu do amor que eu trazia encoberto...


Vencido à sugestão do teu olhar risonho,
sigo, no meu destino, os teus rastros, de perto,
e busco achar no céu, nos mares, no deserto,
um tema que enriqueça os versos que componho.


Andes por onde andar, sigo-te, passo a passo!
Sinto que estás em mim, no cérebro, nas veias,
giro em torno de ti, satélite no espaço!


Para onde vais, me vou, cativo, acorrentado,
e embora tendo ao lábio a frase por que anseias,
não ouso revelar e sigo-te ignorado...

Lago Burnett

domingo, 1 de dezembro de 2013

Meu tempo


“Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...."


Rubem Alves