sexta-feira, 24 de maio de 2013

Recomeçar

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário "Recomeçar". 
Recomeçar é dar uma nova 
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke



Para conquistar amizades sinceras

Eclesiástico 6, 5-17 
Nesta leitura nós aprendemos a distinguir a verdadeira amizade e como atrair amigos e acalmar os inimigos. Por meio de uma palavra amena, de uma linguagem suave, doce e agradável nós podemos conquistar amizades sinceras.
A maneira como nós falamos, revela o sentimento que experimentamos, no entanto, Deus nos dá a graça de saber expressar até a nossa indignação com carinho e doçura. Isso fará toda a diferença até nos momentos decisivos em que temos de nos relacionar com pessoas que têm o pensamento contrário ao nosso. 

Com mansidão nós podemos conquistar a terra. Todavia, sabemos que nem todas as pessoas serão aqueles amigos fiéis e escolhidos por Deus para nos orientar. 
Podemos ter milhões de amigos, saudá-los com alegria e carinho, no entanto, nem todos podem ser nosso conselheiro. 

“Um amigo fiel é poderosa proteção quem o encontra, encontrou um tesouro,” nos diz a Palavra de Deus. 

Sabemos avaliar isso, quando passamos por momentos de aflição, de carência, de pobreza, de fracasso. 
Os amigos fiéis nós os adquirimos no temor ao Senhor, quando comungamos do pensamento de Deus e vivemos em unidade com a Sua Palavra e os Seus ensinamentos. 
Quando não conseguimos que todos sejam nossos amigos e alguns se tornam nossos inimigos, podemos guardar distância deles sem ter necessidade de querer enfrenta-los. 

Quem ama e respeita os conselhos do Senhor sabe conduzir bem as suas amizades e não há que temer aqueles que lhe são contrários. Todavia, antes mesmo de nos perguntarmos se temos amigos, devemos sim, questionar-nos se realmente estamos sendo amigos de alguém, 

A amizade é uma das formas do amor. É uma maneira de expressarmos o Amor de Deus que há no nosso coração. 
Os nossos maiores problemas são em vista dos maus relacionamentos que cultivamos, erradamente. 

Para nossa reflexão....
– Você tem sabido cultivar amizades? – Você costuma abrir o seu coração para toda pessoa a quem considera amigo? – Você sabe ajudar a seus amigos na hora do infortúnio? – Você coloca suas amizades sob o crivo da Palavra de Deus?

http://www.umnovocaminho.com


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Almas perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

Ana Cláudia Saldanha Jácomo



Seu silêncio pode adoecer o amor!

Somos os únicos seres vivos que se comunicam por meio das palavras, da linguagem falada. Isso deve ter alguma importância bastante relevante. Porém, infelizmente, muitas vezes temos praticado esse dom – o da fala – de modo extremamente negligente, exagerado, distorcido e equivocado.

Ditos populares sobre esse tema, além do essencial equilíbrio entre falar e ouvir, existem vários: “Falar é prata, mas calar é ouro”, “Quem muito fala dá bom dia a cavalo”, “Quem muito fala, muito terá de se justificar”, entre outros. Um pensamento de que gosto muito é de Antoine de Saint-Exupéry: “A linguagem é uma fonte de mal entendidos”.

Ou seja, parece que a sabedoria nos sugere mais silenciar do que falar. Como se o silêncio fosse a forma mais inteligente de solucionar os conflitos. É verdade que pode haver muita paz no silêncio, mas penso que é urgente aprendermos a gigantesca diferença entre o silêncio que apazigua e pacifica do silêncio que ensurdece, que grita, mente e perturba. Aliás, existem silêncios tão perturbadores que podem enlouquecer um ser humano.

Acima de tudo, precisamos aprender a falar com um propósito. Não falar só para jogar sobre o outro as nossas frustrações ou falar só para ofender e impor razões e vontades. Não se trata de vociferar, mas de se expressar, de mostrar ao outro quem somos e o que queremos. E no exercício diário do amor, estou cada dia mais certa de que não pode haver modo mais eficiente de resolver conflitos, aplacar a ansiedade e desfazer mal entendidos do que por meio do uso de uma comunicação clara, direta e sem joguinhos.

Mas, lamentavelmente, por não saberem ou por medo e até covardia, muitas pessoas adotam o silêncio como principal forma de comunicação. Calam-se para “deixar bem claro” que estão bravas, tristes ou insatisfeitas. Recusam-se a falar porque concluem que é óbvio o que está acontecendo e o que estão sentindo e que, além disso, o outro já deveria saber. Há ainda os que prolongam a mudez apostando que o tempo simplesmente resolverá as mágoas e as incertezas. Como se sentimentos não precisassem ser elaborados e digeridos.

Não exagerei quando disse que o silêncio pode enlouquecer uma pessoa. Existimos a partir da linguagem. Descobrimos que somos únicos e separados do outro a partir do momento em que nascemos e por meio da linguagem, do que o outro diz sobre nós, sobre como estamos no mundo e o que provocamos nelas. É assim que nos constituímos, que nos reconhecemos e que nos criamos internamente. É assim que se forma nossa autoimagem.

Claro que quanto mais amadurecemos, mais confiança ganha nossa própria voz, nossas percepções e capacidade de compreender o que acontece fora e dentro de nós. Mas o fato é que relacionar-se com alguém que não se mostra, que não revela o que pensa, sente e quer, é altamente frustrante, desgastante e deprimente. Não há troca verdadeira. Não há encontro de almas. Não há sintonia possível!

Não falar é, muitas vezes, uma forma de torturar o outro, de fazê-lo padecer e sentir a dor do inexplicável, do incompreensível, do imponderável. Sei que a vida não nos dá garantias e que não existem certezas entre dois corações. Sei também que não temos todas as respostas, mas quando podemos olhar para a pessoa que amamos e sentir que no espaço que separa uma alma da outra existe uma voz que acolhe, demonstra, abraça, acaricia e confessa o que ali pulsa e vibra, aí sim descobrimos o que é amor de verdade!

Dra. Rosana Braga


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Até abraçar desaprendemos

" Abraço tem q ser devagarinho... sentindo coração com coração..."
Até abraçar desaprendemos. Ninguém mais abraça com vontade. Com sinceridade de velório.
Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço. 
Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. 

É pelo abraço que testo o caráter do outro. 
Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas. A rapidez dos toques indica a maldade da criatura. Não sou porta para bater. Nem madeira para espantar azar. Abraço com toquinho é hipócrita. É abraço de Judas. De traidor. O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar. Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.

Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado, descobrir o perfume e a demora no banho. 
Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo. Ir para a margem oposta. Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. 

Sou adepto a inventar abraços. Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços. O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. Não largo, os primeiros minutos são para sufocar, os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto. 

Não entendo onde terminará o abraço. Se a pessoa vai chorar ou vai rir. Abraço é confissão. Dez minutinhos de sol e de liberdade.

Fabricio Carpinejar



segunda-feira, 20 de maio de 2013

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Dicionário infantil

Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais

Para ele, as crianças têm uma lógica diferente, uma maneira própria de entender o mundo e de revelar muitas coisas que os adultos já esqueceram. 
                                                             OS VERBETES

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Criança: é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo.

Do livro “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”
Autor: Javier Naranjo


Toda a sabedoria vem do Senhor

Deus é a própria SABEDORIA e ninguém no mundo poderá explicar a origem e os mistérios do universo. Toda a sabedoria vem do Senhor!

Por mais que se esforce para decifrar os enigmas de Deus e mesmo que em alguns terrenos o homem já tenha progredido existem coisas tão simples que ele nunca poderá imaginar como se fará: 
o perfume de uma rosa, 
a cor da noite e do dia, 
o amanhecer, 
o anoitecer, 
o dia da sua morte, 
o que virá amanhã…. 

Ninguém poderá medir a altura do céu, a extensão da terra , no entanto, Deus derramou a Sua sabedoria sobre todas as Suas obras e em cada ser humano, segundo a Sua bondade. 
A Palavra de Deus é fonte de Sabedoria para nós e, por intermédio dela com o auxílio do Espírito Santo muitos segredos nos são revelados. 
A presença da Sabedoria de Deus também é real na natureza e em toda a Sua criação e todos nós que O tememos e acreditamos no Seu poder temos a capacidade para intuir os Seus ensinamentos. 

Desta forma, nós podemos nos tornar co-participantes da Sua glória aqui na terra vivendo em harmonia com o universo que foi criado para nós. 
É sábio aquele que reconhece que Deus é a fonte de sabedoria para que tenhamos uma vida feliz.

Para refletir:
Existem coisas no mundo para as quais você ainda não encontrou justificativa?
 – Quando você contempla a natureza a quem você atribui toda a beleza? 
– Você se acha uma pessoa sábia e inteligente? 
– A quem você agradece por isto?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Memória


A memória por vezes, é uma maldição. Meu querido amigo Amilcar Herrera confessou “Eu desejaria, um dia, acordar havendo me esquecido do meu nome…” 
Não entendi. Esquecer o próprio nome deve ser uma experiência muito estranha. 
Aí ele explicou: “Quando me levanto e sei que meu nome é Almicar Herrera, sei também tudo o que se espera de mim. 
O meu nome diz o que deve ser, o que devo pensar, o que devo falar. 
Meu nome é uma gaiola em que estou preso. Mas se, ao acordar, eu tiver me esquecido do meu nome, terei me esquecido também de tudo que se espera de mim. 
Se nada se espera de mim, estou livre para ser aquilo que nunca fui. Começarei a viver minha vida a partir de mim mesmo e não a partir do nome que me deram e pelo qual sou conhecido”.

Rubem Alves 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Não teme. Crê somente!

A paz que supera toda dor...
Muitas vezes, quando a doença chega à nossa porta, quando a situação econômica é ruim, quando uma desgraça ou uma tragédia acontece, somente nessa hora é que o nosso interior se abre e coloca-se sensível a Jesus.

Nós, apenas na hora das dificuldades somos quebrantados.

Isso é uma graça, pois, na hora do desespero, o nosso orgulho cai por terra e quebra-se todo; é quando a angústia, a depressão, a injustiça, a traição nos abatem e a dor chega ao nosso coração.

Nesta hora, o nosso orgulho vai ao chão e, então, procuramos Jesus.

O Senhor nos alcança pelo amor e, então, a graça é derramada.

É isso que devemos fazer: cairmos aos pés de Jesus.

Que bom seria se tivéssemos mais necessidades para buscar Jesus e deixar de sermos autossuficientes!

Deixe-se tomar por essas palavras, pois o Senhor já está agindo em sua vida.

Ele toca em seu coração.
......
E você, por qual situação está orando, por que você está buscando esta pregação?

Coloque, diante de Jesus, o seu pedido e deixe que a graça vinda das Santas Chagas de Jesus atinja você.

Saiba que curas já estão acontecendo, que situações difíceis já estão sendo solucionadas, pois Jesus está agindo.

A Palavra de Deus cura, é caminho para resolver os problemas.
......
"Jesus é capaz de fazer aquilo que nos parece impossível.", ensina monsenhor Jonas

Quantos de nós estamos assim corroídos pelos problema, pois a coisa aconteceu e não se solucionou.

O seu casamento, sua empresa, seu dinheiro, sua família, algo que você perdeu - talvez o namoro ou uma decepção - e pode até estar com a dor daquele impacto e se tornou uma pessoa desiludida.

Talvez isso tenha acontecido com a Igreja, com padres, com amigos.

Mas Jesus se volta para você e lhe diz: "Não temas, crê somente".

Aquela mulher tocou somente no manto de Jesus e lhe bastou.

Você toca em Jesus pela Palavra e esta toca em seus ouvidos.

A pregação é a Palavra de Deus e ela tem o Seu poder.

Posso dizer, sem medo, que Jesus está dizendo: 'Quem tocou na minha Palavra?'.

E Ele acrescenta:
 'O problema, a tristeza da sua alma é dissipada, pois Eu o toco agora, toco a sua alma, os seus sentimentos'".

Você anda em frangalhos, em farrapos, porque continua com os sentimentos de inimizade, de rancor e mágoa por falta de perdão - neste momento, você tem a graça de optar pelo perdão.

E agora, Jesus, que significa "Deus salva", está tocando você.

O nome de Jesus tem poder, porque salva, cura, perdoa, abre para o perdão, faz a obra que é preciso acontecer em nós.

Graças a Deus, estamos como crianças diante dEle, nossa autossuficiência caiu diante de Jesus e Ele está podendo agir.

Nós estávamos enrijecidos, impermeáveis, mas agora tudo quebra diante de Jesus.

Assim como aquela mulher ficou curada, também Jesus nos curou.

Ele está dizendo:

"Meu filho, minha filha, a tua fé te salvou, eu precisava quebrar o vaso que não permitia a cura, mas a tua fé te salvou, vai em paz".

A primeira coisa que Jesus nos deu é a paz que supera toda dor.

A paz que faz permanecer n'Ele.

Você tem a sua realidade e, ao mesmo tempo, a Palavra de Jesus está ressoando em seu interior.

Talvez a situação que você vive não foi solucionada ainda, porque depende de outras coisas.

Mas assim como Jesus ressucitou a filha de Jairo, curou a mulher com hemorragia.

Ele é capaz de fazer aquilo que nos parece impossível.

Monsenhor Jonas Abib


Para a minha e para todas as mães, com amor

Eu ainda não sou mãe.

E talvez eu precise ser para entender de verdade como é que um dia poderei ser capaz de amar mais outro alguém do que amo a mim mesma.

Quem sabe eu precise carregar por nove meses uma vida dentro de mim pra poder sentir de onde vem essa força que só as mães têm de nos cuidar mesmo quando são elas que precisam de cuidado; de nos perdoar mesmo quando as magoamos profundamente; e de nos amar mesmo quando ainda nem tínhamos nascido.

Talvez só o amor de mãe me explique o porquê da felicidade delas depender totalmente da nossa. E por que a dor de um filho fere antes o coração da mãe.

Que amor é esse que faz uma fêmea dócil e gentil se tornar mais agressiva criatura quando ameaçam sua cria? Que amor é esse que a faz maior e mais forte que um exército para salvar os seus?

Talvez, por eu ainda não ser mãe não entenda o porque de “ser avó é ser mãe com açúcar” ou “é ser mãe duas vezes” como dizem por aí. E nem compreenda, muito embora pressinta, a dor dilacerante da perda de um filho, que é semelhante à morte da própria mãe.

Eu não sei explicar, pois ainda não sou uma mãe.

Mas devo agradecer, com todo meu amor, por cada gesto desses que me faz sentir a pessoa mais importante do mundo.

E agradeço a Deus a vida da minha e de todas as mães, pois vocês são a mais fiel e pura tradução do amor e de sua eternidade.

Agradeço a Deus também por ter me dado o privilégio de ser mulher e assim ter me dado a chance de, quiçá um dia, descobrir por mim mesma o que é sentir esse (inexplicável) amor de mãe.

Nossas Letras > Letras, Arte e Cia > Josiana Borges


Voe, beija-flor, voe!

Sou um jardim extemporâneo onde as memórias desabrocham de vez em quando, sem cerimônia e totalmente fora da estação. Tem dia que o sereno da saudade cai tão morno e perfumado sobre mim, que um beija-flor ávido por ração e descanso pousa nos meus ramos e fica ali, estudando a paisagem e se balançando ao sabor da brisa suave que os meus “ontens” ainda sopram.

Tem dia que a minha saudade floresce como uma primavera inopinada, e o mesmo beija-flor de outrora vem sobrevoar os meus canteiros, remexer as minhas histórias e sugar a seiva doce das recordações que eu guardo junto ao peito. Não há vento e nem chuva capaz de demovê-lo desse bater de asas ao meu redor. E assim, segue ele em sua busca indiscreta por segredos escondidos em meus estames, como pólen do tempo, bebericando doçuras entre pétalas descerradas em manhãs que ficaram para trás.

Então, eu o afugento: “Voe, beija-flor, voe! Voe e me permita inventar outro destino”!

E, quase obediente, ele voa para longe... Voa, mas sempre volta. Volta sempre que as sementes esquecidas ao chão germinam e trazem viço ao que parecia morto, e dão novas cores ao que desbotou com o passar do tempo. Ele volta sempre que uma flor nostálgica se abre dentro de mim e lança o seu perfume através dos desvãos da minha alma.

E, quando isso acontece, eis que, de flor em flor, com suavidade e leveza, aquele beija-flor vem zunir suas asas junto aos meus desejos e beijar os meus pensamentos distantes com a máxima ternura e delicadeza. Lembrança boa é assim: tem o cheiro, o gosto e a textura de quem foi embora para sempre, sem jamais se deixar ser esquecido.

Renée Venâncio

O rio do teu amor

Uma lágrima cai sobre a terra,
empapando-a de água,
água viva,
que fará germinar a semente da árvore da vida,
que crescerá e dará fruto,
fruto de vida,
e vida em abundância.

É a gota de água que cai do teu lado,
Senhor,
depois de vertido todo o teu Sangue,
dado à e pela humanidade,
gota de água repassada do teu amor,
que lava, perdoa e purifica
e assim faz brotar a vida nova,
dada ao homem na tua Cruz e Ressurreição.

Essa água do teu lado,
Senhor,
corre agora como um rio caudaloso,
manso e humilde,
cruzando os caminhos da terra
e recebendo como afluentes o sangue dos mártires,
que por teu amor se entregaram,
e entregam,
dando testemunho da vida nova.

E é esse rio que faz crescer a Igreja,
fruto da tua graça,
testemunho dos teus Apóstolos,
fidelidade dos teus discípulos,
entrega dos teus irmãos na humanidade,
anónimos no mundo,
mas com nome inscrito no Céu.

E eu,
Senhor,
pobre de mim,
peregrino no mundo à tua procura,
quero banhar-me nesse rio,
para que se for de tua vontade,
também eu,
por tua graça,
engrosse com o sangue da vida que me deste,
o caudal do rio do teu amor.

Pelos meus irmãos,
Senhor,
para tua glória,
só para tua maior glória!

Joaquim Mexia Alves


A prática correta do bem

Praticar o bem não é fazer tudo pelo outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos contrariar uma pessoa e deixar que ele faça algo sozinha.

Para fazer o bem, algumas vezes precisamos deixar que a pessoa caminhe por si mesma.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos saber dizer não na hora certa, e não nos submetermos aos caprichos do outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos deixar nossos filhos errarem sozinhos, pois só pela dura experiência do erro cometido é que virá o aprendizado e o amadurecimento.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos não responder uma pergunta, mas estimular uma reflexão e deixar que o outro chegue a resposta sozinho.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos mostrar a verdade ao outro, por mais doloroso que seja para ele.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos dizer a pessoa que ela está sendo invasiva e impor alguns limites.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos terminar uma relação que já está desgastada e dissolver antigas raízes de apego ao outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos elucidar comportamentos inoportunos que o outro insiste em praticar.

Para fazer o bem, algumas vezes é necessário retirar regalias, privilégios e confortos, para provocar um movimento que levará a pessoa sair do comodismo.

Fazer o bem é dar com amor, mas o amor também pressupõe retirar algo para que a pessoa aprenda a conquistar sozinha.

Autor: Hugo Lapa


domingo, 12 de maio de 2013

Crônica: O Mundo Não é Maternal

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.

Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo.

Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagalhados e passando fome.

Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.

Mãe tb quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.

O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára pra nos ouvir.

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Para o mundo, quem menos corre voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção.

Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo.

Mãe é de graça.

Martha Medeiros



sábado, 11 de maio de 2013

Ser mãe: missão para a vida!

Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível...

Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade.

Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro: uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem esse plano.

Mas, vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?

A missão de mãe da mulher inicia-se no momento da concepção, a partir disso, todos os ideais vão sendo construídos.

Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível; isso, sim, é importante!

Muitas vezes, constrói-se o ideal da "mãe perfeita", da "mãe que não erra".

Mas o que seria positivo para a criação de um filho?

Ter o equilíbrio para cuidar dele, para protegê-lo, para educá-lo, para apoiá-lo, para prover-lhe as necessidades físicas e materiais, mas, especialmente, para prover as necessidades de afeto.

Dar o consolo necessário, estar disponível e disposta a olhar, a conversar, ser empática, ou seja, a entender ou a colocar-se no lugar dos filhos e do seu momento de vida são algumas das formas de construir a missão de ser mãe.

É claro que a vida não é estática nem oferece condições que fazem com que tudo esteja bem o tempo todo: para isso, é necessário que saibamos nos observar para não transferirmos as experiências negativas vividas em nossa formação para a formação de nosso filho.

Como diz o título de um livro, é importante que cada mãe possa “falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar (do livro: Falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar de Adele Faber e Elaine Mazlish).

Recusar os sinais que ele dá, não olhar nos olhos dele, desconfiar dele, não dar peso às coisas que ele fala, não o ajuda em nada.

É importante que saibamos ensinar, mas que também saibamos confiar e dar autonomia e possibilidade para que nosso filho amadureça com pessoa.

Estar bem emocionalmente faz que que possamos contribuir para o crescimento e o desenvolvimento saudável de nossos filhos do ponto de vista psicológico.

Faço aqui uma observação especial para as mães: cuide dos outros, mas também cuide de si.

Viver em harmonia com sua dimensão espiritual, afetiva, social, biológica, é essencial para que você possa cuidar bem dos outros e consiga lidar com as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades próprias da vida.

Lembre-se de que, em primeiro lugar, você é mulher, e com isso, toda a beleza do ser mulher virá com esses cuidados, que depois se farão extensão ao cuidado com o outro, com seu marido, com os filhos.

Mães aprendem a todo momento: desde o choro do bebê que identifica fome ou dor, aprendem também a ligação íntima e profunda que têm com seus filhos.

Aprendem pela experiência do ser mãe e, sendo mães, reformulam, superam e vivem positivamente conflitos passados em sua vida.

Há uma ligação tão profunda e poderosa existente entre mães e filhos que esta sobrevive para sempre em algum lugar muito além das palavras e é algo de uma beleza indescritível.

Você, mãe, trocaria essa beleza e o poder dessa ligação materna por alguma coisa?

Ser mãe é ser a todo tempo, a toda hora, sem limites.

Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que seja lhe dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!

Muito obrigada a você, mãe, por este e por todos os dias de sua missão!

Elaine Ribeiro


Dia das Mães








Eu creio

Eu plantei um pé de amor, pra colher sorrisos. De nada adiantou. 
O vento, de tempo em tempo, esfacelou as flores, os frutos e os galhos. 
Só que tem uma coisa: O meu amor continua de pé, com uma bandeira hasteada no meio. 

É proibido não ter esperanças porque é Junho e o tempo pode tudo para quele que crê.

E eu creio em dias azuis, cheios de paz dentro. Com crianças correndo no parque, casais de mãos dadas à luz do sol, de uma manhã clarinha. 
Acredito na força dos sentimentos bons, na energia positiva e na colheita dos sonhos, que chega sempre nas mãos de quem semeia o bem, de quem espalha pólen de luz e alegrias miúdas.

Acredito que a bondade tem voz e acredito, também, num HOJE maior que o ontem e que o amanhã. Acredito na beleza e força de um sorriso, no encanto e energia das palavras. 
Acredito num Deus que tudo vê e que tudo ampara, da maneira correta e no tempo exato.

Acredito na bondade sem disfarce, nos rostos sem máscaras e doses de paciência que removem montanhas, no carinho e na amizade. 
Creio na palavra que cura, nas canções que embalam sonhos, nos risos gratuitos, na bússola do lado esquerdo que sempre indica o caminho.

Eu nasci pra acreditar. E esperança, minha gente, é o que anda comigo.

Cris Carvalho

O que você planta....

Mas como nesse terreno da vida o que vale é o que a gente planta nele, do nada, surge uma penca de girassóis e aponta um céu. Um céu de escolhas felizes e tão mais claras. 

Esses girassóis costumam chegar quando você menos espera.

Mas você sabe o momento em que eles chegam pelo cheiro de carinho no ar. 
Cheiro de abraço de amigo, colo de mãe. 
Cheiro de bolo saindo do forno e passeio de domingo no parque. 

É nessas horas que você percebe que Deus não desiste nunca. 
E que ele sempre prepara surpresas risonhas pros nossos caminhos. 

Mas pra você recebê-las terá de ter um coração aberto e tranquilo. 

Por isso, quando chegar a hora de dormir, não esqueça de acender a vela da fé, aquela que mora no coração e que acende a alma. A única vela que nos mostra o rumo.

Cris Carvalho

terça-feira, 7 de maio de 2013

Que...


Que na esquina de todas as dores, o amor seja o aconchego, o colo de que se necessita. 

Que na travessia da solidão, haja o preenchimento de nós mesmos por dentro como a melhor companhia. 

Que não falte amparo quando o abraço esperado estiver longe. 

E que nossa rotina de dores e amores que ficam e vão, que mesmo com todas as lacunas e vãos, possamos cumprir, nesta existência, lindamente a nossa missão.

Marla de Queiroz

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cheiro, sabor e prosa

Da vida a gente só leva o que viveu e aonde foi; o resto fica.
Minha vó Lydia.
Vamos tomar café? Sim, venha para cá que farei bolo de milho, broa de fubá e pão de queijo; café coado em coador de pano....hummmm. Você traz a prosa, a companhia, pode ser?

Vamos prosear, prosa mansa; falar do dia, falar da noite; falar dos filhos e da família. Falar da profissão, dos planos e projetos que nos fazem acordar. Vamos soltar as palavras, desengripar a saudade e refletir no que a vida ainda tem a nos oferecer.

Mas se o assunto ficar “ magoado” , mudaremos o rumo da prosa...Falaremos dos lugares que visitamos, das paisagens das quais nos encantamos, dos cheiros para sempre registrados na janela da alma, da comida que nos faz salivar.

Vamos prosear... Traga fotos, esqueça o relógio ; traga a alegria, esqueça o rancor; traga a fé, esqueça a aridez; traga a companhia, esqueça a solidão; traga a esperança, esqueça o amargor; traga soluções e esqueça os problemas.

É nos encontros da vida que nos reinventamos; nos desencontros também. O certo é que não há um dia como o outro. Nada se repete, tudo se transforma, inclusive nossa vida e nossas histórias.

Bom, o bolo tá assando, as broas e os pães de queijo estão na mesa; o café eu coo na hora, assim também aromatizamos nosso encontro.

Então venha, mas venha logo! Temos histórias a contar, comida para saborear e amizade para arrematar o que está por vir. O resto... Ah, o resto? O resto fica!

Nossas Letras > Heloísa Bittar Gimenes

domingo, 5 de maio de 2013

Sobre a Mãe... homilia

"A Mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida"
Nesta tarde estamos diante de Maria. Rezamos sob sua orientação materna para que nos coloque sempre mais unidos a seu Filho Jesus; trouxemos-lhe as nossas alegrias e os nossos sofrimentos, as nossas esperanças e as nossas dificuldades; invocamo-la com o belo título de “Salvação do Povo Romano” pedindo por todos nós, por Roma, pelo mundo para que nos dê saúde. Sim, porque Maria nos dá saúde, é a nossa saúde.

Jesus Cristo, com sua Paixão, Morte e Ressurreição, traz-nos à salvação, traz-nos a graça e a alegria de ser filhos de Deus, de chamá-lo na verdade com o nome de Pai. Maria é mãe, e uma mãe se preocupa principalmente da saúde de seus filhos, sabe curá-la sempre com grande e terno amor. Nossa Senhora guarda nossa saúde. O que é que isso quer dizer? Penso principalmente em três aspectos: ajuda-nos a crescer, a enfrentar a vida, a sermos livres.

1 - Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso os educa a não ceder à preguiça – que provêm também um certo bem estar - , a não se acomodar numa vida que se satisfaz só com coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se comprometerem na vida, de terem grandes ideais. O Evangelho de São Lucas diz que, na família de Nazaré, Jesus “crescia e se fortificava, pleno de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele”. Nossa Senhora faz isso connosco, ajuda-nos a crescer humanamente e na fé, para sermos fortes e não cedermos à tentação de sermos homens e cristãos superficiais, mas em viver com responsabilidade, a irmos sempre para mais.

2 – Uma mãe pensa na saúde dos filhos educando-os também para enfrentar as dificuldades da vida. Não se educa, não se cuida da saúde evitando os problemas, como se a vida fosse uma auto estrada sem obstáculos.

A Mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida e a não se perderem neles, mas em enfrentá-los com coragem, a não serem fracos, e a saberem superá-los, em um equilíbrio sadio que uma mãe "percebe” entre os âmbitos de segurança e a zona de risco. Uma vida sem desafios não existe e um rapaz ou uma rapariga que não sabe enfrentá-los colocando-se em jogo, não possui espinha dorsal! Recordemos a parábola do bom samaritano: Jesus não propõe o comportamento do sacerdote e do levita, que evitam socorrer aquele que se feriu na luta, mas o samaritano que vê a situação daquele homem e a enfrentou de maneira concreta.

Maria viveu muitos momentos difíceis na sua vida, desde o nascimento de Jesus, quando “para eles não havia lugar na hospedaria” , até ao Calvário. E como uma boa mãe está-nos próxima, para que não percamos jamais a coragem diante das adversidades da vida, diante da nossa fraqueza, diante de nossos pecados: dá-nos força, indica-nos o caminho do Filho. Jesus na cruz diz a Maria, indicando João: “Mulher, eis o teu filho!” e a João: “Eis tua mãe!”
Naquele discípulo todos nós estamos representados: o Senhor confia-nos nas mãos cheias de amor e de ternura da Mãe, para que sintamos seu apoio para enfrentar e vencer as dificuldades de nosso caminho humano e cristão.

3 – Um último aspecto: uma boa mãe não só acompanha os filhos no crescimento, evitando-lhe problemas, desafios da vida: uma boa mãe ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade. Mas o que significa liberdade? Certamente não é fazer tudo o que se quer, deixar-se dominar pelas paixões, passar de uma experiência a outra sem discernimento, seguir a moda; liberdade não significa, por assim dizer, atirar tudo que não agrada pela janela. A liberdade é-nos dada para que saibamos fazer boas escolhas na vida! Maria como boa mãe educa-nos a ser como Ela, capaz de fazer escolhas definitivas, com aquela liberdade plena com que respondeu “sim” ao plano de Deus sobre sua vida.


Queridos irmãos e irmãs, quão difícil é, no nosso tempo, tomar decisões definitivas! Seduz-nos o provisório. Somos vítimas de uma tendência que nos leva ao provisório...como se desejássemos permanecer adolescentes por toda vida! Não tenhamos medo dos compromissos definitivos, dos compromissos que envolvem e interessam toda vida! Deste modo nossa vida será fecunda!


Toda a existência de Maria é um hino à vida, um hino de amor à vida: gerou Jesus na carne e acompanhou o nascimento da Igreja sobre o Calvário e no Cenáculo.

A Salvação do Povo Romano é a mãe que nos dá a saúde no crescimento, no confrontar e superar os problemas, no tornar-se livre para a escolha definitiva; a mãe que nos ensina sermos fecundos, e sermos aberto à vida e sermos sempre fecundos de bens, de alegria, de esperança, dando vida aos outros, vida física e espiritual.

Isto peçamos esta tarde, O Maria, Salvação do Povo Romano, para o povo de Roma, para todos nós: dá-nos a salvação que somente tu pode nos dar, para sermos sempre sinais e instrumentos de vida.

Papa Francisco

Hoje

Hoje é o dia de ver as árvores
Não que elas só apareçam aos domingos
Mas nos outros dias estou tão presa
Num infinito vazio de coisas e números
Que passo por elas
Elas passam por mim
E nos ignoramos

Mas hoje é o dia de ver as árvores
De pegar as crianças
Levá-las pro mato
E fazer piquenique
Porque hoje o céu é azul
E os bichos cantam
E as flores têm cheiro

Hoje é o dia de ver as árvores
Se todo dia fosse domingo
Não haveria desmatamento

Domingo é o dia de ver...
Só que todos dormem.

Nossas Letras >  Shirley Machado de Oliveira

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nós necessitamos de....

Uma borracha, para apagar de nossa história tudo que nos desagrada;
Um sabonete, para retirar as marcas das máscaras que usamos no dia-a-dia;
Uma tesoura, para cortar tudo aquilo que nos impede de crescer;
Um pássaro, que nos ensine a voar alto e cantar com liberdade;
Um jarro, para conservar o carinho e amadurecer o amor;
Um frasco transparente, para conservar os sorrisos;
Sem tampa, para escutar o alegre som;
Lentes corretoras da visão da vida, que nos permitam enxergar, com amor, o próximo e a natureza;
Um esquilo, que nos mostre como galgar os ramos da árvore da sabedoria;
Agulhas grandes, para tecer sonhos e ilusões;
Um cofre, para guardar as lembranças construtivas e edificantes;
Um zíper, que permita abrir a mente quando se deseja encontrar respostas, outro para fechar nossa boca quando for necessário, e outro para abrir nosso coração;
Um relógio, para mostrar que é sempre hora de amar;
Um rebobinador de filmes, para recordar os momentos felizes de nossas vidas;
Sapatos da moral e da ética, para pisarmos com firmeza e segurança por onde quer que formos;
Uma balança, para pesar tudo que é vivido e experimentado;
Um espelho, para admirar uma das obras mais perfeitas de Deus...
Nós mesmos!

Desconheço a autoria

Alegria e tristeza

A gente está alegre, não é alegre. Porque esse sentimento não se mantém para sempre. Surge, colore o mundo e some feito bola de sabão. Quando se está triste, bom saber, acontece igualzinho.

Freud disse que são duas as fomes que moram no corpo. A primeira fome é a fome de conhecer o mundo em que vivemos. Queremos conhecer o mundo para sobreviver. Se não tivéssemos conhecimento do mundo à nossa volta, saltaríamos pelas janelas dos edifícios, ignorando a força da gravidade, e poríamos a mão no fogo, por não saber que o fogo queima.

A segunda fome é a fome do prazer. Tudo o que vive busca o prazer. O melhor exemplo dessa fome é o desejo do prazer sexual. Temos fome de sexo porque é gostoso. Se não fosse gostoso, ninguém o procuraria e, como conseqüência, a raça humana acabaria. O desejo do prazer seduz.

Gostaria de poder ter tido uma conversinha com ele sobre as fomes, porque eu acredito que há uma terceira: a fome de alegria.

Antigamente eu pensava que prazer e alegria eram a mesma coisa. Não são. É possível ter um prazer triste. A amante de Tomás, da A Insustentável Leveza do Ser, se lamentava: “Não quero prazer, quero alegria!”

As diferenças. Para haver prazer é preciso primeiro que haja um objeto que dê prazer: um caqui, uma taça de vinho, uma pessoa a quem beijar. Mas a fome de prazer logo se satisfaz. Quantos caquis conseguimos comer? Quantas taças de vinho conseguimos beber? Quantos beijos conseguimos suportar? Chega um momento em que se diz: “Não quero mais. Não tenho mais fome de prazer...”

A fome de alegria é diferente. Primeiro, ela não precisa de um objeto. Por vezes, basta uma memória. Fico alegre só de pensar num momento de felicidade que já passou. E, em segundo lugar, a fome de alegria jamais diz: “Chega de alegria. Não quero mais...” A fome de alegria é insaciável.

Bernardo Soares disse que não vemos o que vemos, vemos o que somos. Se estamos alegres, nossa alegria se projeta sobre o mundo e ele fica alegre, brincalhão. Acho que Alberto Caeiro estava alegre ao escrever este poema: "As bolas de sabão que esta criança se entretém a largar de uma palhinha são translucidamente uma filosofia toda. Claras, inúteis, passageiras, amigas dos olhos, são aquilo que são... Algumas mal se vêem no ar lúcido. São como a brisa que passa...E que só sabemos que passa porque qualquer cousa se aligeira em nós...”

A alegria não é um estado constante – bolas de sabão. Ela acontece, subitamente. Guimarães Rosa disse que a alegria só acontece em raros momentos de distração. Não se sabe o que fazer para produzi-la. Mas basta que ela brilhe de vez em quando para que o mundo fique leve e luminoso. Quando se tem a alegria, a gente diz: “Por esse momento de alegria valeu a pena o Universo ter sido criado”.

Fui terapeuta por vários anos. Ouvi os sofrimentos de muitas pessoas, cada um de um jeito. Mas por detrás de todas as queixas havia um único desejo: alegria. Quem tem alegria está em paz com o Universo, sente que a vida faz sentido.

Norman Brown observou que perdemos a alegria por haver perdido a simplicidade de viver que há nos animais. Minha cadela Lola está sempre alegre por quase nada. Sei disso porque ela sorri à toa. Sorri com o rabo.

Mas, de vez em quando, por razões que não se entende bem, a luz da alegria se apaga. O mundo inteiro fica sombrio e pesado. Vem a tristeza. As linhas do rosto ficam verticais, dominadas pelas forças do peso que fazem afundar. Os sentidos se tornam indiferentes a tudo. O mundo se torna uma pasta pegajosa e escura. É a depressão. O que o deprimido deseja é perder a consciência de tudo para parar de sofrer. E vem o desejo do grande sono sem retorno.

Antigamente, sem saber o que fazer, os médicos prescreviam viagens, achando que cenários novos seriam uma boa distração da tristeza. Eles não sabiam que é inútil viajar para outros lugares se não conseguimos desembarcar de nós mesmos. Os tolos tentam consolar. Argumentam apontando para as razões para se estar alegre: o mundo é tão bonito... Isso só contribui para aumentar a tristeza. As músicas doem. Os poemas fazem chorar. A TV irrita. Mas o mais insuportável de tudo são os risos alegres dos outros que mostram que o deprimido está num purgatório do qual não vê saída. Nada vale a pena.

E uma sensação física estranha faz morada no peito, como se um polvo o apertasse. Ou esse aperto seria produzido por um vácuo interior? É Thanatos fazendo o seu trabalho. Por que quando a alegria se vai ela entra...

Os médicos dizem que a alegria e a depressão são as formas sensíveis que tomam os equilíbrios e os desequilíbrios da química que controla o corpo. Que coisa mais curiosa: que a alegria e a tristeza sejam máscaras da química! O corpo é muito misterioso...

Aí, de repente, sem se anunciar, ao acordar de manhã, percebe-se que o mundo está de novo colorido e cheio de bolhas translúcidas de sabão... A alegria voltou!

Rubem Alves

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Maio é o Mês de Maria e Mês das Mães, na Terra e no Céu

Mães são feitas de aconchego e segredo
Começa o mês de Maio e, com ele, o teu mês, minha Mãe do Céu!

Quero pôr ao teu serviço os meus dias, fazer o que tenho a fazer com os olhos postos em ti, já que, tu, tens os teus postos no Teu Divino Filho, meu modelo e fim.

Que eu seja - pelo menos um pouco – como Ele foi, durante a Sua vida na terra, cuidando de ti com redobrado amor e entranhada devoção, que faça tudo para te agradar e mimar, deixando nas tuas mãos a tarefa de me guiares por um caminho seguro que conduza a Ele.

Tu sabes o caminho, tu conheces a rota, o rumo, a direção que me convém seguir para alcançar a promessa do Senhor: A Vida Eterna!

Nos teus braços descanso o meu corpo algo cansado de um vaivém constante de emoções, delírios, preocupações, medos e desejos.

Revejo-me nos teus olhos doces e asseguro-me que me tens bem preso pela mão e que não deixarás que me afaste.
Minha querida Mãe do Céu, acolho-me à tua proteção maternal, à segurança da tua figura incomparável de Mãe.

Sinto esta urgência de te dizer que te amo, que te venero, que quero amar-te com todas as forças do meu coração; que me sinto agradecido por todas as graças – as que sei e as que desconheço – que por teu intermédio têm recheado a minha vida; que não encontro palavras para descrever o carinho e ternura que por ti, Mãe, sinto; que confio plena e totalmente em ti como refúgio, auxílio, e refrigério; que me quero entregar – como João Paulo II – de uma forma completa, inteira, a ti, minha Mãe, meu Amor, minha garantia de salvação.

Salve Rainha do meu coração, luz dos meus olhos, doce amor da minha vida inteira.

Salve Senhora da minha predileção, a primeira de todas as mulheres.

Salve Mãe extremosa que nunca me abandonas.

Salve Guardiã do meu coração que desejo guardar intacto e inteiro para o Teu Filho Jesus.

Salve meu refúgio e proteção nos momentos difíceis em que as dificuldades se avolumam e os problemas parecem não ter solução.

Salve Nobre Padroeira do meu País que adoece e definha às mãos dos que promovem leis iníquas.

Salve Nossa Senhora do Rosário de Fátima para onde concorrem tantos milhares de portugueses em busca de auxílio, proteção e alívio.

(Spe Deus)
Maria é exemplo de silêncio fecundo, como o são todas as mães. Só Deus sabe por quantos momentos de silêncio, preces e cuidados amorosos as mães passam! Deus sabe recompensar sacrifícios e segredos.

Que o mês de Maria e das Mães ilumine vidas e estreitem os “laços de família!”
(Ir. Zuleides)